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Setembro Amarelo: a conscientização e prevenção ao suicídio precisa ser construída desde a infância!
Setembro Amarelo: a conscientização e prevenção ao suicídio precisa ser construída desde a infância!
Falar sobre morte, em geral, sempre foi tabu. Quando o assunto surge sempre vem seguido de: “mas tem que pensar no agora!”, “não fica pensando nisso”, “credo” e outras reações que podem ser mais ou menos passionais; a questão é que esse medo de abordar o assunto acaba fechando portas para discutirmos assuntos muito importantes relacionados à saúde mental e suicídio. Sabemos que é um assunto que não surge naturalmente, mas é preciso ir além do “está tudo bem mesmo?”. Felizmente, a Campanha Setembro Amarelo é uma oportunidade para isso!
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos cerca de 800.000 pessoas tiram a sua própria vida — o que corresponde a um suicídio a cada 40 segundos pelo planeta. Isso sem contar as tentativas, se forem contabilizadas seriam mais 16 milhões, ou seja, a cada 1 suicídio consumado, outras 23 pessoas tentaram tirar a própria vida em algum lugar do mundo. O pior desses números é que eles são subnotificados; segundo a Veja, pesquisas recentes mostram que cerca de 30% de casos relacionados a tentativa ou consumação de suicídio não são contabilizados, podendo aumentar o número supracitado para quase 20 milhões.
A faixa etária entre 11 e 25 anos é uma das mais propensas, especialmente se estiverem enquadrados em alguma minoria étnica ou sexual. Segundo o Ministério da Saúde, “o suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero”. Mas ele pode ser prevenido.
Muitos fatores podem estar relacionados ao risco de suicídio, como depressão e outras doenças psiquiátricas, mas também o peso desse jovem estar enfrentando alguma dificuldade — de problemas familiares, econômico-sociais até questões como (ciber)bullying, (ciber)stalking, sextorsão, dentre outros crimes digitais que se utilizam da vergonha da vítima para continuar tendo controle sobre ela, como ocorre nas “panelas do discord”.
Como perceber os sinais?
Não existe uma fórmula exata para identificar quando alguém está passando por uma crise suicida ou se apresenta alguma tendência nesse sentido. Porém, pessoas em sofrimento tendem a apresentar sinais de alerta, especialmente quando vários aparecem ao mesmo tempo, e esses devem ser observados por familiares e pessoas próximas. Confira alguns a seguir:
- Expressão de ideias ou de intenções suicidas – Fiquem atentos para os comentários do tipo! Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados ou interpretados como “drama”: “Vou desaparecer”; “Vou deixar vocês em paz” “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar”; “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar”.
- O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta, ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas.
- Isolamento persistente, com afastamento de familiares, amigos e grupos sociais.
- Sentimentos de falta de esperança.
- Desinteresse, dificuldades ou prejuízos no desempenho e aprendizagem escolar.
- Ansiedade, agitação, irritabilidade ou tristeza permanentes.
- Alterações no sono e no apetite.
- Desinteresse por atividades de que gostava e desapego de pertences que valorizava.
- Baixa autoestima, com desinteresse e descuido com a aparência.
- Comentários frequentes negativos em relação ao futuro e autodepreciativos.
- Automutilação.
Como abordar o assunto?
Esse é o passo mais difícil, mas é possível deixá-lo mais leve! Ao invés de chegar diretamente no jovem abordando o tópico, que tal introduzir o assunto através de um filme? A Região de SP dos Escoteiros do Brasil fez essa matéria de como falar de Setembro Amarelo nas UELs e nela há uma lista com filmes que abordam saúde mental. Uma sessão cinema com pipoca pode ser um bom pontapé para começar essa conversa sem um clima pesado, veja aqui alguns:
- Por Lugares Incríveis (2020): Mostra os impactos do luto na juventude e como buscar apoio para seguir em frente.
- As Vantagens de Ser Invisível (2012): Aborda depressão, amizade e a importância de redes de apoio na adolescência.
- Divertida Mente (2015): Ensina de forma leve a compreender e valorizar todas as emoções.
