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08 de março: realizações e conquistas de escoteiras de todo o Brasil

08 de março: realizações e conquistas de escoteiras de todo o Brasil

Neste 08 de março, homenageamos as escoteiras de todo o brasil com um ato simbólico de representatividade

Para homenagear nossas escoteiras e refletir sobre a importância das forças femininas em nossa instituição, os Escoteiros do Brasil mudaram a logo que representa o Escotismo brasileiro. Durante o dia das mulheres, usaremos a logo “Escoteiras do Brasil” na cor lilás, tonalidade que representa a luta mundial das mulheres por igualdade de direitos.

Direitos esses que também foram adquiridos pelas mulheres ao longo do tempo no Escotismo, já que quando criado, em 1907, o Escotismo era só para rapazes. Felizmente, em 1916 o Movimento Escoteiro passou a receber mulheres, mas apenas as adultas e apenas com uma função possível: a de chefiar as alcateias. 

O Ramo Pioneiro foi o primeiro a aceitar garotas como jovens dentro do Movimento Escoteiro. Desde 1963, o Clã Pioneiro do GE Georg Black 1/RS já realizava atividades mistas. Em 1968, seu Clã tornou-se o 1º Clã Misto do Brasil e realizou sua primeira reunião oficial, com a presença de 14 pioneiros, 7 pioneiras e 6 escotistas. A partir disso, também foi autorizada a organização de Clãs Mistos experimentais no Rio de Janeiro e em Curitiba.   

A implantação da co-educação no escotismo brasileiro, realizada de 1979 a 1982, foi um processo que tinha como objetivo comportar mutuamente meninos e meninas dentro do Movimento Escoteiro no Brasil. Foi somente aí que foram aceitos oficialmente alcateias, tropas e clãs mistos, depois de mais de 70 anos da fundação do Escotismo.

A partir de então, muitas são as histórias de mulheres que inspiram como Escoteiras do Brasil, com “e” maiúsculo e o artigo bem definido: feminino. Elas são parte de um montante de 38.817 mulheres que hoje fazem do Escotismo brasileiro, tornando nosso movimento mais igualitário do que nunca. 

Por isso hoje, no dia da mulher, gostaríamos de lembrar o nome e a história de mulheres, cujo destaque aqui em nosso site inspiraram outras tantas a seguir seus sonhos e lutar por seus objetivos. Separamos alguns nomes que na atualidade têm contribuído para levar o Escotismo a outros patamares e representam as inúmeras mulheres que fazem o Movimento Escoteiro acontecer todos os dias, sejam voluntárias ou jovens, em qualquer condição e de qualquer etnia. A vocês todas e muitas, nosso obrigada e nossa homenagem.* 

Conheça algumas escoteiras do Brasil:

Carmen Barreira – Ingressou no Escotismo em 1974. Desde 1977 participou ativamente no projeto de co-educação na UEB, levando adiante a experiência dos grupos experimentais e coordenando, juntamente com Vania Dohme e Marilson Souza, o Projeto Chapada dos Guimarães para a implantação das tropas mistas, em 1980. Desde 2022, ocupa o cargo de vice-presidente dos Escoteiros do Brasil. 

Sarah Raquel Loureiro do Amaral – Escoteira desde 1993, maranhense e presidente do Conselho de Administração Nacional (CAN). Anteriormente exerceu também a função de presidente da Região Escoteira – Maranhão, colecionando contribuições fundamentais ao Escotismo Nacional e Local, onde participou ativamente de importantes avanços da instituição.

Katarine Emanuela Klitzke – Reconhecida pela Nasa aos 18 anos por um projeto de viagem a Marte e pela revista Forbes aos 20, Katarine é escoteira há cerca de 10 anos e foi a primeira jovem a ser agraciada com a Medalha Cruz de Valor Maria Pérola Sodré, condecoração criada em 2022 inspirada por ela.

