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Importância em Preservar a História de sua UEL
Importância em Preservar a História de sua UEL
A história de uma Unidade Escoteira Local (UEL) vai muito além de anotações em livros ou fotos guardadas, é uma herança viva que conecta gerações e fortalece a identidade escoteira.
Lembrar do passado não é apenas reviver momentos, mas entender quem somos e como chegamos até aqui. Essa memória se mantém viva quando você participa ativamente: registrando atividades, ensinando técnicas, organizando arquivos e fotos do seu grupo. Cada uma dessas ações ajuda a transformar a história do grupo em algo dinâmico, construído e vivido por todas as pessoas que fazem parte dela.
Apesar de sabermos da importância de preservar a História e o patrimônio, ao longo dos anos, muitos registros importantes acabam se perdendo por não haver uma preocupação (ou prática) sistemática em compilar ou documentar esses dados. Infelizmente, isso se dá pela mentalidade na qual a história deve ser contada por “alguém importante”, sem considerar que — na verdade — a história é escrita por todos nós, como sujeitos ativos dela.
Mas isso não é algo consciente! Registrar nossa história nem sempre parece prioridade diante da correria e da falta de recursos. Porém, cada vez que isso fica de lado, é perdido um pedacinho do que foi construído por escoteiros e escotistas que deixaram sua marca no Movimento. Às vezes parece que esse registro é uma mera formalidade para uma lembrança que (muitas vezes) pode nem parecer tão grandiosa, mas que daqui a alguns anos pode ser extremamente relevante!
Quer um exemplo? A matéria “De onde surgiu o estereótipo de escoteiros venderem biscoito?”, feita em meados de fevereiro, foi produzida com o que pudemos encontrar online e em acervo da instituição; porém, algum tempo depois, nos mandaram vários e-mails e mensagens sobre uma ação de venda de biscoitos que ocorreu nos anos 80 no Rio Grande do Sul! Essas informações valiosíssimas não estavam disponíveis em nenhum lugar online e, agora, felizmente, estão documentadas nesse texto!
Imagina quantas outras histórias legais como essa estão escondidas em gavetas e baús nas mais diversas UELs desse Brasil!
No entanto, a história do movimento escoteiro é escrita todos os dias, e cada UEL possui um legado único que merece ser reconhecido e preservado. Cada grupo escoteiro representa uma parte valiosa do escotismo brasileiro, e, manter esses registros é uma forma de garantir que o legado do espírito de comunidade e o compromisso com os nossos valores seja transmitido às gerações futuras!

E como começar a registrar e preservar essas memórias?
Antes de tudo, é importante salientar que a história é construída em Patrimônio Material e Patrimônio Imaterial: duas dimensões complementares e igualmente indispensáveis!
O Patrimônio Material é tudo aquilo que é físico, palpável — no caso aqui abordado, é composto por documentos históricos, fotografias, uniformes, distintivos, artefatos e acervos físicos — e que serve como testemunho concreto da trajetória dessa UEL. Sua preservação garante que as evidências tangíveis da sua história resistam ao tempo.
Já o Patrimônio Imaterial, é o que representa a alma do Escotismo! Seja tanto em tradições como fogo de conselho, a Promessa Escoteira, eventos como o Jamboree e Moot, canções, quanto em memórias afetivas, “causos” ou depoimentos e valores transmitidos oralmente. Sua conservação é crucial para manter viva a chama dos princípios, assegurando que o espírito de fraternidade, serviço e aventura continue a inspirar jovens mesmo em um mundo em constante transformação.
Reconhecendo que patrimônio material e imaterial se entrelaçam para compor uma narrativa histórica completa, veja a seguir algumas iniciativas para preservar a história da sua UEL:
- Digitalização de registros: preserve fotos, documentos e artefatos (como distintivos) da UEL em acervos digitais e físicos para garantir que as informações fiquem acessíveis às gerações futuras.
- Eventos comemorativos: organize encontros, exposições e celebrações que revivam tradições, rituais e histórias, fortalecendo a identidade e o senso de comunidade.
- Acervos virtuais e físicos: crie e mantenha uma biblioteca ou museu com materiais históricos, depoimentos e registros que contem a trajetória da UEL.
- Entrevistas e relatos orais: grave depoimentos de membros antigos para preservar a memória imaterial, transmitindo experiências e lições pessoais.
- Oficinas e atividades pedagógicas: desenvolva programas e workshops que ensinem as tradições, os valores e as habilidades escoteiras, estimulando o engajamento dos jovens na preservação do patrimônio.
Preservar a história de uma UEL vai muito além de arquivar documentos e objetos, é também celebrar a essência do Escotismo e transformar cada atividade atual em elo entre passado e futuro, honrando todas as pessoas que ajudaram a construir essa trajetória — voluntárias, jovens e lideranças que dedicaram tempo e energia para fortalecer o Movimento. Mas isso não precisa ficar só na esfera burocrática, afinal, eventos especiais e homenagens também fazem parte dessa valorização!
Quando a nova geração participa desse cuidado com o patrimônio, aprende na prática como fortalecer a identidade de seu grupo, honrar o passado e tornar-se guardião desse legado.
Porque uma UEL que cuida do seu legado não apenas conta o passado — ela garante seu futuro.
Veja abaixo algumas ações que os Escoteiros do Brasil estão fazendo para preservação da história:
- Site Centenário (com linha do tempo)
- Livro de Patrulha (passo a passo a partir da página 33)
REFERÊNCIAS:
- Ensino de História, Patrimônio Cultural e História oral: preservação da memória através da oralidade. Vera Lúcia Silva de Almeida Oliveira, Otávio Ribeiro Chaves. 2020.
- Arqueologia do Saber. Michel Foucault. Trad. Luiz Baeta Neves. 5a edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p. 15
- O retorno do fato. Pierre Nora. In LE GOFF, J. & NORA, P. (org). História: novos problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988, pp. 179-193
- Entre memória e história: a problemática dos lugares. Pierre Nora. Projeto História. São Paulo: PUC-SP. N° 10, p. 12. 1993.
- Patrimônio Cultural. Portal Iphan.
- Importância em Preservar a História de sua UEL. Celso Correia, Escoteiros do Brasil Regional de São Paulo
Mitos e verdades sobre Escotismo
A imagem do escoteiro disseminada por meio de filmes e da cultura pop ajudou a criar alguns estereótipos sobre o Escotismo e também reforçando alguns mitos. Sabe aquela historinha do “escoteiro que vende biscoito”…? Então, nessa mesma linha.
A questão é que além desse, outros mitos (e algumas dúvidas genuínas) também vieram ao longo do tempo… E sim, alguns até têm um fundo de verdade! Pensando nisso, preparamos uma seleção com 3 verdades e 3 mitos sobre o Movimento Escoteiro para te ajudar a entender melhor como ele realmente funciona. Leia abaixo e veja se consegue acertar todos!
1. Só crianças podem ser escoteiros
MITO! Os Escoteiros do Brasil são divididos em Ramos, que reúnem os jovens conforme a faixa etária e nível de desenvolvimento individual. São eles:
- Ramo Filhotes: de 5 e 6 anos que queiram descobrir o mundo brincando, em família e com amigos.
- Ramo Lobinho: de 6,5 até 10 anos que tenham energia para brincar e aprender coisas, coletivamente, com os amigos na Alcateia.
- Ramo Escoteiro: 11 até 14 anos que queiram descobrir novos territórios e experiências com um grupo de amigos.
- Ramo Sênior: 15 até 17 anos que estejam preparados para viver aventuras e superar desafios.
- Ramo Pioneiro: de 18 até 22 anos que desejem explorar o mundo e ampliar horizontes.
A partir dos 18, qualquer pessoa pode atuar como adulto voluntário, sem limite máximo de idade!
2. O escotismo forma laços em todo o mundo
VERDADE! O Movimento Escoteiro está em mais de 170 países espalhados no mundo todo. Todos unidos pelos princípios e valores de Baden-Powell, cada um adaptando o Programa Educativo conforme sua cultura e rotina, mas sempre com a mesma missão de deixar um mundo um pouco melhor do que o encontrou!
Inclusive, é bastante comum o intercâmbio entre escoteiros através de eventos mundiais (como Moot, Jota Joti e Jamboree). Diversos países também possuem Centros Escoteiros que podem ser visitados ou onde é possível realizar um intercâmbio, atuando no dia a dia conforme as necessidades locais. Nesses contextos, o Passaporte Escoteiro funciona como uma carta de apresentação internacional que identifica que você é membro do Movimento Escoteiro, facilitando sua participação e integração em atividades escoteiras ao redor do mundo. Veja mais sobre essa temática aqui!

