Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

87 ANOS da UEB - Mensagem do Diretor Presidente


04/11/2011 08:08:10


J h alguns anos, comecei a me interessar pelo Leste Asitico e, consequentemente, por histrias, contos e parbolas da China, do Japo e da Coreia, pois trazem valiosas lies de vida, que procuro transmitir a meus filhos.

Neste ms (no dia 4.11), em que a UEB comemora 87 anos de existncia, gostaria de compartilhar com vocs uma histria chinesa que conheci recentemente:

Havia um senhor que tinha treze filhos; do mais velho ao mais novo, parecia uma escada. Sabendo que no teria muito mais tempo de vida junto aos filhos, o velho pai quis ensinar-lhes uma valiosa lio. Para isto, num agradvel dia do outono, pediu-lhes que fossem ao bosque mais prximo de casa e que cada um recolhesse dois galhos do mesmo tamanho. O caula trouxe dois galhinhos bem finos, o antecaula veio com dois galhos um pouco mais grossos, e assim por diante, com o primognito trazendo dois troncos debaixo do brao.

Vendo isso, o senhor disse orgulhosamente:


- Parabns! Fico feliz em ver que criei treze filhos fieis e obedientes. Agora, quero que cada um de vocs me entregue um galho e guarde o outro para si.

E assim foi. Cada filho aproximou-se do pai, reverenciou-o e entregou-lhe um de seus galhos. E o velho pai pegou-os, juntou-os, e amarrou-os firmemente com uma tira de couro.

- Muito bem disse o pai. Quero ver se cada um de vocs tem fora suficiente para quebrar o galho que guardou para si.

vidos para impressionar o pai, cada filho pegou seu respectivo galho e quebrou-o, at com certa facilidade, at mesmo o mais velho, que pegou seu grosso tronco e, com um preciso e rpido golpe de kung fu, partiu-o ao meio. O pai, vendo isso, exclamou:

- Que alegria! Vejo que criei treze homens fortes e sadios, capazes de enfrentar os desafios da vida!

Em seguida, ele emendou:

- Agora, quero ver qual de vocs tem fora para quebrar o conjunto de galhos que amarrei nesse fardo!

O menor aproximou-se do mao de galho e tentou dar um golpe de carat, mas quebrou a prpria mo. O segundo tentou com o p, mas nada aconteceu. E assim, sucessivamente, cada jovem tentou quebrar o fardo, porm, sem resultados aparentes. Aps vrias tentativas infrutferas, o velho ordenou:

- Venham todos junto e tentem quebrar esse grupo de galhos.

Os irmos agruparam-se e tentaram realizar a tarefa de vrias maneiras, mas sem sucesso ...

Vendo a frustrao, a exausto e a irritao dos filhos, o pai pediu-lhes, ento, que parassem e sentassem sua volta.

Do alto da sua vasta experincia e profunda sabedoria, o velho pai proclamou:

- Meus filhos, eu j estou bem idoso e no terei muito mais tempo de convivncia com vocs nesta passagem terrena. Antes de partir, porm, quero deixar-lhes uma valiosa lio: se vocs tentarem enfrentar o mundo sozinhos, sero facilmente quebrados como um galho solitrio, mas se o fizerem junto, nada os derrotar.

Quando assumi a Presidncia da UEB pela primeira vez, em 2001, recebi do nosso querido ex-Escoteiro-Chefe, Rubem Sffert, um punhado de varetas, fixado nas duas pontas por dois prendedores, que chamo de "trofu", com os seguintes dizeres: "Somos diferentes; juntos e nos respeitando, seremos mais FORTES!".

Se eu tirar um dos prendedores das pontas, posso tirar uma vareta e quebr-la com facilidade. Mas reunidas, do jeito que esto, no consigo quebr-las, tal como os irmos da historinha chinesa no conseguiram quebrar o conjunto de galhos amarrados no fardo.

Tenho esse "trofu" no meu quarto num local visvel, olho para ele todo dia e leio essa mensagem diariamente; o "trofu" me ajuda a lembrar da minha misso e do legado dos grandes Dirigentes que passaram pela UEB e souberam respeitar as diferenas dos seus associados para preservar a UNIO.

Parabns a todos!! H um pouco de cada um de ns nesses 87 anos de vida, no custando lembrar que: "Somos diferentes; juntos e nos respeitando, seremos mais FORTES!".