- O Lado Bom da Vida (2012): Retrata a reconstrução da vida após uma crise e a relevância do tratamento.
- O Mínimo Para Viver (2017): Apresenta os desafios de transtornos alimentares e caminhos para superação.
- Up – Altas Aventuras (2009): Fala sobre resiliência diante do luto e a importância de recomeçar (e ainda tem um personagem escoteiro!).
- Viva – A Vida é uma Festa (2018): Ajuda a tratar morte e luto de forma sensível e acolhedora.
Depois de “quebrar o gelo” lembre-se que conduzir a conversa com empatia é o principal, não tente buscar soluções ou justificativas superficiais. A “positividade tóxica” nesses discursos pode aumentar o sofrimento ou gerar culpa em quem escuta, além de quebrar a confiança para esse tipo de diálogo. Não incentive jovens a procurarem você para conversar se não se sentir preparado para acolher.
Exemplos do que não dizer:
- “Não cometa suicídio porque a vida é linda.”
- “Aprenda a ser grato ao que você tem.”
- “Tem tantas pessoas passando por situação pior que a sua…”
- “Você está assim porque parou de ir à igreja.”
- “Isso é falta de Deus no coração.”
- “É falta do que fazer, mente vazia é oficina do diabo.”
- “Você precisa pensar positivo.”
- “Não fique assim! Você tem a vida toda pela frente!”

Se não souber como ajudar, seja transparente. Você pode dizer sinceramente: “Não sei exatamente o que fazer ou dizer para te ajudar, mas você é importante para mim. Quero estar ao seu lado e buscar, junto com você, o apoio necessário para aliviar essa dor.”
O que você pode dizer para ajudar:
- “Você não precisa passar por isso sozinho, estou aqui para te apoiar.”
- “Estou aqui para te ouvir, se quiser falar sobre o que está acontecendo.”
- “Conte comigo. Podemos encontrar juntos um profissional para te ajudar.”
- “Você é uma pessoa maravilhosa, e eu acredito no seu potencial.”
Além disso, é importante ter um ponto de apoio com a família desse jovem, para indicar que é necessário mais atenção a ele — como conversas mais próximas e ações como remover do alcance os objetos que possam causar risco, como facas, tesouras, medicamentos e afins — e também para ajudar na busca de profissionais especializados. No Movimento Escoteiro, você pode buscar o auxílio pelo Espaços Seguros; assim, de forma multidisciplinar, pode junto com a família, com o jovem e os profissionais que estão o tratando, traçar estratégias para o manejo de crises caso elas venham a acontecer.
No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br . Além disso, serviços públicos de saúde mental (como o CAPES) e hospitais universitários também contam com programas de apoio para jovens e suas famílias.
Sempre Alerta! Você não está sozinho!
Bibliografia:
- A epidemia invisível: o aumento alarmante do suicídio no Brasil — Por Wagner Gattaz, publicado pela Veja em 19/09/2024. (último acesso em: 10/09/2025)
- Setembro Amarelo: ‘Não sofra sozinho’; veja onde procurar ajuda no DF — Por Daniela Ramos, publicado pelo g1 em 11/09/2023. (último acesso em: 10/09/2025)
- Setembro Amarelo: sinais de alerta para o suicídio na infância e adolescência — publicado por Pequeno Príncipe em 09/09/2022. (último acesso em: 10/09/2025)
- Setembro Amarelo: acolhimento é a melhor forma de prevenção ao suicídio — publicado por Pequeno Príncipe em 16/09/2022. (último acesso em: 10/09/2025)
- Setembro Amarelo: saiba como agir caso alguém busque apoio — publicado por Pequeno Príncipe em 23/09/2022. (último acesso em: 10/09/2025)
- Redes sociais: o dilema provocado por conexões frágeis para a juventude — Por Iza Carvalho, pelo Correio Braziliense, publicado por Estado de Minas em 27/09/2023 (último acesso em: 10/09/2025)
- Setembro Amarelo: Lidando com o tema na UEL — por Maju, publicado em Escoteiros do Brasil São Paulo em 15/09/2021 (último acesso em: 10/09/2025)
- Cartilha – Suicídio: Informando para Prevenir — por Campanha Setembro Amarelo® (último acesso em: 10/09/2025)
Escoteiros do DF nos Jogos da Juventude CAIXA Brasília 2025
Os Escoteiros do Distrito Federal participaram da abertura nos Jogos da Juventude CAIXA — a maior competição multiesportiva do país voltada à atletas de até 17 anos — conduzindo as quatro bandeiras nobres do evento: a dos Jogos da Juventude, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), do Distrito Federal e a do Brasil. E seguimos presentes durante toda a programação dos Jogos com nossos jovens atuando na cerimônia de entrega das medalhas!