Maria José Feitosa – “Chefe Zelita” como é carinhosamente conhecida na região de Pernambuco está no Movimento desde 1953 e fundou ainda adolescente uma unidade escoteira, quando também inseriu-se em cursos de formação onde segue amplamente engajada. Já foi presidente regional, colaborou com projetos nacionais, e, localmente, assumiu diversos cargos, além de ter sido eleita quatro vezes Diretora Presidente do Grupo Escoteiro onde atua. Zelita é amplamente reconhecida e condecorada, com inúmeras medalhas, e é também um grande exemplo ao Escotismo Brasileiro.

Roseana Teresa Aben-Athar Kipman – Escoteira desde 1969,  Roseana, contribuiu ativamente para o desenvolvimento e prática do Escotismo no Brasil, República Dominicana e Haiti. Além da autoria de guias e manuais para Lobinhos e Pioneiros, destaca-se também a ajuda humanitária durante um terremoto no Haiti, feitos que a fizeram conquistar em 2022 a Medalha “Juventud de las Américas”, conferida pela Região Escoteira Interamericana.

Larissa Viana e Anita Valente – Ambas escoteiras e atuantes na ONG Bauhinia Eco-Social, as jovens tiveram seu projeto selecionado pela Organização Mundial do Movimento Escoteiro para uma vaga na COP-27, conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. O projeto que conecta catadores de materiais recicláveis a pequenos agricultores e pessoas em situação de vulnerabilidade social foi de autoria de Larissa, mas a representação latino-americana na delegação escoteira da conferência ficou por conta de Anita, que esteve no Egito para participar da COP-27 em 2022.

Melissa Wilm – Escoteira desde os 13 anos de idade, Melissa Wilm ingressou no Movimento Escoteiro em 2009. Hoje, escotista do Grupo Escoteiro do Mar Amigo Velho 16/PR, Melissa tem 26 anos e, atualmente, exerce o cargo de Conselheira Juvenil no Comitê Escoteiro Mundial, sendo a segunda mulher brasileira a ocupar esta posição dentro do órgão.

Thaís Queiroz – Nascida dentro do Escotismo, Thaís foi representante do Brasil em eventos mundiais inúmeras vezes, sendo a primeira delas durante o Jamboree Mundial da Suécia, em uma simulação da ONU sobre mudanças climáticas. Anos mais tarde, Thaís foi selecionada como uma das 12 representantes jovens do Movimento Escoteiro a nível global e atua junto à Organização Mundial do Movimento Escoteiro em conferências, congressos e assembleias internacionais para discutir temas de interesse da comunidade escoteira.

Edna Dineli – Amazonense e escoteira desde os anos 70, ela ingressou no Movimento junto com seu filho no Grupo Escoteiro Murilo Braga, onde atuou como Akela. Foi presidente de seu grupo e presidente regional em seis gestões, sempre trabalhando pelo crescimento e fortalecimento do Escotismo no Amazonas. Edna é pioneira e grande incentivadora da formação de adultos, colaborando com a formação de dezenas de voluntários, o que mostra toda a força do engajamento feminino em prol do Movimento Escoteiro.

Melissa Martins Casagrande – Com uma bagagem de mais de 27 anos de Escotismo, Melissa foi uma das responsáveis por organizar, em 1996, o primeiro Fórum Nacional de Jovens Líderes e pouco depois, foi eleita presidente do Fórum Interamericano de Jovens, sendo uma das responsáveis pela criação da Rede Interamericana de Jovens. Ela também foi reconhecida, em 2013, pelo Comitê Escoteiro Interamericano com a medalha “Juventud de las Américas”, a mais alta condecoração do nosso continente e é a única brasileira agraciada com o “Lobo de Bronze”, condecoração outorgada pelo Comitê Escoteiro Mundial. Melissa é ainda a primeira mulher e pessoa mais jovem a ocupar a presidência de um comitê de apoio direto ao Comitê Mundial, o Comitê de Constituição.

*Texto por Diulia de Paulo Cardia, mulher, comunicadora e profissional das Escoteiras do Brasil. 

Reconhecida pela Nasa, jovem escoteira é agraciada com a 1ª cruz de valor Maria Pérola Sodré

Medalha criada em maio de 2021 foi inspirada nos feitos de Katarine Emanuela Klitzke que já foi premiada pela Nasa

Reconhecida pela Nasa aos 18 anos por um projeto de viagem a Marte, Katarine Emanuela Klitzke coleciona feitos acadêmicos e bolsas estudantis, uma delas no Georgia Institute of Technology (Georgia Tech), onde estuda atualmente. Escoteira há cerca de 10 anos, a jovem foi agraciada no início deste mês com a Medalha Cruz de Valor Maria Pérola Sodré, condecoração criada em 2022 inspirada nas conquistas de Katarine.