3. Todo distintivo é uma insígnia ou especialidade?
MITO! Claro, a maioria dos distintivos e insígnias são associados a especialidades e grandes feitos. Mas alguns são comemorativos, sendo exclusivos de eventos ou de grupos, muitos também são trocados entre escoteiros para aumentar suas coleções! Essa troca também é bem comum com lenços 😄
4. Todo escoteiro sabe sobre sobrevivência
VERDADE… Mas CALMA LÁ! Isso não quer dizer que todo e qualquer escoteiro vai ser um expert em sobrevivência na selva ou algo do gênero!

O Método Educativo Escoteiro é baseado na autonomia e desenvolvimento de habilidades para a vida, dentre elas, técnicas de primeiros-socorros, sobrevivência na natureza e afins. Ou seja, pelo menos uma base sobre essas competências todo escoteiro vai ter!
5. Escotismo ajuda nos estudos?
VERDADE! Escotismo ajuda no desempenho escolar, desenvolvendo responsabilidade, foco, organização, trabalho em equipe, dentre outras habilidades. Além disso, ajuda a lidar com pressões e desafios (como provas e trabalhos) de uma maneira mais confiante e equilibrada.
6. O escoteiro precisa ser sempre exemplar.
MITO! O Escotismo é sobre desenvolvimento e crescimento pessoal, e nisso se inclui o aprendizado com os próprios erros. A Lei Escoteira é uma bússola para guiar os jovens, e não limitá-los! O importante é estar “sempre alerta”, não “sempre impecável” 💚

Desperrengueando: problemas comuns em acampamentos (e como evitá-los)
Todo entusiasta da vida ao ar livre já passou — ou irá passar — algumas situações inesperadas durante um acampamento, como esquecer de equipamentos importantes, animais “roubando” sua comida… Acampar é terapêutico, mas também é um exercício de resiliência. No fim das contas, isso tudo faz parte da jornada, não é mesmo?
Sabemos que o aprendizado vem da prática e, como escoteiros, queremos sempre ajudar! Por isso, separamos aqui algumas dicas, junto com nossa parceira NTK, para alguns dos perrengues mais comuns. Quem sabe elas não te salvam na sua próxima aventura?
1. Chuva entrando na barraca
Mesmo olhando a previsão do tempo, sempre há chances de uma chuva vir inesperadamente. Em muitos casos isso acontece e a barraca acaba tendo mais chuva do lado de dentro do que de fora… O que fazer?
Primeiramente, você deve especar a barraca corretamente e esticar o toldo ou sobre teto da própria barraca; na grande maioria das vezes, se estiver bem esticada e presa ao solo, isso não irá acontecer. Porém, se as coisas já molharam, você tem algumas possibilidades para contornar isso:
- emprestar o necessário de outros membro da patrulha (ou parceiros de camping);
- quando a chuva passar, é possível tentar secar tudo usando uma fogueira (o que não pode é ficar com roupa molhada!);
- se não houver solução e a chuva não der trégua, o melhor a se fazer é voltar para a casa.
Dependendo da área, você pode estar exposto a riscos de alagamento, comprometendo sua saúde e segurança; sabemos que isso pode ser frustrante, mas melhor prevenir do que remediar!
2. Esquecer algo muito importante (como lona, ferramenta de corte e afins)
Quem nunca esqueceu de algo importante e percebeu só quando chegou no destino, que jogue a primeira pedra! É aqui que você vai testar o seu “jogo de cintura”: em situações de campo, é necessário usar a criatividade para encontrar soluções com o que se tem na mochila e na própria natureza. Galhos, folhas, cipós ou objetos simples (como um cadarço ou um saco plástico) podem fazer toda a diferença!
Muitas vezes, o que foi planejado na cidade precisará ser adaptado à realidade do ambiente, mas isso faz parte da experiência! Você pode até ter passado por um perrengue gigante, mas pelo menos ficou com uma bela história para contar, certo? 😅
3. Barraca voando
Um dos perrengues mais clássicos em acampamentos! Felizmente, também é um dos mais simples de resolver!
Primeiramente, você nunca deve deixar ela montada sem nada dentro; por isso é importante realizar a ancoragem ou colocar alguma mochila dentro para fazer peso até você fixá-la!
Também é preciso se atentar a como você a prende no solo: às vezes, quando não consegue especar a barraca de primeira, as tentativas podem até acabar entortando o espeque e comprometendo todo o processo. Aqui, a solução é encontrar na própria natureza elementos que ajudem a firmá-la, por exemplo, com rochas e galhos de árvores. Além disso, você pode usar cordas e outros instrumentos que possua para prender as pontas em alguma destas coisas… Só não pode perder ela para a ventania!