Campeão olímpico nos Jogos Rio-2016, o jogador de vôlei Bruninho acendeu a pira dos Jogos da Juventude CAIXA Brasília 2025 na noite da última quarta-feira (10/09). O cenário de fundo foi a Catedral Metropolitana da capital federal, coroando uma abertura emocionante realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), diante de autoridades e delegações esportivas de todo o território nacional.
Organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio da Secretaria de Esportes e Lazer do GDF, esta edição promete ser histórica: são 4.700 atletas de 20 modalidades diferentes, celebrando o talento, o esforço, a juventude e o espírito esportivo que transformam o futuro do nosso país.
Veja a notícia completa no site dos Escoteiros do Brasil (Região do Distrito Federal).


50 anos de NTK: meio século de aventuras!
A história da NTK surgiu em 1975 com um pequeno galpão em São Paulo, algumas máquinas, 20 funcionários e um sonho. Mas foi em 2006 que viveu uma virada importante ao dividir suas operações em duas áreas: Nautika Coberturas e Nautika Comercial, voltada para camping e lazer.
A partir daí, o movimento acelerou muito! Rapidamente ultrapassaram os 2.000 itens em 2012, e, nesse mesmo ano, a marca já havia se consolidado e formado alianças estratégicas com as melhores marcas do mundo para distribuir seus produtos, tanto nacional quanto internacionalmente. A conquista foi grandiosa: expandir fronteiras e alcançar uma filial nos Estados Unidos, mostrando que determinação transforma pequenas histórias em grandes vitórias!
Depois dessa virada, a NTK não parou mais. Em 2013, seu nome passou a representar praticamente todo o portfólio da empresa. Em 2022, com a chegada da Merama, a marca ganhou novo fôlego para crescer no digital e fortalecer sua presença no mercado outdoor; já em 2023, reafirmou sua essência: inspirar as pessoas a viverem ao ar livre, aproveitando o sol, o vento e o contato com a natureza.
“Chegar aos 50 anos da NTK é uma conquista que vai além da nossa história como empresa. É sobre a relação de confiança que construímos com milhares de consumidores que acreditam no nosso propósito de tornar a vida ao ar livre mais acessível, confortável e inesquecível. Seguimos comprometidos em inovar, cuidar das pessoas e inspirar novas aventuras.”
— Guilherme Braziel, gerente de Marketing do Grupo Nautika

Quem diria que aquela empresa que começou num pequeno espaço virou a queridinha dos campistas e escoteiros? Justamente por isso que esse aniversário tão importante merece ser comemorado e quem ganha o presente é você!
A NTK lançou um desafio junto aos Escoteiros do Brasil para mostrar o que é “Escoteiro sendo Escoteiro”!
O desafio propõe que jovens de todos os ramos criem vídeos curtos, de até 30 segundos, trazendo toda a energia do Escotismo: espírito de equipe, amor pela natureza, vontade de servir e a alegria das atividades de camping; tudo aquilo que expresse os valores escoteiros!
Os mais criativos e divertidos de cada ramo vão ser premiados com um KIT NTK exclusivo: com mochila, garrafa e lanterna!
Quer participar? Então fica de olho nas datas:
09/09/2025: início do desafio!
17/09/2025: encerramento do recebimento dos vídeos
22/09/2025: divulgação dos ganhadores!
Confira as regras do desafio e participe!
ATUALIZAÇÃO: conheça os vencedores do Desafio!
