Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

Moradores, escoteiros e jogadores de rugby recuperam praça na Vila Mariana

22 de março de 2017


A falta de manutenção e segurança era um dos motivos para os vizinhos da praça Rosa Alves da Silva, localizada no distrito da Vila Mariana, na zona sul, não frequentarem o local. Por isso, alguns moradores como José Paulo Bombini, 62, se juntaram para pensar em como melhorar o espaço que estava abandonado pela antiga subprefeitura. Foi assim que se criou a Amarosa (Associação de Moradores em Prol da Praça Rosa Alves da Silva).

Com a criação da associação, foram surgindo outros interessados em revitalizar a praça. O Grupo de Escoteiros Caramuru e o também recém criado Clube São Bento Rugby tornaram-se parceiros da Amarosa. Juntos, fizeram um projeto que foi apresentado à subprefeitura (atual prefeitura regional) da Vila Mariana e, em 2013, as mudanças começaram a sair do papel.

‚ÄúA ilumina√ß√£o voltou a funcionar, foi constru√≠do um parque e uma quadra de futebol, come√ßou a ter ronda no local e a equipe de rugby, que passou a utilizar um campo para os treinos, ficou respons√°vel pela manuten√ß√£o desse espa√ßo tamb√©m. Com isso, a frequ√™ncia de pessoas na pra√ßa aumentou e ela se tornou uma √°rea de lazer para os moradores. Ainda h√° muito que fazer, mas j√° melhorou bastante‚ÄĚ, revela Bombini, o presidente da Amarosa.

O vice-presidente do Caramuru, Ricardo Ishikawa, 53, conta que, por terem representantes do grupo no Conselho Participativo da regi√£o, foi poss√≠vel contribuir levando as reivindica√ß√Ķes dos moradores para melhorias na pra√ßa. ‚ÄúNosso objetivo era que ela fosse um espa√ßo de uso de toda a comunidade, que os moradores tivessem uma √°rea de lazer sempre conservada‚ÄĚ, afirma.

Após o início da revitalização, o local cedido para uso do clube de rugby foi utilizado durante alguns anos mesmo sem estar totalmente preparado para receber os jogadores. Em 2016, o espaço ganhou gramado, traves, pinturas, o muro e a grade que cercam o campo foram reformados.

O jogador Henrique Souza, 26, est√° desde 2013 na equipe e conta que, al√©m do S√£o Bento, outras agremia√ß√Ķes tamb√©m treinam no campo. Toda segunda e quarta-feira h√° treino do time masculino, √†s quintas do time feminino, e aos s√°bados h√° treinos do infantil, juvenil e adulto. ‚ÄúSe n√£o tivesse a nossa iniciativa, dos moradores e do grupo dos escoteiros, aqui iria continuar abandonado. Era um barr√£o e, mesmo assim, a gente treinava. Agora est√° mais apropriado e j√° conseguimos at√© fazer amistosos com outros clubes‚ÄĚ, conta.

A pesquisa Irbem, realizada pelo Ibope em parceria com a Rede Nossa S√£o Paulo sobre a qualidade de vida na cidade revela a percep√ß√£o dos moradores em rela√ß√£o √† conserva√ß√£o dos espa√ßos p√ļblicos. A nota m√©dia, em uma escala de 1 a 10, mostra que a zona sul tem o menor √≠ndice de satisfa√ß√£o nesse quesito, ficando com a nota 3,3; na oeste ela √© de 3,4; no centro, de 3,5; e nas zonas norte e leste, de 3,7.

A chegada do rugby ao bairro

O S√£o Bento Rugby Clube foi fundado pelos amigos Henrique Von Rondow, Marsal Villas Boas, Brunno Constante, Thiago Pirata, Kau√™ Moncau e Leandro Scalz. Um dos treinadores, Jo√£o Vicente, 27, est√° h√° dois anos no clube e explica que com o tempo chegaram amigos, jogadores que retomavam √† pr√°tica do esporte, bem como aqueles que nunca tinham tido contato com o esporte. ‚ÄúQuem tem interesse em conhecer e praticar o esporte, √© s√≥ comparecer a um dos dias de treino. Como o clube √© amador, para mant√™-lo, cada integrante contribui com uma ajuda de custo mensal‚ÄĚ, explica.

Um exemplo √© Bianca Braga, 29, a mais nova participante, que est√° conhecendo o esporte e frequentando os treinos h√° um m√™s. ‚Äú√Č a terceira vez que venho e estou gostando bastante. Temos apoio, prepara√ß√£o e o clima √© agrad√°vel. Estou bem disposta a aprender e a conhecer mais o esporte‚ÄĚ, revela.

De acordo com Vicente, todos os s√°bados h√° treinos gratuitos para as crian√ßas e jovens do ‚ÄúS√£o Bentinho‚ÄĚ, com o apoio dos t√©cnicos, preparadores e tamb√©m com os jogadores do time adultos, tanto feminino como masculino. ‚Äú√Č gratificante poder ensin√°-los o esporte e, principalmente, os pilares do rugby como amizade, respeito e solidariedade‚ÄĚ, enfatiza.

Além das aulas gratuitas para as crianças, o clube realiza o Projeto Rugby Comunitário, idealizado por Valter Sugarava, o Japinha, 39, ex-jogador da seleção brasileira e atual técnico do São Bento. Ele promove visitas às unidades do CEU (Centro Educacional Unificado) e também à ONG Santo Agostinho para disseminar o esporte e as vantagens de praticá-lo.

‚ÄúBuscamos parcerias diversas para dar andamento ao projeto, que tem a ideia de ajudar a movimentar o com√©rcio da regi√£o e fortalecer o esporte na comunidade. J√° teve s√°bado que vieram 30 crian√ßas e foi muito divertido, com pais na lateral segurando garrafinha de √°gua e protetor solar‚Ķ Todos participaram e a pra√ßa se tornou um espa√ßo de lazer para as fam√≠lias‚ÄĚ, finaliza o t√©cnico.

Fonte: 32xSP.org.br

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