Judeus celebram o último dia de Hanukkah

20 dezembro 2017

Entre os dias 12 e 20 de dezembro deste ano, ao redor do mundo celebrou-se o Hanukkah, festividade tradicional da religião judaica, conhecida popularmente como Festa das Luzes. Engana-se quem acha que é a ‘versão’ judaica do Natal. Por oito dias, seguidores do judaísmo refletem sobre a vitória do povo judeu perante dificuldades na história, e o simbolismo para os dias de hoje.

A origem da data inicia por volta do ano 200 Antes da Era Comum. Com a ascensão do Rei Antiocus IV, do Império Selêucida, houve a proibição do estudo da Torá (livro sagrado dos judeus), além da depredação do altar do templo de Jerusalém. As reservas do azeite sagrado, utilizado para acender a Menorá, (candelabro sagarado), também foram destruídas. O ato provocou revolta de um grupo de judeus que instituiu um exército rebelde para lutar contra opressão do império – os Macabeus. “Os Macabeus conseguiram expulsar as tropas do rei Antíoco IV, o que acabou sendo o primeiro milagre de Hanukkah, pois estavam em enorme desvantagem numérica, e desejaram logo fazer a re-dedicação do Templo”, explica o pioneiro David Beraha, do G.E. Avanhandava (4°/SP), seguidor do Judaísmo.

David ainda conta sobre o segundo milagre. Após terem boa parte do estoque de azeite destruído, os judeus encontraram apenas uma garrafa disponível para acender a Menorá. “Garrafas novas levariam oito dias para serem produzidas, e aconteceu, então, o segundo milagre de Hanukkah, que o azeite de um dia só acabou durando oito”, conta. Por este motivo, a festividade é comemorada e observada durante oito dias e noites.

Neste período, é comum o ritual de acender velas (uma para cada dia), além de comer comidas típícas e troca de presentes. Embora o Hanukkah tenha um propósito para os judeus de preservar a identidade em meio à sociedade secular, e não ser exatamente a ‘festa de Natal’ dos judeus, a mensagem de paz e união desta época do ano é universal e presente em todas as religiões e povos.

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