4. Solo muito duro/rochoso, impedindo a ancoragem das barracas e pioneirias
Esse item relaciona-se diretamente ao 3º perrengue que citamos, porque a solução é a mesma!
Encontre na natureza elementos que te ajudem a firmar a barraca, como rochas, galhos de árvores, cipós… E cuidado ao forçar o espeque para não entortá-lo! Além disso, você pode (e deve!) usar cordas e outros instrumentos que tenha em mãos para prender as pontas em alguma base sólida. Dá para usar cadarços, cordões de roupas ou mochilas, tiras de tecidos, etc. Lembra que dissemos que é preciso ser criativo em campo? Esse é o momento perfeito para isso!
Uma dica dos nossos chefes escoteiros é de sempre ter no bastão da patrulha pedaços de corda enrolados, pensando nessas situações! Sempre Alerta!
5. Barraca com condensação (“suando” por dentro)
Outro perrengue clássico que acontece principalmente em dias úmidos ou frios! Para não passar por isso lembre-se que é muito importante não dormir encostado, assim como não deixar as coisas encostadas na parede da barraca, por ser nessas brechas que passa a umidade.
DICA NTK: Como reparar um furo no colchão inflável?
Agora que você já sabe como contornar os perrengues mais comuns, é hora de planejar melhor cada detalhe. Afinal, o ideal é não precisar usar essas dicas! Faça seu checklist, revise o trajeto, cheque a previsão do tempo e convoque seu grupo. O acampamento perfeito não é aquele sem erros — é o que você curte com tranquilidade, mesmo quando algo sai fora do planejado. 😉
Soft skills no Escotismo: as competências que jovens desenvolvem e o mercado valoriza
Sabia que escalar montanhas, organizar acampamentos ou liderar uma ação social podem ser seu diferencial no mercado de trabalho? Descubra como o Escotismo te dá habilidades que empresas estão procurando — e você nem imagina que já tem!
Hoje — dia 15 de julho — comemoramos o Dia Mundial da Competência dos Jovens, que vão muito além do que a escola os ensina! Quem participa do Movimento Escoteiro desenvolve, na prática, competências que fazem toda a diferença na vida pessoal, acadêmica e profissional. Comunicação, liderança, criatividade, empatia, resolução de problemas, trabalho em equipe… Tudo para estar sempre alerta ao que vem pela frente!
Nessa data queremos ir além do que as pessoas já sabem, por exemplo: aptidões com sobrevivência, acampamento, nós, atividades ao ar livre… Vamos tratar sobre as habilidades cobradas no mercado profissional.
Muitos jovens não sabem qual carreira ou profissão vão querer seguir, mas a certeza é que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Ser bom no que faz é o mínimo e agora as pessoas precisam mostrar diferenciais para se destacar dentre tanta concorrência. E é aqui que entram as soft skills!
Em tradução livre ao português, habilidades comportamentais, são as competências ligadas ao comportamento interpessoal, ou seja, aquelas que se referem à relação entre pessoas. Diferente das hard skills que podem ser aprendidas por cursos e workshops (traduzindo: habilidades técnicas, capazes de serem medidas e quantificadas por testes e certificados), as soft skills são as capacidades mentais, emocionais e sociais que as pessoas adquirem ao longo da vida; por exemplo: inteligência emocional, liderança, resiliência, cooperação, dentre muitas outras.
E um dos melhores jeitos de desenvolvê-las é fazendo parte do Movimento Escoteiro!
Mais do que acampamentos e aventuras ao ar livre, o Escotismo é uma escola de vida, onde jovens aprendem na prática como colaborar, resolver problemas e tomar decisões sob pressão. Em atividades que vão desde montar um acampamento até planejar uma ação comunitária, que você ganha habilidades como resiliência e adaptabilidade, além de empatia; úteis tanto para lidar com amigos quanto para futuramente se destacar profissionalmente. E o melhor? Você aprende se divertindo!

Tá… Mas por que eu devia me interessar nisso?
Pode não parecer o tema mais empolgante agora, mas logo você vai perceber o como é importante…
Uma das maiores dificuldades dos jovens de se inserir no mercado de trabalho devido a barreiras estruturais, como exigência de experiência prévia, a falta de alinhamento entre a formação acadêmica e as demandas do mercado, e as rápidas transformações tecnológicas que acabam “substituindo” os humanos em cargos iniciais.
Isso acaba se tornando um grande desafio, especialmente ao fazer seu 1º currículo, sem ter experiência. E (como se isso não fosse o suficiente) você ainda precisa passar por todo o processo seletivo…
Mas imagina chegar numa entrevista de emprego e, em vez de só falar do seu estágio, contar como liderou seu grupo num acampamento sob tempestade, improvisar um plano B quando tudo deu errado ou convenceu alguém a colaborar com seu projeto? Essas histórias não só impressionam — elas mostram que você sabe colocar a mão na massa e lidar com imprevistos, algo que nenhum curso tradicional ensina.
É assim que você transforma “coisa de escoteiro” em vantagem profissional, se destacando dentre várias outras pessoas!
Quais soft skills eu desenvolvo sendo escoteiro?
Em meados 2017, a revista Forbes publicou um artigo da diretora da associação Ashoka na Espanha e Portugal, Ana Sáenz de Miera, que explica os motivos para contratar uma pessoa que tenha sido escoteira. Os 10 pontos mencionados por ela são algumas das principais aptidões que você aprende nessa vivência:
1️⃣ Trabalho em equipe: a aprendizagem no Escotismo é, por natureza, cooperativa e baseada em projetos. Ao planejar acampamentos ou outras ações em grupo, os jovens dividem funções de acordo com suas capacidades e afinidades, entendendo que o sucesso depende da contribuição de todos.
2️⃣ Criatividade: moldada na prática, com desafios que exigiam soluções rápidas e eficientes. Por exemplo, improvisar abrigos durante tempestades inesperadas e preparar refeições para 10 pessoas com apenas cinco ingredientes (três deles sendo água, farinha e sal) — situações como essas transformaram cada perrengue em um verdadeiro laboratório de inovação.
3️⃣ Integridade: o senso de responsabilidade e justiça são valores inegociáveis. Respeitar os seus valores e a sua palavra é, inclusive, o 1º ponto da Lei Escoteira! Empresas até podem treinar outras habilidades, mas caráter não é uma delas!
4️⃣ Adaptabilidade: o escoteiro sabe liderar e ser liderado, justamente por ter passado por esses papeis dentro do seu grupo. Ao liderar, busca consenso, inspira confiança e toma decisões com coerência, sempre se colocando no lugar dos outros. E, quando liderado, colabora com respeito, ajudando a manter a união e o equilíbrio do grupo.
5️⃣ Empatia: como em uma empresa, um grupo de escoteiros reúne todos os tipos de crianças e jovens, com diferentes idades, habilidades e interesses, a convivência com essa diversidade resulta em uma maior tolerância, cooperação e respeito pelas diferenças. Segundo o psicólogo Daniel Goleman, autor de Inteligência Emocional, a empatia não se trata apenas de fazer o exercício mental de se colocar no lugar do outro; mas diz respeito a de fato estar pronto para ajudar — não coincidentemente, o nosso lema principal é “Sempre Alerta Para Servir!”
6️⃣ Dedicação: desde cedo, a vivência no Escotismo ensina a importância do esforço e da superação. Em meio à natureza, cada desafio prepara o jovem para cuidar de si, persistir mesmo quando parece impossível dar mais um passo e superar limites. A Lei Escoteira já traz isso com “O escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades”.
7️⃣ Gestão de Metas: dentro do Movimento Escoteiro (independente do Ramo) os jovens aprendem a definir e avaliar objetivos, agir para atingí-los, realizar e receber feedbacks construtivos através da Progressão Pessoal — aptidões que serão grandes diferenciais para a sua vida profissional.
8️⃣ Generosidade: “dar” e “partilhar” são verbos essenciais no dia a dia de um escoteiro. A água do seu cantil é compartilhada com quem precisar, e um dirigente pode investir até 1.000 horas por ano como voluntário, dedicando-se a um Movimento que busca inspirar jovens a construir um mundo melhor.
9️⃣ Senso de justiça: Robert Baden-Powell, fundador do Escotismo, passou o legado de “deixar o mundo melhor do que o encontrou” por acreditar no potencial de crianças e jovens em transformar o ambiente ao seu redor. Com coragem para enfrentar desafios e denunciar o que está errado, os escoteiros possuem grande senso de justiça e responsabilidade pessoal, ambiental, social e econômica.
1️⃣0️⃣ Versatilidade: todo escoteiro é multi-tarefas e “pau para toda obra”! Muitas situações vivenciadas no escotismo se repetirão no ambiente corporativo, como falar em público, mediar conflitos entre equipe, encontrar um fornecedor mais barato em pouco tempo, realizar lista de compras assim como a prestação de contas delas.

