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O corpo como ferramenta: aprender a medir sem régua, trena ou calculadora.
O corpo como ferramenta: aprender a medir sem régua, trena ou calculadora.
Muito antes de existirem satélites, aplicativos e relógios digitais, pessoas viajavam pelos oceanos, cruzavam desertos e exploravam florestas usando o que tinham à disposição: olhos, mãos, passos e percepção.
Todo esse conhecimento é parte da inteligência espacial: capacidade cognitiva de visualizar, compreender e manipular formas e espaços em três dimensões, tanto física quanto mentalmente. É o que nos permite memorizar lugares, interpretar mapas e antecipar movimentos, essencial para estarmos sempre alertas!
Veja a seguir algumas das técnicas que usamos para conseguir usar seu corpo como ferramenta de medida.
Primeiramente, você precisa saber suas medidas pessoais de palmo, altura, envergadura, pé e passo.
Jovens em fase de crescimento devem renovar suas medidas semestralmente, mas ao chegar à idade adulta, elas ficam mais estáveis.
Passo:
- Escolha uma distância conhecida (por exemplo, 20 metros)
- Percorra contando os passos e divida a distância pelo total contado.
Ou seja, se 20 metros foram percorridos em 25 passos, cada passo mede, em média, 0,8 metro; ou seja, 80 cm.
É importante que os passos sejam dados da maneira mais natural possível, para que não gere alteração para medidas do dia a dia.
Palmo:
- Abra a mão e considere a distância entre a ponta do polegar até a ponta do dedo mínimo.
- Com uma régua ou fita métrica, meça esse comprimento em centímetros.
- Para usar em campo, descubra quantos “palmos” correspondem a 1 metro.
Por exemplo: se seu palmo mede 20 cm, cinco palmos equivalem a aproximadamente 1 metro.
Pé:
- Coloque o pé no chão, encostado em uma parede, e marque a ponta do dedo mais longo.
- Meça a distância até o calcanhar.
- Depois, verifique quantos “pés” formam 1 metro.
Se seu pé mede 25 cm, quatro pés correspondem a aproximadamente 1 metro.
Braçada (Envergadura):
- Fique em pé com os braços totalmente abertos na horizontal.
- Meça a distância entre a ponta de um dedo médio até o outro.
Em muitas pessoas, essa medida é próxima da altura 😉
Após registrada, ela serve para estimar comprimentos maiores, como cordas, vãos entre estacas ou largura de áreas.
Avaliação de altura
Método de Unidade:

Popularmente usado para descobrir a altura de árvores, você pode fazer junto de alguém que sabe a altura para ficar encostado na árvore ou fazer uma marca de sua própria altura no tronco.
- Ande para trás até pegar certa distância, mantenha o braço estendido à frente e segure um graveto ou um lápis verticalmente.
- Com um olho fechado, meça a altura marcada (por você mesmo ou pelo seu amigo) olhando o topo do graveto até a unha do seu polegar.
- Depois, mova o graveto para cima para ver quantas vezes essa medida cabe na altura da árvore.
- Multiplique essa medida pelo número de repetições observadas e isso te dará a altura da árvore!
Método do Lenhador:

Também chamado de método do graveto, é um dos mais usados em campo!
- Segure um graveto na posição vertical com a mão e estique seu braço.
- Afaste-se da árvore (ou objeto) que quer medir.
- Aponte para a ponta da árvore de forma que o topo do graveto cubra a ponta dela; alinhando a base do graveto com a base da árvore e a ponta com o topo.
- Então, gire o graveto a 90 graus para a posição horizontal.
- Identifique o ponto onde o topo do graveto toca o chão.
- Caminhe até esse ponto e meça a distância entre ele e a base da árvore pelos passos, isso dará a altura que você está buscando!
Avaliação de distância

Método de Napoleão:
- Permaneça em uma margem.
- Incline sua cabeça e seu queixo contra o tórax.
- Segure sua mão, voltada para baixo, contra sua testa.
- Então, mova sua mão para baixo até perceber que “toca” a margem oposta.
- Faça um giro de 90 graus (um quarto de volta) “transferindo” a distância para a margem em que você está.
- A distância do ponto que a extremidade de sua mão parece tocar é a largura do rio.
- Meça a distância com passos!
Essa técnica é chamada assim porque Napoleão usava a borda de seu chapéu ao invés da mão. Assim, você também pode fazer como ele usando um chapéu ou um boné escoteiro de aba larga!
Ao combinar essas medidas e conhecimentos, o corpo passa a funcionar como um conjunto de ferramentas: de régua à trena!
Claro que na teoria parece tudo muito fácil, mas o melhor jeito de aprender essas técnicas é com a prática. Que tal planejar acampamentos e trilhas com seus amigos para colocar esses conhecimentos para jogo?
BIBLIOGRAFIA:
- Acampar e Explorar —por Elvio Pero, tradução por Marcelo Lisboa. Primeira edição em 1992. ISBN: 956-12-0756-7
- Caderno da Jornada Escoteira — por Caryl Chessman de Jesus Trevisan, Paulo Silva Nhentz e Renata Helena Manzke. Primeira edição em 2005. Equipe Regional de Formação de São Paulo com direitos cedidos aos Escoteiros do Brasil
28 de Abril: Dia do Escoteiro do Ar — Conheça os idealizadores dessa modalidade!
No dia 28 de abril, celebramos o Dia do Escoteiro do Ar, uma data especial para reconhecer e homenagear as crianças, adolescentes, jovens e adultos que fazem parte dessa modalidade única do movimento escoteiro!
Além das atividades escoteiras cotidianas, o Escotismo do Ar estimula o interesse por áreas ligadas à aviação e ao espaço, como aeromodelismo, planadores, helicópteros e aviões, navegação aérea, meteorologia, paraquedismo, esportes aéreos, foguetes, satélites, observação de aves e estudos de cosmografia, valorizando também as tradições da aviação.
E nessa data especial, queremos apresentar a história da modalidade e de seus idealizadores!