Os jovens selecionados pela equipe da NTK foram:
Ramo Lobinho:
João Lucas Duarte Santiago — Alcatéia Maracajá, do G.E Potiguara 63/RJ
Ramo Escoteiro:
Elizabeth Beatriz Cardoso Ordonho — Tropa Escoteira Rockwell, do G.E Tulip 316/PB
Érico Valentin Martins de Aguiar — Tropa Escoteira Imbuia, do G.E Ipê Amarelo 14/SC
Ramo Sênior:
Alice Senhem Silveira — Patrulha Umibozu, G.E do Mar Ilha dos Lobos 159/RS
Ramo Pioneiro:
Laise Maria Veras Lemos — Clã Pioneiro Clãrear, do Ar Padre Vermin 33/RJ
Parabéns a todos que participaram! ⚜️
Adultização e proteção infantojuvenil: a atuação dos Escoteiros do Brasil no cuidado com os jovens
Com a preocupação crescente em torno do bem-estar infantojuvenil, os Escoteiros do Brasil atuam com firmeza para proteger seus jovens, oferecendo um ambiente seguro para que possam atingir seu pleno desenvolvimento e uma rede de apoio para as famílias. Veja a seguir como:
- Atividades planejadas para respeitar a idade de cada jovem e seu nível de desenvolvimento, sem antecipar responsabilidades ou comportamentos adultos.
- Valorização da infância e adolescência com brincadeiras, desafios e aprendizados adequados, em um ambiente que estimula o respeito a si mesmo e aos demais, garantindo a manifestação de suas individualidades e prevenindo práticas potencialmente perigosas à saúde física e mental.
- Regras claras de conduta e canais seguros para denúncias, intervenção e acompanhamento de qualquer situação de risco.
- Formação contínua dos adultos voluntários sobre proteção infantojuvenil; Nossos voluntários são na maioria dos casos, os pais e mães dos membros juvenis e recebem treinamentos não apenas para identificar situações de risco, mas também para serem proativos na prevenção de qualquer ocorrência que comprometa a integridade de nossos jovens.
Leia na íntegra o documento Proteção em Primeiro Lugar: Como os Escoteiros do Brasil Cuidam dos Jovens
Mitos e verdades sobre Escotismo
A imagem do escoteiro disseminada por meio de filmes e da cultura pop ajudou a criar alguns estereótipos sobre o Escotismo e também reforçando alguns mitos. Sabe aquela historinha do “escoteiro que vende biscoito”…? Então, nessa mesma linha.
A questão é que além desse, outros mitos (e algumas dúvidas genuínas) também vieram ao longo do tempo… E sim, alguns até têm um fundo de verdade! Pensando nisso, preparamos uma seleção com 3 verdades e 3 mitos sobre o Movimento Escoteiro para te ajudar a entender melhor como ele realmente funciona. Leia abaixo e veja se consegue acertar todos!
1. Só crianças podem ser escoteiros
MITO! Os Escoteiros do Brasil são divididos em Ramos, que reúnem os jovens conforme a faixa etária e nível de desenvolvimento individual. São eles:
- Ramo Filhotes: de 5 e 6 anos que queiram descobrir o mundo brincando, em família e com amigos.
- Ramo Lobinho: de 6,5 até 10 anos que tenham energia para brincar e aprender coisas, coletivamente, com os amigos na Alcateia.
- Ramo Escoteiro: 11 até 14 anos que queiram descobrir novos territórios e experiências com um grupo de amigos.
- Ramo Sênior: 15 até 17 anos que estejam preparados para viver aventuras e superar desafios.
- Ramo Pioneiro: de 18 até 22 anos que desejem explorar o mundo e ampliar horizontes.
A partir dos 18, qualquer pessoa pode atuar como adulto voluntário, sem limite máximo de idade!
2. O escotismo forma laços em todo o mundo
VERDADE! O Movimento Escoteiro está em mais de 170 países espalhados no mundo todo. Todos unidos pelos princípios e valores de Baden-Powell, cada um adaptando o Programa Educativo conforme sua cultura e rotina, mas sempre com a mesma missão de deixar um mundo um pouco melhor do que o encontrou!