Portanto, se você já carrega a experiência do Movimento Escoteiro, saiba: cada habilidade aprendida na prática é um diferencial estratégico. Basta traduzi-las para o universo profissional. E, se ainda não faz parte do Movimento, não perca tempo! Essa pode ser a hora certa de se juntar a essa jornada e viver experiências transformadoras 🙂
O futuro do trabalho exige mais que conhecimento técnico — exige caráter. E o Escotismo, há mais de um século, mostra que essa é a verdadeira aventura que vale a pena participar.
Venha viver isso com a gente!
REFERÊNCIAS:
CONDECORADOS: relatos de quem recebeu a condecoração Maria Pérola Sodré
No mês de março contamos a história da mulher que inspirou essa condecoração pelo seu legado e importância no Escotismo. E agora, iremos compartilhar as de quem recebeu essa honraria!
Mas antes de mostrar os relatos incríveis dessas pessoas, queremos relembrar a estruturação do sistema de reconhecimento dos Escoteiros do Brasil, composto por três categorias principais:
- Elogios: Sempre feitos por escrito, expressam gratidão por ações ou apoios significativos, mas que ainda não justificariam a concessão de um Diploma de Mérito ou de uma condecoração.
- Diplomas de Mérito: Destinados a pessoas ou entidades que prestaram serviços relevantes ao Movimento Escoteiro, como apoio a grandes eventos, doações ou cessão de instalações. Geralmente, são concedidos àqueles que já receberam Elogios Escritos, como forma de reconhecimento e incentivo. Existem três tipos: Local, Regional e Nacional.
- Condecorações: Representam a mais alta forma de apreço e gratidão do Escotismo. São destinadas a indivíduos ou entidades que demonstraram dedicação excepcional, coragem e altruísmo em ações notáveis. Essas honrarias buscam preservar a memória de feitos extraordinários com imparcialidade e rigor.

Dentro desse sistema de reconhecimento, a Medalha Cruz de Valor Maria Pérola Sodré é uma condecoração exclusiva para membros juvenis do Movimento Escoteiro. Conforme Resolução CAN 03-2022 sobre Condecorações e Reconhecimentos:
Art. 15 – A MEDALHA CRUZ DE VALOR MARIA PÉROLA SODRÉ é concedida somente para membros beneficiários do Movimento Escoteiro e destina-se a reconhecer a relevância e destaque nos diversos campos das ciências e nos desportos, em âmbito nacional e internacional.
Seu objetivo é reconhecer ações de destaque nos campos das ciências, cultura e esportes, tanto a nível nacional quanto internacional, sendo assim, iniciativas restritas ao âmbito municipal ou estadual não se qualificam para a concessão da medalha.
Mas não se desanime, essas conquistas menores são fundamentais para construir esse caminho!
Agora que refrescou a memória sobre como funcionam esses marcos de conquistas, que tal conhecer quem trilhou esse caminho e reconhecido com a condecoração Maria Pérola Sodré?
Bianca Catherina Pignolo Fernandez
Atleta de patinação artística, pratica a modalidade desde a infância, mas foi a partir de 2019 que a dedicação se intensificou! Além de se dedicar ao Movimento Escoteiro, ela encontra tempo para praticar; inclusive, em suas férias levou seus patins em uma viagem e pediu autorização para treinar na quadra do hotel.
Bianca é uma jovem autista que é uma prova viva de que o diagnóstico não limita seus sonhos! Com persistência e determinação, na adolescência já compete com atletas mais velhas. Em fevereiro de 2024, participou do Campeonato Brasileiro de Patinação Artística 2024 na cidade de Venância Aires, no Rio Grande do Sul. Sua performance lhe rendeu a medalha de ouro na categoria Livre Paradesportivo P1 (para atletas de 14 anos em diante).
- Leia aqui a notícia sobre o Campeonato em jornal da cidade de Foz do Iguaçu
Você pode assistir à apresentação aqui!
- Aquecimento: 06:50:47
- Apresentação 07:04:45
- Premiação 09:54:22

Edézio Gabriel dos Santos Azevedo

O escoteiro em questão participou, em 2021, de duas competições nacionais na modalidade adaptada. Nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), obteve resultados expressivos, conquistando o 9º lugar no salto em distância adaptado e o 4º lugar nos 80 metros rasos adaptado.
No mesmo ano, representou com excelência nas Paralimpíadas Escolares Loterias Caixa 2021, alcançando três medalhas de ouro na natação nas modalidades:
- 25 metros livres
- 25 metros costas
- 25 metros peito.
Veja aqui a reportagem da TV Allamanda SBT, que cita Edézio nas Paralimpíadas!

Kaio Bruno Rosa de Santanna

Descrito como comprometido, participativo e sempre atento aos seus deveres, foi indicado pela Corte de Honra da Tropa Escoteira em reconhecimento à sua atuação de destaque em competições científicas de âmbito nacional! Kaio conta com vários certificados que mostram sua paixão sobre Astronomia e Astronáutica!
Todo esse esforço rendeu diversas medalhas de um convite a integrar as equipes estadual e nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) — um reconhecimento que mostra o quanto seu talento e dedicação vêm fazendo a diferença!

