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10 Escoteiros famosos na história

10 Escoteiros famosos na história

Durante a juventude, sempre temos aquele ídolo que olhamos e pensamos: “quero ser como ele!”. Famosos que vão de cientistas a chefes de Estado, de estrelas do cinema e da música a atletas, sempre há alguém que nos inspira. O que muita gente não sabe é que vários desses nomes começaram sua trajetória no escotismo! 

As experiências vividas no movimento escoteiro—seja em aventuras ao ar livre, desafios em equipe ou projetos comunitários—ajudaram a moldar grandes personalidades que marcaram a história. Conheça 10 escoteiros que foram além do lenço e deixaram sua marca no mundo!

1. Martin Luther King Jr.: antes de ser eternizado na história como um dos maiores símbolos da luta pelos direitos civis e da igualdade racial com seu icônico discurso “Eu Tenho um Sonho”, MLK já liderava serviços ao próximo no escotismo, valores que levaria para toda a vida.

2. Angela Davis: outra importante figura pelos direitos civis e igualdade racial, ela atribui grande parte de seu engajamento político à sua experiência nas Girl Scouts. Como escoteira, participou de protestos contra a segregação racial em Birmingham.

3. Taylor Swift: uma das maiores estrelas do pop e vencedora de vários Grammys, foi membro das Girl Scouts na infância. Ela não esqueceu suas raízes e em 2018 distribuiu ingressos gratuitos para seu Reputation Tour a tropas de escoteiras de Connecticut.

4. Paul McCartney: um dos maiores ícones da história da música, era um escoteiro tão dedicado que perdeu seu primeiro show com os Quarrymen (banda que tinha com John Lennon antes dos The Beatles) porque tinha uma reunião de sua tropa de escoteiros naquela noite. Em entrevistas, já disse que seu tempo de escoteiro inspirou as músicas “Eleanor Rigby”, “That Was Me”, “Mother Nature’s Son” e “Blackbird”.

5. Bill Gates: famoso por cofundar a Microsoft e por sua filantropia, relembrou sua experiência no Escotismo ao receber o Silver Buffalo Award em 2010, ele disse que “não era bom em caminhadas nem em cozinhar, mas o desafio de me superar foi o mais importante.”

6. Harrison Ford: o eterno Indiana Jones e Han Solo, foi um escoteiro dedicado e alcançou o título de Life Scout, a 2ª maior condecoração dos Boy Scouts of America! Suas habilidades de escoteiro e aviador o ajudaram a resgatar algumas pessoas, incluindo um escoteiro chamado Cody Clawson, presos em florestas ou trilhas.

7. Mayra Aguiar: a atleta judoca nascida em Porto Alegre, tricampeã mundial em 2014, 2017 e 2022, e campeã pan-americana de 2019 e 1ª atleta feminina brasileira a ganhar uma medalha no Judô e também por conquistar três medalhas olímpicas em uma modalidade individual! Ela foi escoteira no Grupo Escoteiro Charruas, 003/RS.

8. Carrie Fisher: Coincidentemente, a parceira romântica de Han Solo em Star Wars, a Princesa Leia (ou General Organa, para as novas gerações), também foi interpretada por uma escoteira! A atriz foi escoteira na infância e, ao longo da vida, lutou pela desestigmatização da saúde mental, recebendo o Prêmio de Realização Vitalícia em Humanismo Cultural de Harvard em 2016. Sua mãe, Debbie Reynolds, também foi escoteira e líder das Girl Scouts.

9. Leandro Hassum: um dos maiores nomes do humor brasileiro, é ator, comediante, roteirista, produtor, apresentador e dublador, mas sua trajetória vai além dos palcos e das telinhas. Antes de conquistar o público com seu carisma e talento, Leandro foi escoteiro, experiência que ele sempre faz questão de ressaltar como uma parte importante de sua formação pessoal. Foi essa vivência que inspirou sua criação do personagem “Suzano”, na série “B.O”

10. Sabrina Sato: a multifacetada apresentadora, atriz, modelo, empresária, influenciadora digital e um dos grandes ícones do Carnaval brasileiro (como rainha de bateria de várias escolas de samba), também tem em seu currículo uma passagem marcante pelo Movimento Escoteiro! Sem dúvida, os princípios do Escotismo ajudaram ela a se tornar uma das figuras mais carismáticas do Brasil.

Esses escoteiros famosos mostram como o escotismo pode influenciar a vida de maneiras inesperadas. As experiências e valores que adquiriram no Movimento impactaram suas trajetórias, seja em ter a coragem necessária para enfrentar grandes desafios ou em inovar em suas áreas de atuação.