Inclusive, é bastante comum o intercâmbio entre escoteiros através de eventos mundiais (como Moot, Jota Joti e Jamboree). Diversos países também possuem Centros Escoteiros que podem ser visitados ou onde é possível realizar um intercâmbio, atuando no dia a dia conforme as necessidades locais. Nesses contextos, o Passaporte Escoteiro funciona como uma carta de apresentação internacional que identifica que você é membro do Movimento Escoteiro, facilitando sua participação e integração em atividades escoteiras ao redor do mundo. Veja mais sobre essa temática aqui!

3. Todo distintivo é uma insígnia ou especialidade?
MITO! Claro, a maioria dos distintivos e insígnias são associados a especialidades e grandes feitos. Mas alguns são comemorativos, sendo exclusivos de eventos ou de grupos, muitos também são trocados entre escoteiros para aumentar suas coleções! Essa troca também é bem comum com lenços 😄
4. Todo escoteiro sabe sobre sobrevivência
VERDADE… Mas CALMA LÁ! Isso não quer dizer que todo e qualquer escoteiro vai ser um expert em sobrevivência na selva ou algo do gênero!

O Método Educativo Escoteiro é baseado na autonomia e desenvolvimento de habilidades para a vida, dentre elas, técnicas de primeiros-socorros, sobrevivência na natureza e afins. Ou seja, pelo menos uma base sobre essas competências todo escoteiro vai ter!
5. Escotismo ajuda nos estudos?
VERDADE! Escotismo ajuda no desempenho escolar, desenvolvendo responsabilidade, foco, organização, trabalho em equipe, dentre outras habilidades. Além disso, ajuda a lidar com pressões e desafios (como provas e trabalhos) de uma maneira mais confiante e equilibrada.
6. O escoteiro precisa ser sempre exemplar.
MITO! O Escotismo é sobre desenvolvimento e crescimento pessoal, e nisso se inclui o aprendizado com os próprios erros. A Lei Escoteira é uma bússola para guiar os jovens, e não limitá-los! O importante é estar “sempre alerta”, não “sempre impecável” 💚

01 de agosto: Dia Mundial do Escotismo
Dia 1º de agosto é comemorado por escoteiros de todas as idades e nacionalidades, homenageando a data em que aconteceu o 1º acampamento escoteiro do mundo, na Ilha de Brownsea. Para saber mais sobre essa data, clique aqui!
Graças à iniciativa de Baden-Powell de tornar seu sonho realidade, e da ousadia daqueles 22 jovens que decidiram viver algo novo, hoje temos um Movimento sem fronteiras dedicado a ensinar os jovens a trilharem seu próprio caminho!
Acampar é um simbolismo de aprender na prática.
Conectar é criar laços e pertencimento.
Explorar é ampliar horizontes com coragem.
O Escotismo é sobre viver experiências que transformam o mundo e a si mesmo.
Não deixe essa data passar em branco!
Baixe nossos wallpapers comemorativos aqui!
Premiação Seed Of Hope: Jovem Alice Feijó
Já pensou embarcar para a Coreia do Sul só pra viver a aventura do Jamboree Mundial 2023 — e, despretensiosamente, compartilhar uma ideia que te faria voltar em 2025 como destaque em um projeto global?
Foi o que aconteceu com Alice Queiroga Feijó. A jovem de 17 anos é Guia no Grupo Escoteiro Audazes/RJ participou do Jamboree Mundial Coreia em 2023 e lá conheceu o projeto GG Friends, na qual seguiu participando mesmo após seu retorno ao Brasil.
Ela relata que no próprio evento já haviam alguns jovens recrutando escoteiros de outros países para fazer parte, então inscreveu-se e desde o final de 2023 esteve engajada fazendo algumas tarefas nessa plataforma de intercâmbio online relacionadas à cultura do Brasil, além de temáticas relacionadas ao meio ambiente, história e geografia. Nesse ano, fez uma tarefa sobre uma “missão” onde deveríamos discutir um tema específico relacionado à sustentabilidade — chamada de “Seed Of Hope” — que concorria a um prêmio do Ministro do Meio Ambiente da Coreia.