Katarine Emanuela Klitzke

Começou a ganhar destaque na comunidade acadêmica participando de olimpíadas de conhecimento. Seu desempenho chamou tanta atenção que recebeu convites para estudar em diversas escolas pelo Brasil — especialmente sendo aluna da rede pública!
Com o reconhecimento nacional crescendo, ela criou a “Ampulheta do Saber”: uma ferramenta pensada para ajudar jovens a encontrarem conteúdos e métodos de estudo, especialmente quem tem pouco acesso a uma educação de qualidade. A partir daí que ela começou a decolar: ao participar da Olimpíada Sul-Americana de Astronáutica, Katarine ganhou projeção internacional e foi convidada para estudar na Georgia Tech, uma das universidades mais respeitadas dos Estados Unidos!
Dentre sua trajetória, duas premiações são destaque:
- O prêmio recebido da NASA por um projeto em conjunto em que simulavam uma missão tripulada para Marte, com tudo o que uma viagem dessa precisa: foguetes, rotina dos tripulantes, objetivos da missão e ferramentas necessárias, e tudo isso alinhado com os planos da instituição para 2030.
- O destaque que recebeu como uma das jovens mais promissoras do país, na lista Forbes Under 30, devido ao seu desempenho em olimpíadas de conhecimento, concursos e na vida acadêmica em geral.

Por conta de seu sucesso, Katarine também é convidada a falar com empresas e com o público em geral. Inclusive palestrando para colaboradores de uma das maiores redes varejistas do Brasil, a Havan.
E, claro, não podíamos deixar de citar o carinho e orgulho com que ela menciona o Movimento Escoteiro! Katarine faz questão de ressaltar sua trajetória no Escotismo e, inclusive, costuma utilizar o vestuário em ocasiões públicas — uma atitude que reforça sua conexão e ajuda a fortalecer a visibilidade do Movimento.
Sua história foi pauta de uma reportagem na Record, você pode vê-la aqui!
Quer saber como conquistar a sua condecoração?
Depois dessas narrativas inspiradoras, temos certeza que você também ficou interessado! Confira todos os detalhes no Manual de Reconhecimento e Condecoração!
Quem sabe a próxima história a aparecer aqui não seja a sua?
18 de junho: Dia do Orgulho Autista #EscotismoParaTodos
O reconhecimento e a inclusão de pessoas autistas na sociedade são conquistas em constante construção. Algumas datas foram instituídas para fomentar a importância dessas pautas: o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril (instituído pela ONU em 2007) e o Dia do Orgulho Autista, 18 de junho, criada em 2005.
Em 2025, a campanha nacional para a conscientização do autismo traz uma mensagem clara: “Informação gera empatia, empatia gera respeito!”. Apesar do aumento de diagnósticos e da disseminação de informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o desconhecimento e os preconceitos ainda persistem, tornando essencial a promoção de diálogos e ações que garantam uma sociedade mais inclusiva e acessível.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos). Por tratar-se de um espectro, pode se manifestar de muitas formas diferentes em cada indivíduo, indo do nível de suporte 1 (mais baixo) ao nível de suporte 3 (mais alto). Há pessoas com nível de comprometimento muito alto, além de comorbidades e condições associadas — por exemplo: epilepsia, distúrbios do sono e até mesmo Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) — e pessoas que levam uma vida comum e com independência, às vezes sem nunca chegar a descobrir que são autistas por não serem diagnosticadas.
A falta de conhecimento sobre o TEA reforça estereótipos e dificulta o desenvolvimento socioemocional, impactando diretamente as oportunidades dessas pessoas no meio acadêmico e profissional.
Diante desse cenário, é fundamental que a inclusão ocorra em todas as esferas sociais e se traduza em ações concretas que garantam um ambiente acolhedor às diferenças. No Escotismo, a inclusão é um valor essencial, e estamos sempre buscando melhorar nossas ações para a construção de uma sociedade melhor e mais justa para todas as pessoas.
“Nossa proposta educativa está aberta a todos os jovens, sem nenhum tipo de distinção, com visão inclusiva que atende e valoriza a diversidade.” Projeto Educativo, 2021.
Atualmente contamos com nossa Política de Diversidade e Inclusão, o Programa de Proteção Infantojuvenil e a Política Nacional de Espaços Seguros, além do Projeto Educativo.
Veja a seguir os relatos inspiradores de como o Escotismo mudou a vida de jovens autistas!
Depoimento de Gladys – Mãe do Davi – Grupo Escoteiro: 16⁰ GE “Barão de Teffé”

Sou mãe do Davi, um menino autista de 12 anos que entrou para o Movimento Escoteiro aos 6 anos e meio.
No início, ele enfrentava uma forte seletividade alimentar e não gostava de ter contato com terra, lama ou mato. Por isso, havia uma dúvida no ar: será que ele se sentiria bem e acolhido no grupo?
Para nossa alegria, desde o começo foi recebido com muito carinho no 16⁰ GE “Barão de Teffé” e conseguiu superar cada desafio.
No escotismo, Davi encontrou um espaço onde pode ser ele mesmo, desenvolver sua autonomia, aprender a trabalhar em equipe e fortalecer suas habilidades sociais.
Hoje, é um menino confiante, comunicativo e feliz!
Depoimento de Cristina Werkman – Mãe do Henry Galhardo Werkman – Grupo Escoteiro: 180º Grupo Escoteiro do Ar — Professor Verdussen – CTA – São Paulo (São José dos Campos)

