Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

Nota de esclarecimento – Alteração do 1° Artigo da Lei Escoteira dos Escoteiros do Brasil

6 de maio de 2019


Durante a 26° Reunião Ordinária da Assembleia Nacional Escoteira, ocorrida em Brasília-DF, os associados presentes votaram a alteração do 1° Artigo da Lei Escoteira, tendo decidido pela aprovação da proposta.

A partir da votação, o 1° Artigo da Lei Escoteira passa a ser “O escoteiro é honrado e digno de confiança”. O texto anterior dizia “O escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais do que a própria vida”. Os passos envolvem a atualização de todo o material publicado que contém a Lei Escoteira.

O assunto havia sido pautado na 25° Reunião Ordinária, que aconteceu em Curitiba-PR, quando o pioneiro Rudi Solon, da Região Escoteira de São Paulo, propôs que a tradução da forma como havia sido feita feria princípios religiosos de uma parcela dos associados, sugerindo que o artigo havia sido traduzido de forma equivocada. Rudi explicou que desde cedo o G.E. Avanhadava (04°/SP) ensinou a ignorar o 1° artigo por ir contra a crença judaica. ”O Avanhadava é um grupo confessional da fé judaica. Quando integramos o Movimento Bandeirante nos anos 50 tivemos entrave com um artigo do código deles, que dizia que ‘a Bandeirante é cristã’, e nós não éramos cristãos. Na ocasião foi proposta a mudança, e o Movimento Bandeirante acatou, alteranto o artigo para ‘a Bandeirante acredita em Deus’. Quando me inteirei melhor do contexto regional e nacional dos Escoteiros, como Pioneiro, procurei saber melhor como propor a mudança também na Lei Escoteira”.

O pedido foi passado ao Conselho de Administração Nacional da época, por indicação da Equipe Nacional Judaica. No Congresso de Curitiba, Rudi pediu a palavra e explicou a requisição, e a Assembleia decidiu que fosse votada a mudança. O CAN retornou o processo por meio de um Grupo de Trabalho, que apresentou a mudança para a Reunião Ordinária da Assembleia Nacional Escoteira em 2019, em Brasília. “Dessa forma a gente traz para a criança a questão da honra de uma forma muito mais palpável, que é pela confiança. E além de também nos adequamos à Constituição Federal, nos abrimos mais para as religiões – como Judaísmo, Islamismo e Catolicismo – que consideram a vida em primeiro lugar”, completou.

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