E Alice ganhou com um vídeo que explica sobre geografia, questões ambientais e culturais do Brasil ao mesmo tempo que traz com muito humor e leveza sua proposta de sustentabilidade relacionada a mudanças climáticas. Veja a seguir:
Logo no segundo dia, entre passeios e novas paisagens, encontrou um tempo para trabalhar em uma apresentação de slides sobre o Brasil. No dia seguinte, dedicou-se à criação de mais uma apresentação, dessa vez sobre sua própria trajetória, que seria compartilhada com estudantes coreanos.
Certificado de Excelência
Concedido a Alice Feijó (Brasil)
Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, este certificado é concedido em reconhecimento à sua destacada contribuição para o concurso de ideias criativas para salvar o planeta.
Sua proposta, uma semente de esperança, recebeu o maior apoio público e foi celebrada por sua visão inspiradora e potencial de impacto.
Em homenagem a essa conquista, o Ministro do Meio Ambiente tem o orgulho de conceder este prêmio.
11 de julho de 2025
Kim, Wansun
Ministro do Meio Ambiente da República da Coreia
No quarto dia, trocou de hospedagem para vivenciar em primeira mão a experiência completa da universidade; desde o alojamento estudantil até as atividades! Nos dias seguintes organizou reuniões com jovens de diferentes países, conheceu estudantes coreanos e participou de uma conversa com o professor Alexander Murphy, da National Geographic.
Mas o ápice veio no dia 11 de julho: quando Alice recebeu oficialmente o prêmio pelo projeto desenvolvido no Seed of Hope, usando orgulhosamente o lenço da União dos Escoteiros do Brasil! Na mesma ocasião, a embaixadora do Brasil deu uma palestra para o público coreano sobre nosso país.
E se você achou que acabou por aí, achou errado! Antes de voltar ao Brasil, no dia 13, ainda teve tempo para um encontro especial com sua amiga Renata, escoteira mexicana, que tinha acabado de chegar à Coreia. Apesar de pouco tempo, conseguiu marcar esse momento especial entregando a ela um lenço da União dos Escoteiros do Brasil — com direito ao Nó da Amizade! — mostrando que o afeto atravessa fronteiras!

Nesta entrevista, conversamos com Alice sobre essa experiência única e como foi vivê-la!
Você imaginava, lá no Jamboree de 2023, que essa viagem teria uma “parte dois”?
AF: Na saída do Jamboree de 2023 na Coréia do Sul, eu fui chamada por alguns estudantes coreanos pra fazer parte do projeto online, então quando fui selecionada para ir em 2024, eu não acreditei! Eu nunca tinha pensado que eu poderia voltar pra Coréia naquele ano (2023), então foi uma sensação muito boa e surpreendente.
Imagino que você já falou várias vezes sobre, mas nas suas próprias palavras: o que era exatamente a proposta que você enviou para o projeto Seed of Hope?
AF: A proposta que eu enviei consistia em uma análise sobre um tema relacionado ao meio ambiente, e eu escolhi o tema da mudança climática. Nesse projeto, eu tinha que falar do meu país, a importância, a prática, maneiras que posso mudar a situação atual e com que apoio eu posso contar.
O que mais te marcou nessa segunda viagem à Coreia do Sul?
AF: O que mais me marcou nessa viagem foi o fato de muitos estudantes coreanos não terem um conhecimento muito vasto sobre Geografia como temos no Brasil. Num papo com o ex-presidente da Associação Americana de Geografia e professor colaborador da National Geographic, Alexander Murphy, ele me contou bastante sobre a pouca valorização educacional do assunto em muitos países.

Qual foi a sua reação quando soube que seu projeto teve o maior apoio público? E quando descobriu que foi premiada?
AF: Quando descobri o tanto de gente que estava me apoiando, eu fiquei muito emocionada! Meus amigos, professores, colegas, família e as pessoas que conheci no movimento escoteiro estavam sempre ali para mim, e me mostraram que eu realmente merecia aquele prêmio. Quando eu li que tinha sido premiada, fiquei muito surpresa; tinham muitos trabalhos bons, então fiquei muito feliz de saber que o meu estava tão à altura dos outros projetos.