Somos uma família escoteira, os ensinamentos de BP pelo método escoteiro possibilitaram o incentivo da autonomia e crescimento do Henry. […]
Ter um autista na tropa é um desafio para chefes, patrulheiros e monitores/sub monitores… Mas com a presença e suporte dos pais como voluntários presentes e ativos no grupo (como apoio em outros setores), existe maior facilidade para a adaptação do jovem na tropa (e a certeza que caso seja necessária alguma ajuda, eles estão presentes).
O desenvolvimento dentro do movimento foi importante pelos chefes que acolheram e incluíram ele nos grupos; na tropa que atualmente está, os chefes apoiam as ideias de projeto dele que sempre tem de ter os amigos juntos.
Ele também foi o ganhador do Aldo Chiorato do ano passado, de 2024 — contava copinhos que os alunos jogavam fora e fez um projeto de meses na escola para todos adotarem um copo permanente e ganhou o prêmio.
Participou do Jamboree do Centenário com o acompanhamento de uma AT (acompanhante terapêutica) para ajudar na interação e interpretar/traduzir. Foi uma “virada de chavinha” tanto para o Henry como para os amigos que foram, e voltaram muito mais unidos com muitas ideias para projetos e crescimento pessoal. Henry voltou encantado com jogo de xadrez e quebra-cabeça que ficavam disponíveis para os jovens jogarem no evento.
Acho importante pontuar que o envolvimento da família é essencial. Existem jovens autistas que têm um comprometimento maior no espectro, e nem sempre conseguem acompanhar as atividades. Pais são fundamentais como o apoio ao chefe e ao jovem… Não pai que trate de bebê, mas pai que ajude ensinando como é o filho; mas dependendo da compreensão e domínio de convívio social, o movimento escoteiro é fantástico para este desenvolvimento e vai depender de cada jovem.
Informação e empatia gera respeito, que se traduz em acessibilidade e oportunidades!
Pequenas atitudes no dia a dia fazem a diferença: respeitar a comunicação, compreender sensibilidades e evitar julgamentos são alguns deles. É assim, de pouquinho em pouquinho, que cumprimos a missão de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos.
Leia aqui mais relatos relacionados ao tema no Movimento Escoteiro:
- Família conta a diferença que o Escotismo faz na vida de uma criança com autismo
- Dia Mundial da Conscientização do Autismo
- Autismo e Escotismo: um mundo de inclusão social
- Dia Mundial do Autismo é celebrado pelo Movimento Escoteiro
- Notícia de G1: Jovem autista atinge nível mais alto em escotismo nos EUA
REFERÊNCIAS:
- Informação, empatia e respeito — Um chamado para o Dia Mundial do Autismo 2025
- Não há um único fator por trás do aumento nos casos de autismo; entenda — Folha de S. Paulo
- Entendendo o DSM-5 e os critérios para diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista (TEA), suas características e graus
- DSM-5 TR E CID-11 – DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
- Família conta a diferença que o Escotismo faz na vida de uma criança com autismo
- Dia Mundial da Conscientização do Autismo
- Autismo e Escotismo: um mundo de inclusão social
- Dia Mundial do Autismo é celebrado pelo Movimento Escoteiro
- Notícia de G1: Jovem autista atinge nível mais alto em escotismo nos EUA
5 dicas para reduzir seu tempo de tela
A preocupação com o uso excessivo de celulares e computadores existe há mais de uma década, porém, foi durante os anos de pandemia que esse debate tomou uma maior intensidade. Com a necessidade do isolamento social e o aumento do uso de telas para tarefas escolares, de trabalho, e também para o lazer, foi impossível não ter ficado mais conectado. De acordo com o estudo “Tendências de Social Media 2023” da ComScore, entre 2020 e 2022 houve um aumento de 31% do tempo médio que os brasileiros passam nas redes. A média já chega a 46 horas mensais, emplacando o Brasil como o 3º maior consumidor de redes sociais de todo o mundo!
Não é difícil ouvir relatos de pessoas que “só foram olhar as horas no celular e perceberam que ficaram horas rolando infinitamente nas redes sociais”. Segundo o Psiquiatra Cristiano Abreu, enquanto no resto do mundo o uso diário médio do celular gira em torno de 6h30, no Brasil a média já chega a mais de 9h (isso seria equivalente a quase 142 dias por ano). Reforçando essa fala, a pesquisa “Digital 2024:Global Overview Report” da DataReportal, feito pela plataforma Electronics Hub, mostra que o Brasil é o 2º país com mais pessoas em frente às telas; são cerca de 56,6% das horas acordadas dedicadas a isso.
No entanto, reduzir o tempo de tela não é apenas uma questão de “desligar o celular”, mas de reencontrar um equilíbrio saudável entre o virtual e o real. Inclusive, foi com esse intuito que publicamos Recomendação de uso de celulares nas Unidades Escoteiras Locais, para delimitar essa pausa saudável com o mundo digital.
Mas como aplicar isso no seu dia-a-dia?

Separamos 5 maneiras de fazer pausas tecnológicas e se conectar consigo mesmo:
1. Mantenha-se em movimento
Quer aliviar o estresse ou evitar (e até diminuir!) dores nas costas após horas olhando para o celular ou computador? Mexa-se! Pode ser uma caminhada ao ar livre ou até uma ida rápida a outra sala para buscar água ou café. Esticar braços e pernas e desviar o olhar das telas ajuda a aliviar o cansaço, dores musculares e até mesmo dor nos olhos e de cabeça.
Programe pequenas pausas ao longo do dia, se precisar, coloque um alarme para se afastar de tempos em tempos. Você não precisa esperar até as atividades escoteiras de sábado para isso!
Transforme essas pausas em pequenas aventuras: pratique um nó, teste sua bússola, planeje sua próxima trilha, revise o código Morse ou simplesmente escute os sons ao seu redor. O espírito escoteiro não se limita ao sábado — ele vive em cada escolha que você faz!
E, caso você ainda não seja escoteiro, veja aqui o que precisa para se tornar um!
2. Pausa sensorial
Essa dica leva menos de cinco minutinhos e é perfeita para se reconectar com o ambiente ao seu redor! Esse é um breve exercício de Mindfullness (em tradução livre: “atenção plena”), técnica meditativa que ajuda a focar no aqui e agora, sem julgamentos:
- Deixe o celular ou laptop de lado e respire fundo três vezes. Expire devagar pela boca.
Depois, observe em silêncio:
- Quatro coisas que você pode ver
- Três coisas que você pode ouvir
- Duas coisas que você pode cheirar
- Uma coisa que você pode tocar ou sentir
Faça um breve alongamento e prontinho!
Já para descansar os olhos, uma das estratégias mais recomendadas pelos especialistas é a regra 20-20-20. Essa técnica consiste em fazer uma pausa a cada 20 minutos de uso da tela e olhar para algo a 20 pés (aproximadamente 6 metros) de distância por pelo menos 20 segundos.
3. Substitua o tempo de tela por outra atividade
Pode ser que inicialmente você não queira reduzir seu tempo no celular, pois as distrações oferecidas por ele são melhores do que outras atividades que você consiga pensar; mas conforme fala da psiquiatra Smita Das, da American Psychiatric Association, “Reconhecer os benefícios de limitar o uso do aparelho é importante para conseguir desenvolver e manter a motivação para a mudança”.
Segundo a psicóloga Lynn Bufka, da American Psychological Association, mudanças de comportamento são mais bem sucedidas quando substituímos um hábito antigo por outro; assim, pense em três coisas que você pode fazer ao invés de passar esse tempo no celular (pode ser ler um livro, arrumar algo na casa, aprimorar um hobbie ou uma habilidade…) e coloque em prática.
Dentro do Escotismo, você tem centenas de opções de especialidades que pode escolher e se aventurar! Veja nossa lista com todas elas o que é necessário para conquistar esses distintivos!
4. Defina momentos e lugares de desconexão
Definir horários específicos, como durante as refeições ou à noite, para ficar longe do celular é uma ótima maneira de reduzir o tempo de tela. Outra estratégia é estabelecer limites físicos, evitando o uso do telefone em espaços compartilhados com a família em certos momentos do dia.
Uma forma lúdica de colocar isso em prática é empilhar os telefones em cima da mesa (ou colocá-los em uma caixa) e o primeiro que pegar, terá que — por exemplo — lavar a louça de todos.
Outro jeito de evitar ficar olhando o celular é não levá-lo em certos lugares. Que tal ir na sua próxima reunião escoteira sem ele?
5. Use a tecnologia a seu favor!
Curiosidade: seu próprio celular pode te ajudar a usá-lo menos!
No Android, o app “Bem-estar Digital” e, no iPhone, o “Tempo de Uso” mostram quantas horas você passou no aparelho e detalham o tempo gasto em cada aplicativo. Você pode se surpreender ao perceber quantas vezes abre as redes sociais sem pensar.
Com esses dados você terá uma visão mais realista de quanto tempo acaba perdendo sem perceber; aqueles minutinhos de rolagem viram horas ao longo da semana! A partir disso, defina uma meta SMART (específica, mensurável, atingível, relevante e temporal) para diminuir seu tempo de tela.