A cerimônia de reconhecimento de Katarine ocorreu em sua cidade natal, Benedito Novo (SC), com a presença dos escotistas e dirigentes do seu grupo escoteiro, o Timbó 20/SC. Além de ter inspirado a medalha, a escoteira foi a primeira a recebê-la no Brasil, direto das mãos dos diretores Celso Menezes e Marcos Carvalho, representando o Conselho de Administração Nacional e a Diretoria Executiva Nacional.

A medalha em questão reconhece jovens, escoteiros e escoteiras dos Escoteiros do Brasil que realizaram ações de relevância nos diversos campos das ciências, cultura e nos desportos, em âmbito nacional ou internacional, que foi exatamente o caso de Katarine, que começou a se destacar ainda muito jovem em uma das olimpíadas de conhecimento, que abriu portas para inúmeras bolsas escolares Brasil afora.

A partir daí, Katarine foi estudar em uma das melhores escolas do país, no Ceará; conquistou medalha de ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA); ingressou no Georgia Institute of Technology (Georgia Tech), nos Estados Unidos, uma das universidades mais renomadas do mundo em tecnologia; e foi premiada pela Nasa, a agência espacial norte-americana, por um projeto que envolvia uma missão de curta duração em Marte. 

Recentemente, em 2021, a jovem escoteira figurou como um dos nomes presentes na Forbes Under 30, um conjunto de listas emitidas anualmente pela famosa revista Forbes que reconhece jovens expoentes até 30 anos de idade em diferentes áreas. Katarine está entre os jovens reconhecidos na categoria de Ciência e Educação e sua trajetória educacional realmente impressiona. 

Oriunda de escola pública, ela criou aos 18 anos de idade, junto a colegas, a “Ampulheta do Saber”, um projeto criado por estudantes ex-participantes de olimpíadas do conhecimento para auxiliar na divulgação científica e a engajar cada vez mais jovens a estudarem e se prepararem para olimpíadas científicas através de guias de estudo, listas de exercícios, simulados, curiosidades e novidades científicas.

Já graduada em Engenharia da Computação, Astrofísica e Inteligência Artificial no Georgia Tech, Katarine retornou para os Estados Unidos na última semana, onde começará a trabalhar em projetos de inteligência artificial na sede da Microsoft, em Seattle.

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Influência escoteira na vida pessoal e profissional

Katarine Emanuela Klitzke conta que praticamente nasceu dentro de seu Grupo Escoteiro, já que boa parte de sua família fez parte do Movimento, e que a sua vivência escoteira foi extremamente importante para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. “Eu acho muito bacana esse sistema de especialidades dentro do Movimento Escoteiro, porque através dele a gente consegue ter contato com profissionais de diferentes áreas e isso instiga os jovens a buscarem conhecimento em áreas que eles até então não tinham conhecimento”, afirma a jovem. Dentre as especialidades, Katarine conquistou, como escoteira, astronáutica, astronomia e história aeroespacial, que influenciaram diretamente a escolha da sua profissão.

A escoteira destaca também que o “Aprender Fazendo”, um dos elementos do Método Educativo Escoteiro, foi um dos principais ensinamentos que ela levou para a vida. “Na vida o que vale muitas vezes não é um diploma que você tem e sim o fato de você saber fazer o que requerem de você” lembra ela, complementando que a formação baseada em valores que existe no Movimento Escoteiro foi essencial para o seu sucesso tão cedo. 

“O que pra mim também foi muito importante que eu aprendi no Movimento Escoteiro foi essa questão de criar independência. Eu saí de casa aos 15 anos para estudar em uma das melhores escolas do Brasil e precisava cozinhar, lidar com pessoas desconhecidas, ter organização, mas meus pais ficaram seguros em me deixar fazer isso, porque sabiam da formação que eu tive como escoteira”, afirma Katarine que viu no Grupo Escoteiro que frequentava enquanto estava no Ceará uma verdadeira família que lhe deu todo o apoio e suporte que precisou.