O “Escotismo do Ar” foi inspirado nas atividades aéreas desenvolvidas por Baden Fletcher Smyth Baden-Powell (1860–1937), irmão mais novo de Robert Baden-Powell. Pioneiro da aviação militar britânica, presidente da Royal Aeronautical Society e membro da Royal Geographical Society. Em 1907, publicou o livro “Ballooning as a Sport”, e seus projetos de pipas contribuíram para experiências pioneiras de comunicação sem fio no início do século XX.
Em 1932, Baden Fletcher Smyth Baden-Powell publicou um artigo em uma revista escoteira, segue um trecho a seguir:
“… foi sugerido que os Escoteiros do Ar deveriam ser organizados da mesma forma que os Escoteiros do Mar.” “Embora ‘o ar esteja conosco’, o acesso aos aeródromos não é comum e, embora os Escoteiros do Mar possam mexer com ‘qualquer barco velho’, é improvável que um escoteiro possa ter acesso a um avião, e mesmo que ele tivesse não seria capaz de pilotá-lo … pode parecer algo difícil de existir essa especialização dos “Escoteiros do Ar”, mas muito pode ser feito em atividades especializadas com trabalhos relativos ao ar … Sempre ficarei satisfeito em dar este conselho de que é possível fazê-lo.”
Já aqui no Brasil, em 28 de abril de 1938 é oficializado o primeiro Grupo Escoteiro da Modalidade do Ar: O Grupo Escoteiro do Ar “Tenente Ricardo Kirk” foi criado sob responsabilidade do Major Aviador Godofredo Vidal, do Tenente-Coronel Aviador Vasco Alves Secco e do Primeiro-Sargento Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, então integrantes do 5º Regimento de Aviação (atual CINDACTA II), em Curitiba/PR.
Em 19 de abril de 1944, foi criada a Federação Brasileira de Escoteiros do Ar (FBEAr), a qual congregava todos Grupos Escoteiros da Modalidade, na época se restringindo aos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. A FBEAr foi incorporada à União dos Escoteiros do Brasil ainda na década de 50 e deixou de existir como entidade independente, passando a integrar oficialmente a estrutura nacional do Escotismo brasileiro.
Em 26 de julho de 1951, o então Ministro da Aeronáutica, Nero Moura, reconheceu a expansão e os objetivos educativos da Modalidade do Ar e determinou, por meio da Portaria nº 262, apoio de todas as unidades da Força Aérea Brasileira aos Escoteiros do Ar. Esta portaria foi reconfirmada em 1981 pelo Ten. Brig. do Ar Délio Jardim de Mattos e reformulada e substituída pela portaria 914 de 29 de Setembro de 2003 pelo Ten. Brig. do Ar Luis Carlos da Silva Bueno.

Queremos agradecer a todos que vivem os valores do Escotismo e que acreditam que o céu não é o limite!
BIBLIOGRAFIA:
- A CRIAÇÃO DO ESCOTISMO DO AR — por ANDRE TORRICELLI F. DA ROSA, pelo Centro Cultural do Movimento Escoteiro (CCME) [último acesso: 28/04/2026]
- Modalidades do Ar e do Mar – Breve história da Modalidade do Ar do Escotismo – por Escoteiros do Brasil Região do Rio de Janeiro [último acesso: 28/04/2026]
- Escoteiros do Ar — por 16°/SP GRUPO ESCOTEIRO DO AR MAJOR BRIGADEIRO NEWTON BRAGA [último acesso: 28/04/2026]
Escoteira em órbita: Christina Koch, a 1ª astronauta mulher em missão à Lua
Você sabia que o primeiro homem a pisar na lua era escoteiro? E o segundo, o terceiro, o quarto… Na verdade, dos 12 homens que pisaram na lua, 11 eram escoteiros!

E como a história se repete, agora em 2026 temos a primeira mulher a participar de uma jornada humana além da órbita baixa da Terra em direção à Lua, e (não) coincidentemente, ela também foi escoteira!
Christina Koch é astronauta e engenheira da NASA e está na missão Artemis II, que contornará a Lua; explorando também o lado escuro, nunca antes visto! Antes dessa missão, Koch já era um dos nomes mais importantes da nova geração da NASA. Ela acumulou 328 dias consecutivos no espaço, realizou uma Atividade Extra-Veicular (EVA, na sigla em inglês) conduzida por um time exclusivamente feminino e participou de outras 5 caminhadas espaciais.
A Artemis II marca também a primeira vez que humanos deixam a órbita terrestre desde a Apollo 17, em 1972. Outro marco será a quebra do recorde da Apollo 13, de maior distância já percorrida por humanos a partir da Terra (400.171 km).
O sobrevoo sobre o nosso satélite natural aconteceu ontem e durou em torno de 7 horas. Os quatro astronautas tiraram fotos e transmitiram as imagens, inclusive do eclipse solar que presenciaram.
Christina Koch afirmou que
“Todas as crateras novas e realmente brilhantes — algumas delas são minúsculas, a maioria é bem pequena — há algumas que se destacam bastante, obviamente, e o que elas realmente parecem é um abajur com minúsculos furos, como pontinhos de alfinete, e a luz brilhando através deles”
Neste momento, os tripulantes da missão Artemis II estão oficialmente voltando à Terra, com informações inéditas, mas especialmente com uma perspectiva única e jamais vista da Lua.
A chegada à Terra aconteceu na sexta-feira (10/04) próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos,às 21h07 (de Brasília); a cápsula atravessou a atmosfera como uma “bola de fogo”, com temperaturas acima de 2 mil graus celsius e velocidade de 40 mil km/h, enfrentando um breve período de silêncio de rádio. Parece desesperador, mas essa descida foi controlada por paraquedas de estabilização, garantindo um pouso suave para a tripulação.
Segundo o Scouts UK, desde 1959, dos mais de 320 pilotos e cientistas selecionados pela NASA, 181 foram escoteiros!
Isso demonstra na prática que as aventuras e lições de vida que o Movimento Escoteiro traz para a vida de crianças, adolescentes e jovens — como trabalho em equipe, inovação, resiliência e compromisso — transcendem barreiras e podem te levar à lugares inimagináveis.
E você, já parou pra pensar até onde o Escotismo pode te levar?