Veja como fazer isso no exemplo abaixo:
- Específica: Diminuir o uso diário de redes sociais e jogos.
- Mensurável: Reduzir o tempo de tela em 30 minutos por dia ao longo das próximas 4 semanas.
- Atingível: Começar removendo notificações desnecessárias e criando uma rotina com uma hora diária reservada para atividades offline (leitura, exercícios, hobbies).
- Relevante: Melhorar a qualidade de vida, aumentar o foco nos estudos, cultivar novos hobbies e conseguir aumentar o nível de sua especialidade escoteira durante o ano (não em uma semana ou um mês! Afinal, isso leva tempo e esforço!).
- Temporal: Atingir a meta de 2 horas a menos usando o celular/notebook por dia em 30 dias, acompanhando o progresso semanalmente pelo app de bem-estar digital. Avançar um nível na especialidade escoteira usando esse novo tempo livre.
Se ainda for difícil, experimente apps de “detox digital” ou aproveite recursos das próprias redes sociais, como o “Faça uma pausa” do Instagram e Facebook ou o “Pausas no tempo de tela” do TikTok.
Lembre-se: a tecnologia é uma aliada incrível para aprender, se conectar e se divertir, mas encontrar o equilíbrio entre o online e o offline é essencial para uma rotina saudável.
Conecte-se com o que realmente importa: você, sua saúde física e mental, as pessoas ao seu redor e a natureza.
A vida acontece no agora!
REFERÊNCIAS:
- Dados apresentados em audiência da CAS comprovam aumento do vício em celular (Fonte: Agência Senado)
- Brasileiros passam em média 56% do dia em frente às telas de smartphones e computadores (Jornal da USP)
Condecorações: a história de Maria Pérola Sodré
Maria Pérola Sodré foi a integrante viva mais antiga da história do Escotismo brasileiro, chegando aos 97 anos antes de seu falecimento em 2019. Natural de Niterói, sua trajetória é uma fonte de inspiração, tanto pelo seu incansável trabalho na difusão do Escotismo quanto por sua atuação na coordenação do atendimento às vítimas do incêndio do Gran Circus Norte-Americano, tragédia que abalou a cidade em 1961 e vitimou centenas de pessoas.
Mas, para contar sua história, voltemos ao início.
Nascida em 1922, cresceu em um lar profundamente ligado ao Escotismo. Seu pai, o Almirante Benjamin Sodré, era escoteiro; sua mãe, bandeirante; e até seu cunhado e cunhadas faziam parte do movimento. Desde cedo, seguiu esse caminho, ingressando na Federação de Bandeirantes em 1927.
Guiada pelo pai — autor do Guia do Escoteiro (1925), pioneiro da União dos Escoteiros do Brasil e reconhecido como o “Escoteiro nº 1” do país —, Maria fortaleceu ainda mais seus laços com a cultura escoteira. A influência paterna foi decisiva em sua conexão com a fundação do Grupo Escoteiro do Mar Gaviões do Mar (4°/RJ), em Niterói.
Em 1937, a Marinha cedeu a Ilha da Boa Viagem aos Escoteiros do Brasil, nomeando o Almirante Sodré como guardião. Após sua morte, Maria assumiu a tutela da ilha, que marcou sua infância, dedicando décadas ao seu cuidado e preservação.
Tornou-se chefe do movimento bandeirante em 1940. Carinhosamente apelidada de Gaivota Branca, foi presidente de honra do 4º/RJ Grupo Escoteiro do Mar Gaviões do Mar e dedicou décadas à formação de novas gerações. Entre as décadas de 1960 e 1990, dirigiu cursos de formação em todo o Brasil, além de atuar como Conselheira Distrital. Seu comprometimento era tão notável que chegou a liderar oito alcateias simultaneamente, sendo aclamada como Akelá Líder.
Uma de suas atuações mais marcantes ocorreu em 1961, quando assumiu um papel fundamental no atendimento às vítimas do incêndio do Gran Circus Norte-Americano, ocorrido em 17 de dezembro daquele ano. A tragédia, considerada o incêndio com maior número de óbitos já registrado no Brasil, durou apenas dez minutos, mas deixou um saldo devastador: 503 mortos, segundo estimativas oficiais, sendo sete em cada dez vítimas crianças.
O jornalista Mauro Ventura, autor do livro O Espetáculo Mais Triste da Terra — O Incêndio do Gran Circo Norte-Americano, destacou a dimensão da catástrofe: “Jamais tantos brasileiros morreram em tão pouco tempo e no mesmo lugar.”
O trabalho de Paulo Knauss, A cidade como sentimento: história e memória de um acontecimento na sociedade contemporânea — o incêndio do Gran Circus Norte-Americano em Niterói, 1961, apresenta entrevistas de Maria Pérola Sodré, que, na época, liderava o grupo de escoteiros e lobinhos na cidade. Em seu depoimento, ela relembra a organização do grupo para mobilizar doações de sangue e coordenar diversas ações voluntárias, como levar brincadeiras às crianças internadas e arrecadar medicações e outros insumos essenciais.

Em um dos relatos, Maria Pérola descreve a intensidade do trabalho realizado:
“Chegava muito remédio, então tinha que separar os objetivos de cada remédio… O pessoal recolhendo gelo na rua, recolhendo doações na rua, batia nas casas pedindo lençol, ventilador…”
Além disso, Maria Pérola Sodré atuou por quase dois anos organizando o trabalho voluntário, praticamente gerenciando o hospital que havia sido fechado após a tragédia. Ela também fundou o único grupo de escoteiros do mar a funcionar dentro de um hospital, um feito único até hoje.
Em um relato sobre esse período, Maria Pérola compartilhou:
“Deixei o hospital no dia em que o último menino recebeu alta, um ano e meio depois do incêndio. Sou professora e, na época, dividia meu dia entre os afazeres em casa, a escola e o Hospital Antônio Pedro. […] Nosso maior objetivo era amenizar o sofrimento das vítimas e ajudá-las a superar a tragédia. Por isso, criamos o grupo escoteiro lá dentro mesmo. Lembro que eu levava um pequeno barco de madeira, uma bacia com água e boias para simular os exercícios que deveriam ser feitos no mar.” (Entrevista a Diego Barreto, jornal O Globo, 10/12/2011).
As paredes brancas e intimidantes do hospital deram lugar a uma verdadeira sede escoteira, decorada com símbolos e até com a bandeira hasteada. Os pacientes, muitos com os pulmões comprometidos pela fumaça, receberam apitos e aprenderam o código Morse. O simples ato de assoprar, necessário para se comunicar, também ajudava no descongestionamento das vias respiratórias sem que os pacientes percebessem. Além disso, usaram o sistema de semáforo (alfabeto sinalizado com bandeiras amarelas e vermelhas) para se comunicarem entre si, praticando uma forma lúdica de recuperação.
Apesar de todo o grandioso trabalho realizado, Maria Pérola afirmou:
“Ali nós cumprimos a nossa missão. Porque o lema do lobinho, que é a criança de sete a onze anos, é: ‘o melhor possível’. Tudo o que ele faz, tem que ser o melhor que ele pode…”
No fim da década de 1980, Maria Pérola se desligou das funções diretivas nacionais, sendo agraciada com o título de Formadora Emérita. Continuou como diretora ativa do Grupo Escoteiro do Mar Gaviões do Mar até 2009, quando passou a ser presidente de honra. Mesmo com 96 anos, ela ainda recebia reuniões de chefes em sua residência e participava de representações e festividades, demonstrando o compromisso que tinha com o movimento.
Professora de matemática por profissão, aposentou-se “por força do Estado”, como costumava dizer, mas sua energia e dedicação não a impediram de atuar em várias outras áreas. Ao longo de sua vida, recebeu inúmeras honrarias de diferentes grupos, incluindo os Escoteiros, a Marinha do Brasil, o Município de Niterói, o Rotary Club, a Universidade Federal Fluminense e a Igreja Católica do Rio de Janeiro. Também foi a segunda mulher a receber o Tapir de Prata, a mais alta condecoração dos Escoteiros do Brasil.
Sua trajetória inspiradora é eternizada não apenas na memória de quem teve o privilégio de conviver com ela, mas também por meio de uma honraria especial que leva seu nome: a Medalha Cruz de Valor Maria Pérola Sodré.