Katarine finalizou a entrevista com a icônica frase de BP: “Eu procuro fazer as coisas seguindo o lema de BP, ‘deixe o mundo melhor do que encontrou’ e pra mim essa não é somente uma frase bacana que a gente ouve por aí. O Escotismo realmente te ensina a de fato tornar um mundo melhor. E a partir do momento em que você sente essa alegria de poder deixar o mundo melhor do que você encontrou e eu procuro isso não só como pessoa, mas como profissional também”.

Chamada aberta para voluntários – Equipe Nacional do Ramo Pioneiro

Com o objetivo de garantir à Equipe Nacional do Ramo Pioneiro uma composição mais abrangente, bem como o envolvimento dos jovens do Ramo nas operações, além de se constituir também em oportunidade de capacitação, os Escoteiros do Brasil estão lançando uma “chamada aberta” para pioneiros(as) interessados em ingressar na equipe.

A chamada é específica para jovens do ramo pioneiro entre 18 e 21 anos. Os interessados em se candidatar deverão preencher este formulário de candidatura até 24/03/23. Acesse aqui o edital da chamada.

Os jovens selecionados para compor a equipe conforme perfil e requisitos de participação são:

  1. Ana Cecília Rocha de Azevedo
  2. Jonas Silva Carvalho
  3. Nathan Vicente Lourenço
  4. Vitor Aurélio Saccone Mimaki

Centro Escoteiro Internacional realiza edição especial do JOTI

O Centro Escoteiro Internacional em Kandersteg, na Suíça, realizará entre os dia 19 e 26 de fevereiro uma edição especial do já conhecido desafio online: o Jamboree on the Internet – JOTI, como parte das comemorações do centenário de KISC (Kandersteg International Scout Centre).

O KISC-JOTI será uma experiência digital em que os participar poderão engajar em atividades divertidas e educativas enquanto interagem com escoteiros de todo o mundo. As atividades estarão disponíveis a partir de 19 de fevereiro, e você pode participar delas a qualquer momento!

É possível participar do KISC-JOTI por conta própria, registrando-se individualmente, ou em conjunto com seu grupo de escoteiros local e participando de suas atividades. O evento é adequado para todas as idades, com atividades adaptadas a cada faixa etária. Aqueles de 13 a 18 anos precisarão de permissão de um dos pais ou responsável. Menores de 13 anos podem participar acompanhados de um adulto responsável.

As inscrições já estão abertas no site do evento e os participantes poderão ganhar distintivos a cada atividade completada. Outras informações podem ser conferidas através do site: https://www.kiscjoti.info/

Justiça Federal e Marinha realizam doação de veleiro para os Escoteiros do Brasil

A embarcação terá função de veleiro-escola dentro da instituição

A Marinha do Brasil transferiu ontem (07/02) o veleiro Lamia para os Escoteiros do Brasil. A embarcação que está na Base Naval da Marinha em Natal – RN está sendo transferida provisoriamente, mas logo será uma doação definitiva. A doação representa a concretização de um projeto de longa data que visa oferecer às crianças, adolescentes e jovens a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre o mundo marítimo em um veleiro-escola. A cerimônia teve a presença do comandante da Base Naval de Natal (RN) e capitão de Mar e Guerra da Marinha do Brasil, Carlos Macedo.

“Além de tornar possível a experiência de jovens e adultos na vida à bordo, essa doação irá oportunizar aos escoteiros de todo o Brasil um maior conhecimento de rotas e equipamentos náuticos, o que é de grande valia para todos aqueles que se interessam pela vida em alto mar. Sem dúvidas, é um grande passo para o desenvolvimento e crescimento da nossa instituição”, afirma Ivan Nascimento, presidente dos Escoteiros do Brasil. 