BIBLIOGRAFIA:
- “Algumas crateras da Lua estão brilhando”, diz astronauta da Artemis — Thomaz Coelho, da CNN Brasil (último acesso em: 07/04/2026)
- Scouts on the Moon — Scouts UK
Perdeu o rumo? Use técnicas escoteiras para se encontrar na natureza!
Você já viu um filme ou uma notícia que te deixou pensando “nossa, eu não faço ideia o que faria nessa situação?”. Casos com histórias de pessoas perdidas em matas fechadas, ou de tentar se localizar durante uma trilha e ficar sem sinal, GPS e todo aparato digital que nos ajuda diariamente…
Mas para quem é escoteiro, isso fica mais fácil!
Veja a seguir algumas técnicas escoteiras para você se achar em qualquer lugar:
Orientação por musgos
Em geral, no hemisfério sul, musgos crescem para o lado que está o sul, por não estarem expostos aos raios solares que vêm do norte. Fique de olho nas árvores e rochas para encontrá-los!
Orientação pelo sol
É sabido que o sol nasce ao leste e põe-se ao oeste, mas você sabia que só nos dias 21 de março e 21 de setembro que o sol faz isso exatamente nos ditos pontos cardeais? Ao meio-dia, no hemisfério sul, inclina-se ao norte.
Para identificar os pontos cardeais, basta alinhar a mão direita para o leste (a direção que o sol nasceu) e a mão esquerda para o oeste (direção que o sol está se pondo), com os braços estendidos. Ao olhar para frente, será o norte e às costas será o sul. Mas como fazer isso de uma forma mais precisa e certeira?


Uma técnica prática e bastante utilizada em atividades escoteiras é o círculo solar, que permite achar os pontos cardeais por meio de uma vara e um cordão! Limpe um local do terreno que seja totalmente exposto ao sol e finque uma vara reta no chão. Coloque no chão uma pedra no ponto que marca a sombra da vara, e trace um círculo usando o cordão como raio, começando pela marca.
A cada 10 minutos, marque com uma pedra a nova posição da ponta da sombra. Você perceberá que os pontos começam a formar uma curva que atravessa o círculo inicial. Se precisar acelerar esse processo, é possível projetar essa curva visualmente até estimar onde ela cruzaria o círculo.
A partir dos dois pontos de interseção, trace uma linha reta: ela indicará o eixo leste–oeste. Em seguida, desenhe uma linha perpendicular passando pela base da vara; essa será a referência aproximada do eixo norte–sul.
É uma técnica simples e eficaz, que demonstra como a observação do movimento solar pode se transformar em ferramenta de navegação natural!
Orientação pela lua
Da mesma forma que o sol, a lua nasce nas mediações do leste e se põem no oeste. Durante a fase de quarto crescente, a parte convexa fica voltada para o oeste, enquanto que na fase de quarto minguante, a convexidade fica voltada para o leste.
Orientação pelas estrelas
Durante a noite, as estrelas oferecem uma referência mais fixa. No hemisfério sul, a constelação mais utilizada para orientação é o Cruzeiro do Sul. Formado por cinco estrelas, prolongando três vezes e meia a distância que há na haste maior, ao descer essa projeção até o horizonte, obtém-se uma indicação aproximada do sul.
Outra referência é Órion, fácil de identificar pelas Três Marias (Alnitak, Alnilam, Mintaka), que formam seu cinturão. Ao prolongar esse alinhamento, é possível estimar o eixo leste–oeste, observando seu deslocamento ao longo da noite.

O bom explorador é uma pessoa que sabe sempre onde está e consegue se orientar facilmente, quase como um sexto sentido! Mas esse dom vem do estudo e, principalmente, da prática de técnicas como essas que mostramos!
Para ser um bom explorador, você precisa ir além do que simplesmente estar na natureza, mas deve saber escutá-la e compreendê-la.
BIBLIOGRAFIA:
- Acampar e Explorar —por Elvio Pero, tradução por Marcelo Lisboa. Primeira edição em 1992. ISBN: 956-12-0756-7
- Caderno da Jornada Escoteira — por Caryl Chessman de Jesus Trevisan, Paulo Silva Nhentz e Renata Helena Manzke. Primeira edição em 2005. Equipe Regional de Formação de São Paulo com direitos cedidos aos Escoteiros do Brasil
Patinhas à Obra: inovadores de impacto social!
No Inovadores de Impacto, aprendemos que inovar nem sempre significa algo que envolve tecnologia; às vezes, é sobre escuta e observação ativa: foi assim que começou essa história onde inovação tem a ver com um abrigo com mais de 100 cães.

Os jovens Maria Carolina Pivotto Dal Pizzol, João Rigato Peruffo, Roberta Ribeiro, Vitória Bianchi Arrarte e Ana Alice Pandolfo Salvatti do Grupo Escoteiro Ciretama – 65/RS, do Ramo Pioneiro, reuniram o amor aos animais como pontapé inicial do projeto.
De acordo com a jovem Maria Carolina, o interesse na insígnia veio por ser algo diferenciado, quase como um “teste”, afinal todos ficam muito focados nas próprias progressões pessoais e viram isso como uma oportunidade de unir o clã.
Um ponto que fez total diferença na hora de decidir se iríamos fazer ou não foi o fato de que pelo o que havíamos lido inicialmente sobre a insígnia, não era nada voltado à uma área específica (ambiental, social, etc), era de acordo com o que tínhamos interesse. E no nosso grupo estudamos/trabalhamos em áreas totalmente diferentes, então essa era a oportunidade perfeita de juntar todas habilidades por uma causa que ficou ao nosso critério escolher. Essa liberdade para escolher a área foi uma parte super positiva, até depois quando vimos todos projetos finalizados, a diversidade de projetos foi muito legal!
Eles escolheram a ONG “Patinhas em Apuros”, localizada em Farroupilha – RS, que conta com mais de 100 cães resgatados, alguns inclusive necessitando de remédios.
Segundo a jovem Ana Alice, antes de chegar a essa ideia, durante o brainstorming inicial até cogitaram fazer projetos como atividades para auxiliar e ensinar idosos a utilizarem aparelhos eletrônicos e meios digitais; desde o início, já queriam seguir com o foco na causa animal e ambiental com ODS voltadas à sustentabilidade, pois ela e Roberta estavam cursando o técnico em Meio Ambiente, facilitando para trabalha na área.
Vitória conta que a escolha da ONG veio por análise de perfil no instagram:
Antes de escolhermos a ONG definitivamente, observamos o perfil dela no Instagram e gostamos muito do fato de oferecer abrigo e proteção aos animais. Além disso, fizemos uma visita no local e percebemos que há muitos cachorrinhos precisando de atenção e cuidado. Isso nos comoveu bastante, porque queríamos encontrar uma forma de ajudá-los. […] Ainda há muitos animais que precisam de ajuda, principalmente médica, e isso me deixa ainda mais determinada a fazer mais por eles.
Ela também conta que gostaram bastante da experiência e que pretendem continuar com as arrecadações mesmo depois da insígnia!
O grupo seguiu a Metodologia, que é uma jornada dividida em etapas, o que trouxe direção desde o início. Na fase de exploração, o foco foi entender o problema real. A equipe ouviu a ONG e identificou uma necessidade objetiva: falta de tempo dos voluntários para cuidar da estrutura do espaço, especialmente a pintura dos canis.
Na ideação, foram usadas ferramentas objetivas como brainstorming e matriz CSD (Certezas, Suposições e Dúvidas), ajudando a filtrar ideias e focar no que era viável.
A decisão final veio na etapa de solução, com escolha baseada em argumentação das ideias da etapa anterior: pintura do local e arrecadação de insumos.
O planejamento seguiu uma lógica prática, com cronograma flexível e uso de recursos disponíveis, reduzindo custos e facilitando a execução.