O que é a Medalha Cruz de Valor Maria Pérola Sodré e quem pode recebê-la?
Para reconhecer e agradecer os serviços prestados ao Escotismo, os Escoteiros do Brasil estruturaram um sistema de reconhecimento composto por três categorias principais:
- Elogios: Sempre feitos por escrito, servem para expressar gratidão por ações ou apoios significativos, mas que ainda não justificariam a concessão de um Diploma de Mérito ou de uma condecoração.
- Diplomas de Mérito: Destinados a pessoas ou entidades que prestaram serviços relevantes ao Movimento Escoteiro, como apoio a grandes eventos, doações ou cessão de instalações. Geralmente, são concedidos àqueles que já receberam Elogios Escritos, como forma de reconhecimento e incentivo. Existem três tipos: Local, Regional e Nacional.
- Condecorações: Representam a mais alta forma de apreço e gratidão do Escotismo. São destinadas a indivíduos ou entidades que demonstraram dedicação excepcional, coragem e altruísmo em ações notáveis. Essas honrarias buscam preservar a memória de feitos extraordinários com imparcialidade e rigor.
Dentro desse sistema de reconhecimento, a Medalha Cruz de Valor Maria Pérola Sodré é uma condecoração exclusiva para membros juvenis do Movimento Escoteiro.
Seu objetivo é reconhecer ações de grande relevância e destaque nos campos das ciências, cultura e esportes, tanto em nível nacional quanto internacional. Para serem consideradas, as ações devem ter uma projeção e impacto reconhecidos amplamente. Dessa forma, iniciativas restritas ao âmbito municipal ou estadual não se qualificam para a concessão da medalha.
Ainda parece abstrato? Em breve, compartilharemos histórias inspiradoras de pessoas que receberam essa honraria!

A Medalha Cruz de Valor Maria Pérola Sodré pode ser concedida mais de uma vez à mesma pessoa, permitindo o uso simultâneo de todas as condecorações recebidas.
Mais do que um reconhecimento pelas ações de seus recipientes, essa honraria mantém vivo o legado de uma mulher fundamental para a história do Escotismo no Brasil. Cada condecoração representa a continuidade de sua dedicação, liderança e impacto, ecoando além do presente.
Se há um caminho a ser trilhado, que seja o da coragem e do compromisso! Ao receber essa medalha, você demonstra com orgulho que está seguindo os passos de alguém que salvou e inspirou inúmeras vidas com suas virtudes e conhecimentos.
Quer saber como conquistar a sua?
Confira todos os detalhes no Manual de Reconhecimento e Condecoração!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- Nota de falecimento – Chefe Maria Pérola Sodré
- Mortes: Em 92 anos de escotismo, foi exemplo para várias gerações
- MANUAL DE RECONHECIMENTOS E CONDECORAÇÕES
- “A cidade como sentimento: história e memória de um acontecimento na sociedade contemporânea — o incêndio do Gran Circus Norte-Americano em Niterói, 1961”. KNAUSS, Paulo. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 27, nº 53, p. 25-54 – 2007
- A MULHER MAIS GENEROSA QUE CONHECI (artigo de Mauro Ventura)
- Inferno no circo: o dia em que o Brasil assistiu ao pior incêndio de sua história BBC
- Solidariedade marcou socorro às vítimas do incêndio no Gran Circus – Jornal O Globo
- Em 1961, incêndio no Gran Circus Norte-Americano chocou o País – Acervo Estadão
Como ser Escoteiro com a Nautika: Checklist essencial para aventureiros
O Escotismo é um movimento secular e repleto de experiências e características únicas, mas, apesar disso, muitas pessoas fora do movimento ainda veem apenas a ponta do iceberg que o Movimento é… Porém, temos que ser realistas: essa é a parte que atrai os jovens para o movimento!

O fundador do Escotismo, Robert Baden-Powell, usou a palavra “escoteiro” porque ela significava — de maneira genérica — o mesmo que: explorador, montanhista, mateiro, guia, navegante, descobridor, pesquisador e todo aquele que “vai à frente” para descobrir caminhos. Mas além de tudo isso, o escoteiro também é aquele que:
- vive aventuras com os amigos;
- aprecia a vida ao ar livre;
- explorar novos lugares;
- acampa;
- conhece pessoas diferentes e aprende com elas;
- ajuda as pessoas;
- está disposto a aprender coisas novas;
- deseja ser melhor a cada dia!
Mas para conseguir fazer tudo isso é necessário contar com equipamentos de qualidade, de barracas que se erguem como fortalezas contra o vento e a chuva, aos sacos de dormir que vão embalar seu sono na natureza, a NTK é uma aliada na busca por aventuras inesquecíveis! Com eles você encontra absolutamente tudo que for necessário para atividades ao ar livre.
Compartilhando o compromisso com a aventura, os Escoteiros do Brasil e a NTK montaram esse breve checklist do essencial para você se divertir em trilhas e acampamentos sem (tantos) perrengues! Veja abaixo!

No Escotismo, cada aventura é uma oportunidade para crescer, explorar e construir memórias que ficarão para sempre. E para que cada experiência ao ar livre seja vivida ao máximo, estar bem preparado faz toda a diferença. Por isso, conte com o apoio da NTK para encontrar o que você precisa para embarcar nessa jornada com segurança e praticidade.
Agora, é só conferir o checklist, preparar a mochila e seguir em frente — a próxima grande aventura já está à sua espera!


Essa parceria é fruto do projeto Empresa Amiga, para saber como sua empresa pode participar, clique aqui!