A ideia agora é levar o veleiro de Natal, no Rio Grande do Norte, para Paranaguá, cidade litorânea no estado do Paraná que abriga um dos maiores portos marítimos do Brasil. Para fazer essa rota, a tripulação do veleiro-escola prevê um total de cerca de 14 dias, saindo da base naval na capital potiguar no primeiro horário de sexta-feira (10), com paradas em outros portos brasileiros como Cabedelo (Paraíba), Maceió (Alagoas), Salvador e Ilhéus (Bahia), Vitória (Espírito Santo), Rio de Janeiro, Ilhabela e Santos, até alcançar o Porto de Paranaguá. 

“A intenção é que durante as paradas, nós possamos promover um momento de visitação ao veleiro para escoteiros locais, sejam jovens ou adultos. Essa navegação pela costa do Brasil é algo inédito para os Escoteiros do Brasil e aqueles associados acima de 18 anos, que possuem habilidades náuticas e se interessarem, poderão também realizar um trecho do trajeto conosco”, convida o coordenador nacional da modalidade do mar, Marco Antônio Bortoli. Para realizar a visita ou uma ‘pernada’, basta entrar em contato com a coordenação nacional através do WhatsApp (41) 3090-7923. 

A Modalidade do Mar no escotismo brasileiro existe desde 1921 e é caracterizada pela ênfase na realização de atividades aquáticas, buscando desenvolver nos jovens o gosto pela vida náutica, pelas artes e técnicas marinheiras, a navegação à vela e a motor, viagens e transportes náuticos, pesca, estudo da oceanografia, realização de esportes náuticos e submarinos, entre outros.

Núcleo Nacional de Jovens Líderes abre processo seletivo para facilitadores

O Núcleo Nacional de Jovens Líderes (NNJL) é uma equipe de pessoas de 18 a 25 anos que são responsáveis pela gestão das ações da Rede Nacional de Jovens Líderes, e este processo seletivo visa selecionar ao menos cinco (5) jovens líderes a nível nacional para compor o NNJL como Facilitadores.

A facilitação têm vagas nas áreas de Capacitação, Comunicação, Expansão, Governança e Mobilização, de acordo com o disposto no edital do processo. As candidaturas ocorrerão por meio da inscrição neste formulário online, que estará aberto até às 23h59 do dia 15 de janeiro de 2023.

A primeira fase ocorrerá entre os dias 16 a 20 de janeiro, será a análise crítica das respostas enviadas através do formulário online, que possui perguntas genéricas, a serem respondidas igualmente por todos os candidatos, e específicas, direcionadas a área de facilitação escolhida. A segunda fase, que ocorrerá entre os dias 21 a 26 de janeiro, consiste no agendamento de entrevistas com os candidatos. Ambas as fases irão ser contabilizadas para a decisão final do Núcleo Nacional. Na análise do processo, a diversidade da gestão será considerada conforme estabelecida em nosso Regulamento Geral.

O resultado será divulgado no dia 28 de janeiro de 2022 através dos meios de comunicação oficiais da Rede Nacional de Jovens Líderes e comunicado via e-mail aos participantes do processo seletivo. Ressaltamos que os selecionados trabalharão no NNJL, firmando o acordo de trabalho voluntário, até 15 de julho de 2023, sendo possível a renomeação, sob avaliação dos coordenadores do NNJL.

Quaisquer dúvidas, podem ser direcionadas ao e-mail: [email protected]

Atualização 28 de janeiro: clique aqui para acessar o resultado do processo e conferir a lista de selecionados.

Escoteiros do Brasil lançam tema anual para 2023

Os Escoteiros do Brasil lançaram hoje (11) oficialmente o tema anual para 2023. O tema “Ser Escoteiro” surge em um momento em que buscamos suscitar o senso de pertencimento e orgulho em ser escoteiro, mais especificamente o orgulho em fazer parte dos Escoteiros do Brasil, que completam 100 anos de história no ano seguinte – 2024. 

O conceito do tema anual de 2023 refere-se à essência do que é ser escoteiro e leva em conta o Escotismo e a vivência escoteira genuína, mas também explora tudo aquilo que permeia o ser humano escoteiro e as complexidades que buscamos abordar no método educativo a partir das diferentes áreas de desenvolvimento. Não queremos falar somente sobre o que é ser escoteiro em essência, mas também como é o ser escoteiro, do que é formado e como é moldado pela sua vivência escoteira.