O Projeto Patinhas à Obra proporcionou, através da pintura e renovação do local, um ambiente mais estável e agradável para os cachorros e principalmente para os voluntários. A doação dos 50 kg de ração arrecadados reduz a incerteza sobre a alimentação diária, trazendo mais segurança para a rotina dos animais abrigados. Os medicamentos auxiliam na proteção contra como pulgas e outras pragas, enquanto os brinquedos ampliam os estímulos e tornam o cotidiano dos cães mais ativo e saudável.
Roberta conta que o momento mais legal de todo esse processo foi quando conseguiram colocar em prática tudo que tinham planejado!
“Não ficou só no papel, foi muito além disso. Poder ir até o local, conhecer os cachorrinhos de perto e ver como tudo realmente funciona foi uma experiência incrível. Deu uma sensação muito boa de estar ajudando de verdade, porque a situação deles toca bastante e dá vontade de cuidar de todos. Estar ali, dando atenção e deixando o ambiente um pouco melhor pra eles, foi a parte mais especial. Além disso, o próprio planejamento já me deixava ansiosa e animada pra ver como tudo ia acontecer. Foi uma experiência muito boa e que eu gostaria de repetir mais vezes no futuro.”
Apesar de parecer algo simples, João conta que uma das maiores dificuldades foi lidar com tempo: “Acho que o maior desafio foi cumprir com os prazos curtos, além de conseguir conciliar outros compromissos, como trabalho, faculdade e ter tempo para se dedicar ao projeto. Mas com a organização do grupo e conversas conseguimos alinhar e entregar tudo dentro do prazo proposto!”



O projeto se enquadra na ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) ao contribuir para um ambiente mais acolhedor e funcional, fortalecendo o senso de pertencimento de quem atua no local. Relatos das próprias pessoas voluntárias indicam que o espaço mais organizado e colorido impacta positivamente a motivação no dia a dia!
No conjunto, as ações fortalecem a comunidade e a continuidade do trabalho realizado com esses animais.
“Espero que essa ação também tenha comovido outras pessoas e que inspire mais gente a fazer uma boa ação, alcançando um público cada vez maior.” — Vitória
Cada um deles deixou uma mensagem para os jovens que pensam em participar do Inovadores de Impacto:
João: Na minha opinião, acho que vale muito a pena fazer a Insíginia Inovadores de Impacto pois estimula o jovem a ajudar o póximo, seja arrecadando doações, ou elaborando projetos sociais para melhorar o ambiente social. Mesmo que possa ser difícil no começo, em concluir as atividades propostas e entregar um bom projeto, no final outros jovens admiram o que você e seu grupo fizeram e se sentem inspirados para ajudar o próximo
Vitória: Participar do projeto inovadores de impacto foi muito mais do que conquistar um certificado, foi uma experiência que nos fez olhar com mais atenção para aqueles que precisam do nosso carinho e ajuda e que, muitas vezes, passam despercebidas pelas pessoas. Percebemos que fazendo isso, conseguimos gerar uma diferença grande na vida dessas pessoas, elas se sintam felizes não só pessoas, como no nosso caso os animaizinhos.
Por isso eu incentivo com muito prazer que os jovens realizem esse projeto porque além de ser uma oportunidade de aprender é uma forma de desenvolver valores como a empatia, respeito e responsabilidade. Além disso nos ensina a trabalhar em grupo e fortalece a amizade e a conexão da tropa.
Maria Carolina: Para quem tem interesse em fazer algo diferente com impacto real, participando ativamente em diversos processos que vão fazer a diferença na vida de alguém, por menor que seja, a Insígnia Inovadores de Impacto é a oportunidade perfeita para mostrar sua capacidade, criatividade e botar em prática a ajuda ao próximo. É uma insígnia que faz a gente se sentir bem!🤍
Ana Alice: O Inovadores de Impacto é muito mais do que uma insígnia, é uma chance real de transformar ideias em ações que fazem a diferença. Às vezes a gente acha que precisa ter tudo pronto, mas o mais importante é começar. Cada pequena atitude já gera impacto. Então vão atrás, participem, testem suas ideias e não tenham medo de tentar, pois vocês podem mudar muito mais do que imaginam.
Roberta: Uma mensagem que posso deixar para os próximos que vão fazer seria que aproveitem cada etapa dessa insígnia, porque no final tudo vale muito a pena. Mesmo com desafios, é uma experiência que faz a gente crescer e perceber que pequenas ações podem gerar grandes impactos. Não tenham medo de tentar e inovar e vocês são capazes de fazer a diferença!
Desafios globais, soluções locais: o papel do Escotismo nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Há 119 anos atrás, Baden-Powell fundou o Escotismo com o intuito de formar cidadãos ativos, conscientes e úteis para a sociedade. O propósito do Movimento Escoteiro segue o mesmo, mas agora contamos também com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) como referência para orientar nosso trabalho.
Os valores escoteiros estão intrinsecamente ligados às ODS — mesmo antes de essas existirem — afinal, o nosso compromisso é de deixar o mundo melhor do que encontramos!
Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um conjunto de compromissos assumidos pelos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para promover o desenvolvimento mínimo até 2030. São 17 ODS ao todo, como mostra a figura abaixo:

Aqui, temos alguns exemplos de como eles se relacionam à prática escoteira:
- O 10º artigo da Lei Escoteira (“O escoteiro é limpo de corpo e alma”) fala de boa saúde e bem-estar;
- Trabalhamos com os jovens o respeito às diversidades e isso é uma forma de redução das desigualdades;
- Ao desenvolvermos senso crítico e habilidades que melhoram o meio ambiente, ajudamos a vida aquática e a vida terrestre.
- Isso e muito mais!
“até 2030, garantir que todos os alunos adquiram conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável, inclusive, entre outros, por meio da educação para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida sustentáveis, direitos humanos, igualdade de gênero, promoção de uma cultura de paz e não-violência, cidadania global, e valorização da diversidade cultural e da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável.”
Com a proposta educativa de Educar para a Vida, o Projeto Educativo Escoteiro busca:
- Inspirar jovens a serem cidadãos globais, ativos e responsáveis;
- Desenvolver competências e valores;
- Contribuir para o desenvolvimento sustentável;
- Incentivar ação comunitária e de impacto social.
Na prática, isso acontece por meio das atividades e mutirões realizados pelos grupos escoteiros ao longo do ano, mas também através de projetos desenvolvidos pelos próprios jovens, que podem ser registrados na iniciativa Scouts for SDGs.
Essa é uma iniciativa da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (OMME ou WOSM – World Organization of the Scout Movement) que busca potencializar o impacto do Escotismo na Agenda 2030. A proposta conecta o Programa Educativo e as iniciativas do Better World Framework, como Mensageiros da Paz, alinhando-as aos ODS, ampliando recursos e fortalecendo o monitoramento do impacto global do Escotismo.

Hoje, o Scouts for SDGs representa a maior contribuição juvenil coordenada para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Escoteiros de mais de 170 países já registraram quase 3 bilhões de horas de serviço comunitário, desenvolvendo ações e projetos alinhados aos 17 ODS em suas comunidades.
E se você acha que para participar precisa ter um projeto ou iniciativa super complexa, saiba que não é bem assim! A ideia é que cada ação importa e que o impacto social desses projetos vem do micro para o macro, demonstrando que pequenas ações trazem grandes impactos!
Um exemplo é o jovem Luan Alberti Maniscke — do Grupo Escoteiro PINDORAMA 51°/PR — que buscava de conquistar o distintivo Escoteiro da Pátria ao mesmo tempo em que gerasse impacto junto à comunidade, tendo relação com sustentabilidade. Seu projeto foi sobre bioplástico que pode ser produzido com materiais caseiros.
Para Luan, desenvolver um projeto alinhado ao Scouts for SDGs foi um processo de crescimento. O principal desafio esteve na intersecção entre a dinâmica voluntária do Escotismo e as exigências técnicas que envolvem um projeto de sustentabilidade com organização, planejamento e afins.
Segundo ele, uma das maiores dificuldades foi justamente organizar e direcionar suas próprias ações:
“Acredito que a maior dificuldade era tentar controlar algo que eu não estava me comunicando bem e direcionando, quando eu parei de me afobar, planejei melhor e fui entendendo meu papel, o projeto andou sozinho.”
Apesar disso, ele leva tudo com muita leveza e bom-humor! Relata entre risos que, hoje em dia, vê essas questões como “pedras no caminho que aprendi a desviar, rolar e empurrar”.
Para os jovens que gostariam de desenvolver seu próprio projeto, mas que acabaram desistindo de alguma forma, Luan deixa um conselho: “quem vive o Escotismo já tem uma base sólida”. A vivência, os valores e o Método Educativo oferecem ferramentas concretas para tirar projetos do papel. Confiar na própria capacidade é o primeiro passo; e continuar mesmo que pareça difícil, distante e grande demais, pois no final é muito gratificante ver a sua conquista pessoal e impacto para os demais!
Outra jovem que também fez o projeto pelo Scouts SDGs foi a Victória Linda, a 1ª pessoa do Brasil a conquistar a insígnia Inovadores de Impacto! Seu projeto foi sobre dignidade menstrual.
Ela conta que conseguiu ver o impacto de seu projeto quando viu a divulgação em cartazes e redes sociais, e que gostaria de ter mais oportunidades para falar sobre os temas em outras escolas, igrejas e centros comunitários. Apesar disso, afirma que consegue ver seu projeto contribuindo coletivamente para alcançar as seguintes ODS:

- ODS 1 – erradicação da pobreza
Com a garantia da gratuidade dos absorventes, diminuindo a pobreza evitando a evasão escolar, problemas de saúde, estigma e descriminação
- ODS 3 – Saúde e Bem-estar
A gestão menstrual inadequada pode levar a problemas de saúde, e o acesso à informação e a produtos é essencial para o bem-estar e a saúde pública.
- ODS 5 – Igualdade de gênero
A falta de acesso a insumos menstruais e à infraestrutura afeta a autoeficácia e a dignidade das mulheres e meninas, limitando suas oportunidades educacionais e profissionais
Ela conta que uma das maiores dificuldades foi justamente o processo de submissão do projeto na plataforma: criar a conta, compreender as informações solicitadas e lidar com o tempo de aprovação foram alguns desafios. No entanto, com apoio e dedicação, tudo foi superado.
O conselho dela para jovens que ainda estão receosos é:
“Não desistam quando estiver difícil, porque vai ser difícil a trajetória, vão passar estresse, mas no final do projeto ver que você conseguiu ajudar as pessoas de alguma forma é uma sensação inexplicável, sabe? Um jovem tão novo fazendo mudanças na sua comunidade e esse projeto começar a tomar rumo, pode levar para ONGs importantes e lá você vai ter seu reconhecimento! O medo é apenas um obstáculo. Sei que criar um projeto dá um frio na barriga. A insegurança sobre o resultado e não saber por onde começar são comuns, mas lembrem-se: A aventura é o que nos move.”
BIBLIOGRAFIA:
- Escotismo, um movimento que ajuda a educar crianças, adolescentes e jovens com valores — por Rubem Tadeu Perlingeiro, publicado em Centro Cultural do Movimento Escoteiro (CCME) [Último acesso em 10/02/2026]
- Escotismo e Desenvolvimento Sustentável — em Escoteiros do Brasil [Último acesso em 10/02/2026]
- Qual é a ligação entre o Escotismo e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? — por Escoteiros do Brasil (Região do Rio Grande do Sul), em 29/01/2026 [Último acesso em 10/02/2026]
- Scouts for SDGs: 50 million Scouts making the world’s largest youth contribution to the Sustainable Development Goals — Guidelines for aligning a Youth Programme with education for the Sustainable Development Goals — por World Scout Bureau Inc., de novembro de 2018 [Último acesso em 10/02/2026]
- https://sdgs.scout.org
Seu jeito escoteiro: o que você tem em comum com B-P?
Nascido em 1857, na Inglaterra, Robert Baden-Powell, ou B-P – como é carinhosamente chamado – foi o mais jovem de muitos irmãos, vivendo junto a eles uma infância divertida e ao ar livre. Em 1870 recebeu uma bolsa de estudos para a Escola Charterhouse, em Londres; e (diferente do que muitos podem pensar) ele não era um aluno que se destacava dentre os outros, mas sempre estava atento a tudo que acontecia nas aulas, no pátio e nas atividades extracurriculares que participava. Seu carisma, bom-humor e simpatia logo o deixaram muito popular!
Ele foi goleiro da equipe de futebol da escola, além de tocar flauta, piano e violino, desenhava muito (mas isso vocês já sabem, já que ele mesmo ilustrou suas próprias obras!) e também atuava com alguns amigos!
E talvez você tenha mais em comum com ele do que imagina…
Faça o nosso quiz e veja o que você tem em comum com Baden-Powell no seu jeito escoteiro!
1️⃣ Quando você chega a um lugar novo, o que faz primeiro?
A) Observa o ambiente e repara nos detalhes
B) Procura as pessoas e entende como o grupo funciona
C) Explora o espaço sem muito plano
D) Registra o momento de alguma forma
2️⃣ Em uma atividade ao ar livre, o que mais prende sua atenção?
A) Sons, pistas e movimentos ao redor
B) A organização e cooperação do grupo
C) Os desafios e imprevistos
D) As histórias que aquele lugar pode gerar
3️⃣ Se algo não sai como o planejado, você:
A) Analisa o que aconteceu antes de agir
B) Conversa com o grupo para ajustar o plano
C) Improvisa e segue em frente
D) Aprende com o erro e guarda a experiência
4️⃣ Qual dessas frases mais combina com você?
A) “Observar bem é metade do caminho.”
B) “Aprender junto é sempre melhor.”
C) “A aventura começa quando o plano muda.”
D) “Toda experiência vira aprendizado.”
5️⃣ No Escotismo, o que você mais curte?
A) Jogos de observação e rastreamento
B) Trabalhar em equipe e liderar atividades
C) Acampamentos e desafios novos
D) Registrar memórias e aprendizados
6️⃣ Quando aprende algo novo, você prefere:
A) Ver, observar e repetir
B) Aprender com outras pessoas
C) Testar sozinho, na prática
D) Anotar e organizar o que aprendeu
7️⃣ Em um acampamento, qual papel você assume naturalmente?
A) Quem percebe detalhes que ninguém viu
B) Quem ajuda a organizar o grupo
C) Quem topa qualquer desafio
D) Quem registra tudo depois
8️⃣ O que mais te motiva em uma atividade escoteira?
A) Descobrir coisas novas
B) Ver o grupo funcionando bem
C) Superar limites
D) Transformar a experiência em aprendizado
9️⃣ Se tivesse que ensinar algo, você faria isso:
A) Mostrando na prática e observando
B) Envolvendo todo mundo
C) Desafiando as pessoas a tentar
D) Explicando e registrando o processo
🔟 Qual palavra mais define seu jeito escoteiro?
A) Atento
B) Cooperativo
C) Aventureiro
D) Criativo
E aí? Já contou seus pontos?
Então segue o resultado:

Maioria A – Olho de Águia
Você tem um olhar atento, assim como Baden-Powell. Costuma perceber detalhes que passam despercebidos e entende que observar bem antes de agir ajuda a tomar decisões melhores! Aprende observando e entendendo o que acontece ao redor antes de agir.
Seu jeito escoteiro valoriza a análise, a leitura do contexto e a curiosidade constante, transformando cada experiência em aprendizado.

Maioria B – O Capitão
Você acredita no grupo, na cooperação e no exemplo. Protege, orienta e fortalece quem está ao seu redor. Baden-Powell defendia exatamente esse tipo de liderança: servir antes de mandar! E, por isso, o Escotismo é como uma grande escola de convivência, diálogo, organização e apoio mútuo!
Seu jeito escoteiro fortalece laços, cria ambientes colaborativos e ajuda o grupo a alcançar resultados melhores: sempre juntos e sempre alertas!

Maioria C – O Explorador
Você é movido por aventura, desafios e caminhos novos, exatamente como acontecia com Baden-Powell! Você aprende fazendo, testando e se adaptando ao que surge pelo caminho, sabendo que sair da zona de conforto faz parte do seu crescimento.
Seu jeito escoteiro é marcado pela coragem, pela curiosidade e disposição para enfrentar o desconhecido com responsabilidade.