Que mensagem você gostaria de deixar para os jovens que, assim como você, têm ideias transformadoras, mas ainda não encontraram oportunidade?
AF: Eu gostaria de afirmar que com certeza, uma oportunidade virá, não importa o momento ou a forma! A frase que sempre levo comigo é a do ativista Malcolm X: “As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram as que mudaram o pensamento dos homens a respeito de si mesmos”.
E agora, depois desse reconhecimento, quais são seus próximos passos? Já tem novos planos?
AF: Meus próximos passos não estão definidos ainda, mas no futuro, quero seguir uma carreira em que posso ajudar o máximo de pessoas possíveis, afinal, sou escoteira!
Faça como a Alice e participe do GG Friends, a instituição sempre compartilha em suas notícias novas oportunidades como esta para conseguir fazer esse intercâmbio cultural!
Resultado: Delegado(a) Jovem na 29ª Conferência Escoteira Interamericana
O processo seletivo para escolha de um jovem para atuar como delegado(a) na 29ª Conferência Escoteira Interamericana finalmente chegou ao fim!
Após criteriosa análise das candidaturas, informamos que o jovem Lucas Lahoni foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração Nacional da União dos Escoteiros do Brasil para atuar como Candidato a Conselheiro Juvenil na 29ª Conferência Interamericana, que será realizada presencialmente em Curaçao de 30 de outubro a 2 de novembro de 2025.
Agradecemos à Rede Nacional de Jovens Líderes pela condução do processo e reiteramos nosso compromisso com a participação ativa dos jovens em espaços de decisão e representação.
18 de junho: Dia do Orgulho Autista #EscotismoParaTodos
O reconhecimento e a inclusão de pessoas autistas na sociedade são conquistas em constante construção. Algumas datas foram instituídas para fomentar a importância dessas pautas: o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril (instituído pela ONU em 2007) e o Dia do Orgulho Autista, 18 de junho, criada em 2005.
Em 2025, a campanha nacional para a conscientização do autismo traz uma mensagem clara: “Informação gera empatia, empatia gera respeito!”. Apesar do aumento de diagnósticos e da disseminação de informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o desconhecimento e os preconceitos ainda persistem, tornando essencial a promoção de diálogos e ações que garantam uma sociedade mais inclusiva e acessível.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos). Por tratar-se de um espectro, pode se manifestar de muitas formas diferentes em cada indivíduo, indo do nível de suporte 1 (mais baixo) ao nível de suporte 3 (mais alto). Há pessoas com nível de comprometimento muito alto, além de comorbidades e condições associadas — por exemplo: epilepsia, distúrbios do sono e até mesmo Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) — e pessoas que levam uma vida comum e com independência, às vezes sem nunca chegar a descobrir que são autistas por não serem diagnosticadas.
A falta de conhecimento sobre o TEA reforça estereótipos e dificulta o desenvolvimento socioemocional, impactando diretamente as oportunidades dessas pessoas no meio acadêmico e profissional.
Diante desse cenário, é fundamental que a inclusão ocorra em todas as esferas sociais e se traduza em ações concretas que garantam um ambiente acolhedor às diferenças. No Escotismo, a inclusão é um valor essencial, e estamos sempre buscando melhorar nossas ações para a construção de uma sociedade melhor e mais justa para todas as pessoas.
“Nossa proposta educativa está aberta a todos os jovens, sem nenhum tipo de distinção, com visão inclusiva que atende e valoriza a diversidade.” Projeto Educativo, 2021.
Atualmente contamos com nossa Política de Diversidade e Inclusão, o Programa de Proteção Infantojuvenil e a Política Nacional de Espaços Seguros, além do Projeto Educativo.
Veja a seguir os relatos inspiradores de como o Escotismo mudou a vida de jovens autistas!
Depoimento de Gladys – Mãe do Davi – Grupo Escoteiro: 16⁰ GE “Barão de Teffé”

Sou mãe do Davi, um menino autista de 12 anos que entrou para o Movimento Escoteiro aos 6 anos e meio.