Caso você esteja curioso, pode algumas listas:

Quer saber mais sobre outros escoteiros famosos na história?

Fique de olho aqui e em nossas redes sociais. 

FAQ: 5 perguntas que todo mundo faz sobre escotismo

O escotismo é o maior movimento juvenil e de educação não-formal do mundo, presente em mais de 170 países e impactando milhões de crianças, jovens e adultos por gerações desde sua criação em 1907. Com mais de um século de história, segue despertando curiosidade e, claro, gera muitas perguntas! Afinal, como funciona? Quem pode participar? Precisa saber acampar? 

Se você já teve essas ou outras dúvidas, chegou ao lugar certo! Aqui, respondemos às perguntas mais comuns sobre o Escotismo e desvendamos mitos que muita gente ainda acredita.

O que um escoteiro faz?

Na verdade, é mais fácil responder: o que um escoteiro não faz?  Isso porque além de estar sempre disposto a ajudar o próximo, Robert Baden-Powell usou a palavra “escoteiro” por ser uma maneira genérica a se referir a explorador, montanhista, mateiro, navegante, guia, pesquisador e todo aquele que “vai à frente” para abrir caminho aos demais… E fazem tudo isso até hoje? Sim! Mas (obviamente) você quer saber como. Por isso, vamos descrever algumas das atividades que os escoteiros fazem:

  • Aventuras ao ar livre: acampamentos, trilhas, navegação, orientação com mapas e bússolas, e também aeromodelismo!
  • Habilidades manuais e desafios técnicos: nós e amarras, construções rústicas e uso de ferramentas, pioneirias (atividades e conhecimentos para construção de diversas ferramentas, objetos e itens que podem ajudar em acampamentos… Ou para fazer você virar o próximo MacGyver!)
  • Sobrevivência e primeiros socorros: aprendizado de técnicas essenciais para lidar com emergências.
  • Trabalho em equipe: você estará inserido em um pequeno grupo que viverá suas aventuras coletivamente e será parte de uma Fraternidade Mundial de Escoteiros.
  • Atividades divertidas:  jogos, desafios, esportes e afins, tudo isso enquanto você compartilha essas experiências com outros escoteiros.
  • Projetos comunitários: ações sociais, campanhas ambientais e voluntariado.
  • Trocas culturais: além de todas as atividades citadas anteriormente, há diversos eventos onde se pode conhecer pessoas de diferentes locais e culturas.
  • Desenvolvimento de liderança: tomada de decisões, organização de eventos e trabalho em equipe.

O Método Educativo Escoteiro é um sistema de autoeducação progressiva, complementar à família e à escola, baseado na interação de diversos componentes articulados entre si, em que muitos derivam dos valores escoteiros.

Precisa saber acampar?

Não! Acampamentos são apenas uma parte do Escotismo. 

O Movimento envolve muitas outras atividades, como jogos, projetos comunitários, desafios de sobrevivência, tecnologia, e até mesmo arte. O importante é estar sempre aprendendo e ter o foco de construir um futuro e um mundo melhor.

É só sobre acampar e fazer nó?

Não, o Escotismo é muito mais do que apenas acampar e fazer nós! 

Embora acampamentos e atividades ao ar livre sejam uma parte importante, como tratamos acima, o Movimento envolve uma ampla gama de atividades (como jogos, projetos comunitários, desafios de sobrevivência, tecnologia) que te convida a aprender novas habilidades, explorar novos lugares e compartilhar experiências com outras pessoas — uma forma divertida de descobrir realidades diferentes e criar amizades para toda a vida! O importante é sempre estar em busca de uma versão melhor do mundo e de si mesmo.

Quem pode participar?

Todos!

O Escotismo é um movimento feito por jovens e para jovens, mas a presença dos adultos nos ajuda a garantir um ambiente mais seguro para todos. Sendo assim, não tem idade e, a partir dos 5 anos, qualquer pessoa é bem-vinda, não importando a cor, etnia, orientação sexual ou credo.