Maioria D – O Criativo
Registrar, refletir e transformar experiências em aprendizado também fazia parte do jeito de B-P (e do seu!)
Você gosta de refletir sobre o que vive, registrar experiências e transformar momentos em aprendizado. Baden-Powell fazia exatamente isso ao escrever, desenhar e compartilhar suas vivências com todos ao seu redor.
Seu jeito escoteiro valoriza memória, reflexão e criatividade, ajudando a dar sentido às experiências e inspirando outras pessoas a aprender com elas (e construir as próprias).
O Escotismo não forma pessoas iguais, mas sim pessoas atentas, responsáveis, empáticas e prontas para aprender com o mundo!
Se você encontrou algo em comum com Baden-Powell, já está no caminho certo! ⚜️
BIBLIOGRAFIA:
- “DISCURSO ESCOTEIRO: Um olhar retórico sobre o escotismo”, CECÍLIA LIMA DA SILVA, 2006. (último acesso: 29/01/2026)
Passo-a-passo para montar um bom Livro de Patrulha
O Livro de Patrulha é onde se registram todos os acontecimentos importantes da vida em patrulha e de seus integrantes. Independente de ser analógico ou digital, é um documento histórico que demonstra a vida em equipe, onde se anotam atividades, fotos, cerimônias e outros momentos especiais!
Ele também é um registro oficial do que ocorre no Conselho de Patrulha, as decisões tomadas, ajudando pessoas ausentes a se informarem, evitando retrabalhos e discussões repetidas. Além disso, funciona como apoio de memória em momentos como a Corte de Honra e como um banco de ideias para futuras atividades.
É um instrumento da valorização da história vivida juntos… Inclusive, quando um jovem ingressa em uma patrulha com muitos anos de história, o Livro de Patrulha já existe e deve ser preservado, garantindo a continuidade dos registros e da trajetória do grupo.
Já as patrulhas recém-formadas, com novos integrantes, iniciam seu próprio Livro de Patrulha, dando os primeiros passos na construção dessa história coletiva.
E justamente por isso, é tarefa de todos mantê-lo atualizado! (Exatamente, nada de jogar tudo só para o Secretário da Patrulha, viu?)
Essa é uma responsabilidade compartilhada que fortalece o envolvimento dos todos com os valores e os objetivos da patrulha, contribuindo para a vivência do Marco Simbólico e do Sistema de Patrulhas em sua plenitude!

Pensando nessa importância, decidimos fazer essa matéria com um passo-a-passo com o que é fundamental você colocar em seu Livro de Patrulha 🙂
No 1º capítulo, apresente quem é a patrulha: cores, nome, bandeirola, grito, história da patrulha… Se conseguir explicar a origem e o porquê de escolher eles, melhor ainda!
Aqui também vale colocar os integrantes, suas funções e até mesmo depoimentos (caso os integrantes estejam dispostos a escrever 🙂).
Depois, podem colocar as Leis e a Promessa Escoteira para inspirá-los ou até mesmo considerar um capítulo exclusivo para listas de suprimentos ou com checklists básicos, por exemplos:
- Lista de materiais básicos para um acampamento;
- Lista de itens para a caixa da patrulha;
- Encargos para sede e acampamento;
- Calendário de atividades e acampamentos;
- Dentre outros.
Mas lembre-se: isso é só uma sugestão! Para mais informações e checklists, consulte o Guia da Descoberta Escoteira, Guia do Desafio Sênior ou Manual do Escotista do Ramo
O papel do Livro de Patrulha é de guardar memórias, histórias e aprendizados, além de aproximar as vivências passadas das presentes. Vocês que devem, em conjunto, decidir o que escrever 😉
E é a partir daqui que o caderno começa a ter mais a “carinha” de vocês!
Depois dessa parte, vocês podem começar a escrever a sua história:
Atas do Conselho de Patrulha: o Secretário registra o que foi discutido e decidido:
- data e local;
- principais assuntos discutidos, como:
- Sugestões para as atividades de tropa durante o Ciclo de Programa;
- Planejamento e avaliação das atividades de patrulha e tropa;
- Eleição do monitor da patrulha;
- Administração dos recursos da patrulha;
- Encargos de patrulha e o desempenho de seus membros.
- decisões tomadas e prazos, se houver;
- tarefas definidas e responsáveis;
- assinatura dos presentes
Isso é muito importante para que o monitor consiga levar essas informações para a Corte de Honra!
O Livro de Patrulha também pode ser utilizado para registrar momentos importantes da Progressão Pessoal vividos pelos integrantes, como a Acolhida, a Promessa, o Caminho, o Reconhecimento de Ramo e a despedida. Esses registros ajudam a preservar a história e a valorizar as conquistas.
Nos relatos das atividades, pode indicar vivências relacionadas à Progressão Pessoal desenvolvidas em conjunto, como oportunidades de aprendizagem desenvolvidas, projetos realizados coletivamente ou especialidades conquistadas. Nesse sentido, recomenda-se registrar no Livro de Patrulha:
- Oportunidades de Aprendizagem da Progressão Pessoal desenvolvidas em conjunto;
- Especialidades e insígnias conquistadas coletivamente;

Memórias Escoteiras: Sabe aquela história, que marcou aquele acampamento? Registre as histórias engraçadas, de superação, momentos especiais das suas atividades escoteiras.
Pode ser a foto de um jogo que foi muito legal, o desenho de uma pioneiria que vocês montaram juntos, a descrição de uma receita de comida mateira que ficou deliciosa (ou nem tanto 😅), o relato sobre o projeto realizado, a emoção de ter participado de uma cerimônia, entre outros.
Não existe uma forma única de guardar esses momentos, pode ter até uma colagem de algo especial daquele momento, como uma cinza de um fogo de conselho especial (tome cuidado para não sujar muito).
Com desenhos, fotos, colagens, relatos, depoimentos de atividades marcantes ou momentos marcantes são o que realmente transformam esse livro em uma memória viva da patrulha!
Depois, em alguns acampamentos, vocês podem revisitar as histórias e relatos e dar muita risada junto!
Espaço livre: Solte a sua imaginação, aqui tem espaço para tudo que vocês acharem importante para a patrulha de vocês.
E, por fim, cultivem o hábito de atualizá-lo!
Manter o Livro de Patrulha atualizado ajuda a preservar memórias, apresentar a história e as tradições a novos integrantes e aprender com experiências anteriores, reaproveitando boas ideias e evitando erros do passado. Além disso, é importantíssimo para eventos como a Assembleia de Tropa e na Corte de Honra, nas quais essas observações permitirão melhorar as atividades.
No final, cada página prova de que viver essas aventuras juntos faz a jornada toda valer a pena! ⚜️
26 coisas para fazer em 2026
Mais um ano chegou e com ele mais 365 oportunidades de aventuras! E para abrir 2026 com tudo, conversamos com voluntários e separamos 26 atividades para você realizar durante esses 12 meses que temos pela frente:
1. Ir a uma cachoeira: parece pouco, mas nada melhor que deixar a correnteza levar as energias do ano passado embora!
2. Fazer skibunda: aproveitando os primeiros meses de verão, essa atividade pode ser feito tanto na areia, quanto na lona com sabão, o importante é se divertir muito!
3. Levar uma pessoa nova para participar de uma atividade no seu grupo: essa é uma chance muito legal de apresentar o Escotismo para um amigo ou familiar e finalmente fazer eles entenderem o porquê você não abre mão dos sábados com o seu grupo! Quem sabe eles também não se apaixonam pelo Movimento?
4. Plantar uma árvore: já provamos que unidos conseguimos plantar mais de 100.000 árvores em apenas um ano! Cada pequena ação importa; já dizia o poeta que para deixar um legado, basta plantar uma árvore. Então escolha uma e cultive com carinho, a natureza agradece!
5. Construir uma pioneiria que você nunca fez: pode ser um abrigo natural ou mesmo um fogão suspenso, o importante é se desafiar e aprender algo novo!
6. Participar de um Jogo da Cidade no centro histórico da sua cidade: essa é uma atividade que pode ser feita por todos os Ramos (mudando a complexidade, é claro) mas a parte divertida segue a mesma! Aqui os jovens irão competir entre si para cumprir o máximo de objetivos possíveis ao mesmo tempo que vão explorar um local novo com riqueza cultural.
7. Tomar um banho de chuva: independente da idade, poucas coisas tem sensação mais libertadora! Fique descalço e divirta-se pulando nas poças e até mesmo fazendo guerrinhas de balão d’água com seus amigos (mas cuidado para não se resfriar, viu?)