De acordo com o dicionário, a palavra ser significa possuir identidade, particularidade ou característica intrínseca ou inerente; fazer parte. Além disso, a palavra “ser” é usada para distinguir algo e/ou alguém em relação a si mesmo e/ou aos outros. O ser escoteiro abrange muitos outros seres, como o ser fraternidade, o ser escotista, entre outros. Por isso, utilizaremos outras dimensões do “ser escoteiro”, como o “sou”, o “somos” e o “seja” que representam respectivamente uma identidade, uma fraternidade e um convite.

Todos estes seres constroem o ser escoteiro, demonstrando que somos formados por muitos e que todos carregamos o mesmo sentimento que o escotismo nos traz através das complexidades que abordamos em nosso método a partir de questões que buscam um desenvolvimento pleno do ser humano como: o que faz de nós o que somos; o que representamos sendo; como nos sentimos sobre isso etc. 

Acreditamos que ser escoteiro é carregar em sua essência e em seu DNA os valores que o Movimento Escoteiro traz agindo de acordo com tais e distinguindo-se dos demais pela sua integridade, cortesia, respeito etc. Uma vez que entramos em contato com tudo isso é nítida a forma como isso molda a pessoa que nos tornamos e a pessoa que o Movimento Escoteiro busca entregar para a sociedade no momento de sua partida como jovem. 

É dessa maneira que buscamos representar o ser escoteiro e gerar senso crítico a partir do tema anual para refletir sobre a nossa participação e pertencimento ao Movimento Escoteiro e direcionar nossos projetos e ações estratégicas para 2023.

Assista ao vídeo promocional clicando aqui.

Escoteiros do Brasil firmam parceria com General Motors para ações ambientais

Os Escoteiros do Brasil firmaram no mês de setembro um termo de parceria com a General Motors para realização de ações de impacto social e ambiental em conjunto. A primeira iniciativa, fruto da parceria, ocorreu em setembro em duas etapas, sendo a primeira online e a segunda presencial. Esse evento deixou uma marca na vida de 175 escoteiros de seis diferentes municípios, alcançando três estados do Brasil (São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

A ação, realizada em comemoração ao Dia da Árvore (21/09), teve a primeira etapa no dia 17 de setembro de maneira virtual. No encontro online, os jovens foram convidados a participar de uma aula com o biólogo e mestre em restauração, Leandro Tambosi, para aprender mais sobre a importância da vegetação, as diferentes características dos biomas brasileiros, como identificar as inúmeras espécies de plantas que formam a fauna brasileira e de que forma a General Motors contribui com os ecossistemas nos quais suas fábricas estão inseridas.

No segundo evento da iniciativa, os jovens escoteiros de vários grupos dos estados participantes fizeram uma visita às fábricas da General Motors em Joinville (SC), Gravataí (RS) e Mogi das Cruzes, São Caetano do Sul, São José dos Campos e Sorocaba (SP). Durante a visita, os jovens puderam colocar em prática o que haviam aprendido no encontro online, identificando diferentes espécies de plantas e conhecendo um pouco mais sobre a empresa. 

Participaram da atividade os jovens dos grupos escoteiros Príncipe de Joinville 04/SC, Murialdo 106/RS, Ubirajara 07/SP, São Francisco de Assis 09/SP, Monte Serrat 432/SP, além de outros grupos do 32º Distrito Escoteiro em São José dos Campos. Esta foi a primeira ação conjunta das duas instituições e a única que será realizada em 2022. Para 2023, a General Motors e os Escoteiros do Brasil planejam estreitar ainda mais os laços e ampliar as iniciativas com grupos escoteiros.

General Motors tem atuação social destaque com foco em Educação

Montadora estadunidense, a General Motors chegou ao Brasil em 1930 com a abertura da sua primeira fábrica em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo. Mas foi apenas em 1960 que a empresa começou a produzir seus automóveis de maior sucesso com o lançamento de uma marca própria, a Chevrolet. Desde então, a empresa abriu novos complexos industriais em outros estados brasileiros e passou também a se destacar na área social pela atuação focada na educação através do Instituto General Motors, criado em 1993.