Os Escoteiros do Brasil são divididos em Ramos, que reúnem os jovens de acordo com a  faixa etária e nível de desenvolvimento individual. São eles: 

  • Ramo Filhotes: crianças de 5 e 6 anos que queiram descobrir o mundo brincando, em família e com amigos.
  • Ramo Lobinho: crianças de 6,5 até 10 anos que tenham energia para brincar e aprender coisas, coletivamente, com os amigos na Alcateia.
  • Ramo Escoteiro: crianças e adolescentes de 11 até 14 anos que queiram descobrir novos territórios e experiências com um grupo de amigos.
  • Ramo Sênior: adolescentes e jovens de 15 até 17 anos que estejam preparados para viver aventuras e superar desafios.
  • Ramo Pioneiro: jovens de 18 até 22 anos que desejem explorar o mundo e ampliar horizontes.

Além disso, a partir dos 18 anos, qualquer pessoa pode atuar como adulto voluntário, sem limite máximo de idade. Para isso, basta ter disponibilidade nos dias de atividade e poder dedicar-se ao preparo das atividades, adorar o contato com a natureza, com crianças, adolescentes e jovens e compartilhar de nossos Princípios e Valores. 

Quanto custa ser Escoteiro?

As taxas podem variar dependendo do grupo e da região. Normalmente, elas são divididas em algumas categorias principais:

  • Taxa de Registro Nacional: Valor pago anualmente para a União dos Escoteiros do Brasil, que cobre o registro associativo, o seguro e acesso às atividades. Esses valores são fixados anualmente, sendo R$86,00 no ano de 2025.
  • Taxa individual dos Grupos Escoteiros: Cada grupo pode definir uma taxa para cobrir despesas operacionais, manutenção da sede, materiais para atividades e outros custos internos. Essa taxa pode ser mensal, trimestral ou anual. Os valores variam de R$10,00 à R$70,00 reais mensais.
  • Taxas de Atividades: Algumas atividades específicas, como acampamentos, cursos e eventos regionais ou nacionais, têm custos adicionais, cobrados individualmente, de acordo com a participação. Geralmente um acampamento de final de semana, com alimentação, tem um custo entre R$50,00 e R$100,00 reais.

Vale lembrar que a proposta é que os jovens viabilizem financeiramente as atividades através de projetos financeiros, com apoio de seus familiares, seu grupo escoteiro, possibilitando assim a participação de todos nas atividades propostas por eles.

Os Escoteiros do Brasil possuem políticas de isenção, veja mais sobre aqui. Caso ainda esteja com dúvidas, confira essa possibilidade com a sua Unidade Escoteira Local.

Todo escoteiro já foi alguém com muitas perguntas sobre o Movimento!
24° Jamboree Mundial Escoteiro, Summit Bechtel Reserve, West Virginia, Estados Unidos. // Gabriel Rodrigues

Se você quer participar de um universo rico e repleto de aventuras e desafios, onde sempre há algo novo para explorar e aprender com a convivência em equipe, você será mais do que bem-vindo no Escotismo! 

Caso ainda restarem dúvidas, confira nossa página oficial de FAQ — sua pergunta pode já ter sido respondida por lá! Se não encontrar a resposta que procura, entre em contato conosco através de nossos canais oficiais:

Telefones: (41) 3353-4732 ou 0800 001 2016 

WhatsApp: (41) 3090-7931

E-mail: [email protected] 

De onde surgiu o estereótipo de escoteiros venderem biscoito?

Se cada escoteiro recebesse um real cada vez que ouviu “mas vocês vendem biscoito?” provavelmente já teríamos muitos milionários entre nós. E embora muitos ainda revirem os olhos ao responder à pergunta, você sabe dizer o porquê esse estereótipo ficou tão forte no imaginário popular?

Girl Scouts mostrando sua barraca de venda de biscoitos em 1960 - Crédito: Girl Scouts of America
Girl Scouts mostrando sua barraca de venda de cookies em 1960 – Crédito: Girl Scouts of America

Essa história começa em 1917, cinco anos após Juliette Gordon Low fundar as Girl Scouts nos Estados Unidos, para financiar as atividades das tropas. A tropa Mistletoe — de Oklahoma — assou biscoitos e os vendeu na cantina de sua escola. Essa iniciativa deu tão certo que na década de 20 já tinha conquistado todos os EUA: isso porque em 1922, a revista The American Girl, publicada pelas Girl Scouts dos EUA, compartilhou uma receita e sugestão de preço de venda.

Nos anos 1930, transformaram essa venda em uma estratégia de marketing e arrecadação de fundos oficial, produzindo em grande escala. Esse cenário mudou durante os anos 40, devido à escassez de ingredientes causada pela Segunda Guerra Mundial e só voltou ao normal no final da década. As bolachas já haviam atingido outro patamar como negócio no início dos anos 50, e, com o crescimento dos subúrbios na América do pós-guerra, as meninas começaram a vendê-los em mesas montadas em shoppings (e é justamente daqui que vem aquelas cenas bem típicas que vimos em muitos filmes e séries). E a história continua até hoje!