Forte abrao,
Rubem Tadeu C. Perlingeiro
Diretor-Presidente da UEB

87 Aniversrio da Unio dos Escoteiros do Brasil

A partir da ideia que os militares da Marinha do Brasil trouxeram da Inglaterra, um grupo de interessados reuniu-se no dia 14 de junho de 1910, no Rio de Janeiro, e fundou o Centro de Boys Scouts do Brasil, sendo esta iniciativa e esta data reconhecidas como incio do Escotismo no pas.

Ao se iniciar a dcada de vinte havia considervel nmero de instituies escoteiras no Brasil. O chefe Benjamim Sodr, o Velho Lobo, que mantinha uma seo sobre Escotismo na Revista infanto-juvenil "O TICO TICO", publicou na edio do dia 23 de janeiro de 1924 um artigo que refletia a conjuntura do Escotismo quela poca, como se v a seguir:

UM EXEMPLO A SEGUIR PELAS ASSOCIAES DE ESCOTISMO NO BRASIL

O Escotismo pode-se considerar definitivamente firmado entre ns. J se passou aquele perodo de propaganda vivssima, em que era quase um dever s entoar loas e esconder os defeitos.

Hoje pode-se, sem perigo, apontar os males. E esse o dever. Entre ns, quatro grandes associaes dirigem o movimento escoteiro nacional: a Associao Brasileira de Escoteiros, com sede em So Paulo, Associao de Escoteiros Catholicos do Brasil, a Comisso Central de Escotismo e a Confederao Brasileira de Escoteiros do Mar, com sede no Rio.

Refletindo o esprito de pouca harmonia dos brasileiros, que vivem a brigar, essas associaes se correspondem, se entendem, mas no se ligam. Sofre com isso o Escotismo, que se desenvolve entre ns sem a precisa uniformidade, e sofre o nome do Brasil, que de outro modo poderia figurar entre as grandes potncias escoteiras, cousa que no de desprezar hoje, quando o escotismo tem por mais de uma vez ocupado a ateno e sugerido discusses na Liga das Naes.

Um pas possuir cem, duzentos mil escoteiros deve ser, forosamente, uma razo de considerao no conceito demais. Ns caminhamos para esses nmeros, mas como nossos esforos so dispersos, aparecem sempre informaes parciais. Tentativas tm sido feitas para reunir as Associaes, mas todas vs, porque ora a vaidade de domnio, ora pequeninas questes pessoais conservam afastadas foras preciosas que deveriam unir, valendo pelo dobro.

um dever de todos, deste o mais pequenino escoteiro at ao mais importante Chefe, procurar criar uma atmosfera de harmonia entre todas as associaes, para que elas se liguem constituindo uma confederao geral que possa representar o Escotismo do Brasil.

No dia 7 de setembro de 1924, o Padre Leovigildo Frana, vice-presidente da Associao de Escotismo Catlico, proferiu palestra sobre o Jamboree Mundial realizado em Copenhague, Dinamarca, ao qual participou como chefe da delegao do Brasil. Sua conferncia deu uma impresso muito ntida do que foi aquela grande concentrao escoteira mundial. O Velho Lobo assistiu apresentao e, comovido, afirmou: "Para o futuro, o Brasil se deve representar, em qualquer reunio internacional, no por uma delegao de uma de suas Associaes, mas por uma Delegao de Escoteiros do Brasil".

A seguir renovou o seu apelo feito em janeiro em "O TICO-TICO" e remeteu cartas ou fez contatos pessoais com os principais responsveis pelas instituies escoteiras, convocando-os para se reunirem com o fim de criarem uma Associao Nacional do Escotismo Brasileiro.

Com exceo do representante da Associao Brasileira de Escoteiros, de So Paulo, todos os demais atenderam ao convite, e passaram a se reunir seguidamente. Em razo do grande interesse e a boa vontade de todos, a tarefa foi fcil e, em 4 de novembro de 1924, foi fundada a UNIO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL.

At 1928 a Associao Brasileira de Escoteiros, dirigida por Mrio Cardim um dos pioneiros do Escotismo no pas manteve-se afastada da UEB, mas atendendo a uma conclamao feita pelo prprio Fundador Baden-Powell, em carta escrita em 13 de junho de 1928, em que insistia para que todo o Escotismo Brasileiro se unisse Unio dos Escoteiros do Brasil, reconhecida por B-P e pela Organizao Mundial do Movimento Escoteiro como a nica organizao escoteira do pas, finalmente a ABE integrou-se como parte da UEB, que passou a reunir todos os que praticam escotismo em nosso pas.

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