No início, ele enfrentava uma forte seletividade alimentar e não gostava de ter contato com terra, lama ou mato. Por isso, havia uma dúvida no ar: será que ele se sentiria bem e acolhido no grupo?
Para nossa alegria, desde o começo foi recebido com muito carinho no 16⁰ GE “Barão de Teffé” e conseguiu superar cada desafio.
No escotismo, Davi encontrou um espaço onde pode ser ele mesmo, desenvolver sua autonomia, aprender a trabalhar em equipe e fortalecer suas habilidades sociais.
Hoje, é um menino confiante, comunicativo e feliz!
Depoimento de Cristina Werkman – Mãe do Henry Galhardo Werkman – Grupo Escoteiro: 180º Grupo Escoteiro do Ar — Professor Verdussen – CTA – São Paulo (São José dos Campos)

Somos uma família escoteira, os ensinamentos de BP pelo método escoteiro possibilitaram o incentivo da autonomia e crescimento do Henry. […]
Ter um autista na tropa é um desafio para chefes, patrulheiros e monitores/sub monitores… Mas com a presença e suporte dos pais como voluntários presentes e ativos no grupo (como apoio em outros setores), existe maior facilidade para a adaptação do jovem na tropa (e a certeza que caso seja necessária alguma ajuda, eles estão presentes).
O desenvolvimento dentro do movimento foi importante pelos chefes que acolheram e incluíram ele nos grupos; na tropa que atualmente está, os chefes apoiam as ideias de projeto dele que sempre tem de ter os amigos juntos.
Ele também foi o ganhador do Aldo Chiorato do ano passado, de 2024 — contava copinhos que os alunos jogavam fora e fez um projeto de meses na escola para todos adotarem um copo permanente e ganhou o prêmio.
Participou do Jamboree do Centenário com o acompanhamento de uma AT (acompanhante terapêutica) para ajudar na interação e interpretar/traduzir. Foi uma “virada de chavinha” tanto para o Henry como para os amigos que foram, e voltaram muito mais unidos com muitas ideias para projetos e crescimento pessoal. Henry voltou encantado com jogo de xadrez e quebra-cabeça que ficavam disponíveis para os jovens jogarem no evento.
Acho importante pontuar que o envolvimento da família é essencial. Existem jovens autistas que têm um comprometimento maior no espectro, e nem sempre conseguem acompanhar as atividades. Pais são fundamentais como o apoio ao chefe e ao jovem… Não pai que trate de bebê, mas pai que ajude ensinando como é o filho; mas dependendo da compreensão e domínio de convívio social, o movimento escoteiro é fantástico para este desenvolvimento e vai depender de cada jovem.
Informação e empatia gera respeito, que se traduz em acessibilidade e oportunidades!
Pequenas atitudes no dia a dia fazem a diferença: respeitar a comunicação, compreender sensibilidades e evitar julgamentos são alguns deles. É assim, de pouquinho em pouquinho, que cumprimos a missão de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos.
Leia aqui mais relatos relacionados ao tema no Movimento Escoteiro:
- Família conta a diferença que o Escotismo faz na vida de uma criança com autismo
- Dia Mundial da Conscientização do Autismo
- Autismo e Escotismo: um mundo de inclusão social
- Dia Mundial do Autismo é celebrado pelo Movimento Escoteiro
- Notícia de G1: Jovem autista atinge nível mais alto em escotismo nos EUA
REFERÊNCIAS:
- Informação, empatia e respeito — Um chamado para o Dia Mundial do Autismo 2025
- Não há um único fator por trás do aumento nos casos de autismo; entenda — Folha de S. Paulo
- Entendendo o DSM-5 e os critérios para diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista (TEA), suas características e graus
- DSM-5 TR E CID-11 – DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
- Família conta a diferença que o Escotismo faz na vida de uma criança com autismo
- Dia Mundial da Conscientização do Autismo
- Autismo e Escotismo: um mundo de inclusão social
- Dia Mundial do Autismo é celebrado pelo Movimento Escoteiro
- Notícia de G1: Jovem autista atinge nível mais alto em escotismo nos EUA