Veja aqui a linha do tempo completa da história no site oficial das Girl Scouts

E por que essa pergunta do biscoito ainda é tão frequente mesmo aqui, na outra ponta do continente?

As Girl Scouts dos EUA têm mais de 100 anos de tradição com seus icônicos biscoitos, como essa prática é muito comum dos EUA, não é comum ver escoteiras (ou escoteiros) produzindo e vendendo biscoitos seja no Brasil ou em outros países.

Porém, devido à forte influência da mídia americana, é fácil (e esperado) que quem nunca teve contato com escotismo acabe assimilando essa prática com o Movimento e acabe reforçando esses estereótipos como prática geral do Escotismo, mesmo que em outros países. 

Mas você sabia que nós também já tivemos nossa própria produção de biscoitos?

Em 1986, no Rio Grande do Sul, foi realizada uma parceria dos Escoteiros do Brasil com a empresa Pavioli para produção e comercialização de bolachinhas com caixas exclusivas vendidos por escoteiros do estado do Rio Grande do Sul.

Todo o desenvolvimento teve o apoio da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado, através do Secretário Substituto Antonio Carlos Hoff, que também desempenhava as funções de Diretor Financeiro da UEB-RS. Os fundos revertidos dessa ação tinham como objetivo pagar inscrição, deslocamento e outras taxas dos escoteiros envolvidos nas vendas para o Jamboree de 1986. 

A ideia era criar uma fórmula inédita, rica em vitaminas, e que com o apoio da Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado (CIENTEC) também efetuasse as análises das matérias primas utilizadas na confecção dos biscoitos. Foram finalizadas duas fórmulas: uma amanteigada e outra com sabor de amendoim. 

Embora o preço fosse relativamente alto, havia uma justificativa: os biscoitos eram de alta qualidade e considerados artesanais. Em valores atualizados, cada caixa era vendida por cerca de R$ 13,00, com um custo aproximado de R$ 4,00. O resultado líquido de R$ 9,00 por unidade era distribuído da seguinte forma: R$ 3,00 para a Região Escoteira, R$ 1,50 como crédito para o jovem na Loja Escoteira e R$ 4,50 destinados ao Grupo Escoteiro.

O projeto iniciou em 1985 com as tratativas, mas foi a público em 86. A “Campanha do Biscoito” , em 1985, que se desenvolveu até o início de dezembro — quando foi encerrada — possibilitou o pagamento total ou parcial de taxas para o Jamboree do Cone Sul e Brasil para várias centenas de escoteiros. Foi vendido um total de 44.453 caixas por 51 Grupos Escoteiros.

Documentos oficiais do lançamento da Campanha do Biscoito Escoteiro, no Boletim Quero-quero da Região Escoteiro do RGS nº 83 de junho/1986.

Até o dia 31 de julho já havia sido vendidas as primeiras caixas da “Campanha do Biscoito Escoteiro”! 

Os grupos campeões de venda até essa data foram: 

  • Bento Gonçalves — com 2.360 caixas 
  • 8º Distrito Escoteiro de Erechim — com 2.000 caixas
  • Isaac Bauler — com 1.800 caixas
  • Léo Borges Fortes — com 1.600 caixas
  • Cruzeiro do Sul (São Leopoldo) — com 1.540 caixas
  • Georg Black — com 1.300 caixas
  • Tabajara (São Marcos) — com 1.000 caixas
  • Marechal Rondon — com 991 caixas
  • Albert Shweitzer — com 800 caixas
  • 3º Distrito de Taquari — com 562 caixas

Para dar continuidade a campanha foi encaminhado a empresa Paviolli um pedido de mais 15.000 caixas no valor correspondente a hoje R$ 20.000,00. Definitivamente um sucesso!

A embalagem foi criada pela empresa Centro Propaganda, cujo sócio era o escotista Diki Schertel, e estampava atividades escoteiras do Grupo Escoteiro Isaac Bauler, em fotos tiradas no Parque Saint Hilaire.  Coincidentemente, no final da campanha, o campeão de vendas foi esse mesmo grupo! 

O 2º lugar ficou com o GE. Bento Gonçalves, também de Porto Alegre, e o 3º com o GE. Tibiriçá, de Canoas. Fora do pódio, mas ainda assim com um desempenho notável: o 4° lugar do GE. Georg Black, também da capital gaúcha, e o 5º lugar do GE. Cruzeiro do Sul, de São Leopoldo.