8. Participar de um evento Regional ou Nacional: essa é uma ótima oportunidade para conhecer escoteiros de outros lugares e fazer novas amizades! Aproveite para trocar lenços com o nó da amizade!
9. Acampar com alguém que nunca acampou e ver o nascer ou pôr-do-sol com ele: mostre ao seu círculo social fora do Escotismo a beleza que a vida ao ar livre traz! Você pode replicar algumas coisas que seu grupo faz em acampamentos para deixar tudo mais divertido, mas o foco é a beleza do nascer e do pôr-do-sol. Será que vocês conseguem se programar para ver ambos no mesmo dia?
10. Colher (e comer) alguma fruta direto do pé: essa atividade pode ser feita o ano todo e garante uma variedade de sabores conforme as estações vão mudando! Pode ser morango, maçãs, mexericas… só cuidado quando for pegar frutas no alto!
11. Começar a arrecadar dinheiro para ir a um evento escoteiro internacional: você pode fazer artesanatos ou vender comidinhas para seu grupo, amigos e colegas; o que importa é você ter objetivos claros e saber quanto você precisa arrecadar a partir de agora até a data do evento.
12. Conquistar uma especialidade ou uma insígnia nova (de interesse especial ou global): para os ramos Sênior e Pioneiro há novas especialidades como Esportes de aventura; Diversidades; Liderança e gestão; Desenvolvimento comunitário; Viagens… Tem espaço para todos conquistar algo novo dentro do Escotismo!
13. Faça um alimentador de pássaros: você pode reutilizar uma garrafa PET e outros materiais recicláveis para construir um — você pode ver como fazer isso com alguns vídeos online, como esse aqui!

14. Faça uma visita solidária a um hospital ou lar de idosos: pode parecer pouco, mas às vezes uma companhia para jogar algo ou bater papo é justamente o que essas pessoas precisam!
15. Faça um piquenique com aquele amigo que vocês vivem “marcando de marcar algo”: chega de procrastinar esse encontro! Combine de cada um levar comidas e bebidas e encontrem-se em um parque. Ah, não se esqueça de levar uma toalha para pôr no chão 🙂
16. Participar de um Fogo de Conselho: é um momento de confraternização que fortalece o grupo, cria memórias marcantes e nos aproxima do espírito do Escotismo.
17. Aprender primeiros-socorros (melhor ainda se for em campo!): esse é um conhecimento imprescindível para qualquer escoteiro, mas já pensou em como seria aplicar ele em campo? Converse com seu grupo e façam essa experiência! Chamem pessoas que ainda não saibam primeiros socorros também!
18. Participe de um mutirão de limpeza de rios, lagos ou praias: esse tipo de ação é extremamente recompensante porque você vê o resultado na hora! Além disso, fortalece o senso de pertencimento e mostra que pequenas atitudes constroem um mundo melhor.
19. Instalar um alimentador de borboletas em áreas verdes de sua cidade: além de ser fácil de fazer (você pode ver como fazer isso com alguns vídeos online, como esse aqui) você contribui para a biodiversidade local, ajuda o meio ambiente e deixa a cidade mais bonita! 🦋
20. Passar um dia inteiro sem celular durante uma atividade: pode ser alguma dessa lista ou com seu grupo escoteiro, mas perceba como o tempo muda quando a atenção está no presente!
21. Separar roupas em bom estado e doar com intenção: pensar em quem vai receber, não só em “desocupar espaço”. Não doe nada que não esteja em bom estado!
22. Ajudar em um abrigo de animais: seja com limpeza, cuidado ou divulgação de adoção, gera impacto direto em quem precisa, desenvolve empatia e ainda permite ver o resultado desse esforço na prática!
23. Doar sangue: fique de olho nas redes sociais dos bancos de sangue, eles sempre avisam quando estão com falta. Caso você não possa doar, veja se está apto para a doação de plaquetas e incentive amigos e familiares!
24. Ensinar um jogo escoteiro para alguém da família: fortalece vínculos, valoriza o conhecimento escoteiro e transforma esse momento em troca, aprendizado e diversão compartilhada! Bônus para você se for ao ar livre!
25. Faça um ponto de coleta de lixo eletrônico ou blisters (cartelas de remédio): pode ser em um mercado, comércio de seu bairro, divulgue que pode deixá-los na sede do seu grupo escoteiro para reciclar! Essa pequena atitude tem um impacto ambiental imediato, envolve a comunidade e mostra que jovens podem liderar soluções simples e eficazes.
26. Ler uma das obras originais de Baden-Powell: é uma forma de se aproximar e se conectar com as origens do Escotismo, conhecer melhor sobre as vivências e opiniões de B-P, além de compreender os “porquês” de continuarmos com o Movimento do jeito que ele é!