Escoteiros do Brasil lançam sinalário com termos escoteiros em Libras no Dia dos Surdos

No último dia 26 de setembro, data em que relembramos a causa dos deficientes auditivos conhecida como o “Dia dos Surdos”, os Escoteiros do Brasil lançaram o “Sinalário Escoteiro” em Libras. O projeto nasceu de um esforço conjunto de escotistas, jovens, adultos, profissionais, professores, intérpretes de Libras, tanto surdos como ouvintes, e foi adotado pela instituição através da Equipe Nacional de Inclusão e Acessibilidade. 

O objetivo do projeto é tornar o Escotismo mais inclusivo através de um sinalário que traz os termos e palavras escoteiras em Libras, ampliando o acesso de pessoas surdas ao Movimento Escoteiro e dando visibilidade à causa e à Língua Brasileira de Sinais dentro de sua especificidade. O site do projeto já traz inúmeros termos divididos em categorias que correspondem aos ramos, mas este é um trabalho inicial e outros termos e expressões serão adicionadas ao longo do tempo.

Esta é uma iniciativa que tem a colaboração de escoteiros de todo Brasil. Aqueles que desenvolvem a comunicação em Libras são os principais beneficiários e usuários dos sinais. Mas esperamos contribuir para que escoteiros e escoteiras de todo o Brasil possam incluir o sinalário em algumas de suas atividades para torná-lo conhecido e despertar o interesse em crianças e jovens pela língua de sinais, oportunizando cada vez mais a igualdade linguística dentro do Movimento Escoteiro. 

Acreditamos que o Escotismo deve refletir a sociedade e trabalhar ativamente para acolher todos os indivíduos, sem qualquer tipo de distinção. Essa diversidade não deve ser materializada somente na adesão de novos membros, mas também nas oportunidades de aprendizagem oferecidas, fortalecer as políticas institucionais e ações de acessibilidade, diversidade e inclusão dos Escoteiros do Brasil para todos os públicos.

O Sinalário Escoteiro surge com esse objetivo como mais um projeto que busca trazer acessibilidade, diversidade e inclusão ao Escotismo, conforme prevê o Planejamento Estratégico 2022 – 2025 dos Escoteiros do Brasil, cujo texto final está em revisão e deverá ser lançado no início de outubro. Contribuíram com este projetos os seguintes jovens, voluntários e profissionais dos Escoteiros do Brasil: 

GRUPO DE TRABALHO DO SINALÁRIO ESCOTEIRO

Eliana Ferreira Reais de Mello – Escotista (ES)

Mariana do Prado Lima – Intérprete e tradutora de Libras – Escotista (GO)

Angela Stelmacki Girardi – Escotista e Dirigente (PR)

Milena Budant – Escotista (PR) e Analista de Gestão Educativa

Pedro Cesar Szatkoski – Escotista (PR)

Anderson Sampaio Gonçalves – Sênior (RS)

Andressa Teles de Oliveira – Escotista (RS)

Dulce Helena Porcher – Escotista (RS)

Jaqueline Reis – Coordenadora da Equipe de Inclusão RS – Escotista (RS)

Manuela Kanan – Estudante de Libras – Escotista (RS)

Marcos Machado Paulo – Professor Educador Especial – Escotista (RS)

Naira Gizela Dorneles da Silva – Escotista (RS)

Patricia Ughi – Intérprete e tradutora de Libras e Consultora ERIAC (RS)

Rosa Selbach – Escotista (RS)

Luis Sonsini – Intérprete e tradutor de Libras e Coordenador da Equipe de Inclusão (SP)

Sharon Cardoso – Intérprete e tradutora de Libras – Equipe de Inclusão (SP)

PROFISSIONAIS CONTRATADAS

C&D TRADUÇÃO DE LIBRAS LTDA

Daiana Pereira

Andrelise Sperb

ESCRITÓRIO NACIONAL DOS ESCOTEIROS DO BRASIL 

Diulia de Paulo Cardia – Comunicação 

Milena Mateus Galvão – Social Media 

Raphael Luis Klimavicius – Designer

Milena Budant Perottoni – Gestão Educativa

Rodrigo Langowski – TI

Isabela Luisa Ales – TI

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