A caixa personalizada trazia o espírito escoteiro! – Imagens: acervo pessoal de Lídia Cordeiro (Reg UEB 53742-0)

Com o sucesso de vendas de 45.000 caixas de biscoitos comercializadas, aproximadamente 500 escoteiros tiveram suas taxas (sejam totais ou parciais) cobertas pelo valor arrecadado, assim, podendo participar do Jamboree Farroupilha, que aconteceu no Parque Osório, no início de 1986. A campanha continuou em 1987, vendido outro lote com essa mesma quantidade de caixas; porém, infelizmente, não há dados referentes a esta venda e como se processou os resultados.

Segundo Antonio Carlos Hoff, o que se sabe é que foram vendidas caixas de biscoito para diversos Grupos do Brasil, e os resultados mostram que a maior parte dos valores foi destinada diretamente aos próprios Grupos ou aos jovens participantes. Esses recursos foram utilizados de diferentes formas: alguns Grupos construíram ou ampliaram suas sedes, outros investiram em materiais de acampamento, e muitos jovens usaram sua parte para adquirir uniformes e equipamentos individuais ou realizar compras na Loja Escoteira.

Considerando uma venda total de 90 mil caixas, os impactos financeiros foram significativos:

  • R$ 405.000,00 para os Grupos Escoteiros;
  • R$ 270.000,00 para a Região Escoteira;
  • R$ 135.000,00 em créditos para os jovens, valor que permitiria a aquisição de aproximadamente 1.000 uniformes.

Se você conhece algum representante de empresa do ramo alimentício que possa ter interesse nessa parceria, indique o Empresa Amiga! Quem sabe essa não é uma deixa para retomar esse projeto? 😉🍪

Mas e agora? Como os Escoteiros ganham dinheiro para seus grupos e atividades?

Aqui no Brasil, dificilmente você verá escoteiros fazendo venda de porta-em-porta; por não ser algo cultural nosso, sendo mais comum organizar um evento ou encontro em casa para esse fim, mas também para a segurança de quem está vendendo.

A arrecadação de fundos são descentralizadas, sendo iniciativa de cada Unidade Escoteira Local. Mas dentre as mais populares (e eficazes) estão:

  • Bazares: sejam roupas, sapatos, artigos de decoração e outras infinidades de artigos usados, mas que estejam em boas condições. Os bazares são ótimos para a sustentabilidade e economia, fazendo com que algo que não sirva mais para um seja extremamente útil para outro, além de trazer o lucro desejado.
  • Artesanatos: nada melhor que unir talentos para trazer suas artes (e recursos) para dentro da sua UEL. Essa ação apoia o Movimento e os microempreendedores — muitas vezes sendo um grupo de mães dos Escoteiros — que expõe seus trabalhos, seja presencialmente ou online (por marketplace ou outra plataforma de compras e vendas).
  • Bingo: é um dos jogos mais conhecidos do Brasil, e já popularizado por diversos bazares e eventos. Além de divertido, é uma ótima oportunidade para arrecadar recursos e deixar alguns sortudos felizes com os prêmios.
  • Rifa: também muito popular em todo país, as rifas podem ser feitas online ou por meio de bloquinhos; ofereça um prêmio bacana para fazer com que sua rifa venda mais.
  • Venda de alimentos: são uma das melhores formas de arrecadar fundos! Ofereça dias temáticos (como “Dia do Hambúrguer”, “Tarde do Pastel”, “Festa do Sorvete”, dentro outros) e convide seus amigos e familiares para participar. Lembre-se que lidar com comida exige uma série de cuidados, então veja aqui a cartilha da ANVISA de boas práticas com alimentos.

Os Escoteiros do Brasil reuniu diversos documentos sobre arrecadação de fundos neste link, assim, fica mais fácil de fazer um planejamento financeiro para alcançar seus objetivos. Por exemplo: sua UEL quer arrecadar verba para custear a alimentação ou parte da inscrição de sua tropa em algum evento — aqui você já tem uma data limite (dia do evento ou dia de encerramento de inscrições) e um valor estimado como objetivo; dessa forma, podem planejar eventos, rifas e afins para conseguir atingir (ou até dobrar) essa meta. 

Com tudo isso finalizado, você já sabe responder o porquê os cookies de escoteiros não são vendidos aqui no Brasil e, finalmente, podemos ir em direção a debates mais importantes, como: o certo é biscoito ou é bolacha? 

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