Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

Neste Dia do Estudante, conheça cinco histórias de inspiração que têm no M.E. uma influência positiva em comum

11 de agosto de 2018


O dia 11 de agosto é a data em que se celebra nacionalmente o Dia do Estudante. A escolha pela data é em homenagem à abertura dos primeiros cursos superiores do Brasil – a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo -, por parte do imperador D. Pedro I em 1827. A celebração é pelas pessoas que se dedicam parcialmente ou em tempo integral aos estudos, desde as crianças da educação básica aos doutores pesquisadores do meio acadêmico. E para tornar o dia ainda mais especial, cinco histórias de jovens que tiveram envolvimento com o Movimento Escoteiro, e enxergaram no Escotismo uma influência positiva na vida estudantil.

Muitos jovens na época de vestibular optam por enfrentar a enorme concorrência dos cursos de Medicina. E para a aprovação, além de uma carga pesada de estudos e renúncia, é importante ter a saúde mental em dia, como sugeriu Vitória Bevervanso, de Curitiba. “Além de toda a disciplina do Movimento e da motivação de ser uma pessoa melhor, temos muito apoio das amizades. A época do vestibular é um período difícil e estressante, e sem alguma base pra manter a saúde mental em ordem é complicado, pois é mais difícil de focar nos estudos, nas provas. Então além de toda a disciplina, destaco as amizades, que ajudam e muito neste período”, explica a jovem de 21 anos, que hoje está no caminho para ser médica, na Universidade Federal do Paraná.

Outro ponto de destaque é o incentivo dos escotistas no processo de conhecimento. Alisson Nascimento, que cursa Agronomia na Universidade Federal do Ceará, enxerga o M.E. como o responsável por essa sede de aprendizado. “O escotismo, além de tudo, sempre incentivou a curiosidade de ir atrás de assuntos novos. De criar estratégias de estudo, de planejar”, explica. Hoje com 18 anos, Alisson se considerava alguém com dificuldade de se expressar publicamente, característica que mudou com os anos de convivência no grupo escoteiro. “Creio que tudo isso me influenciou ajudando a achar maneiras mais eficazes de aprender, além de desestressar também”.

Natan Rodrigues é estudante de Eng. Florestal pela Universidade Federal de Viçosa-MG, e trabalha num projeto chamado Carbono Zero, que atua na área de pesquisa para redução da emissão de gases na natureza. Assim como Alisson, Natan credita ao Movimento Escoteiro o interesse por estudar e buscar postos mais altos. “A influência é a dedicação aos estudos, porque meu chefe escoteiro cobrava assiduidade na escola, boas notas, organização, e ele fazia questão de conferir. Visitava as casas e era como um pai, parte da família”, explica. “Aquele senso de responsabilidade e de crescer dentro da patrulha, virar monitor, evoluir de escoteiro pra sênior; a gente acaba incorporando estas coisas do Escotismo no dia a dia, como a questão de progressão pessoal do escotismo que eu levei para minha vida”.

Nathan destaca outro pilar do Movimento Escoteiro como um fator decisivo em sua vida estudantil e profissional. “Foi o escotismo que abriu minha visão pra área ambiental, mostrando o escritório que eu queria para a minha vida profissional: a floresta. Hoje eu trabalho em campo, porque foi o que eu aprendi a amar, e trabalho com temas dentro do Carbono Zero que o Movimento tem discutido bastante, como mudanças climáticas”. Assim como para ele, Katarine Klitzke, de Santa Catarina, acabou escolhendo a profissão por conta de atividades ao ar livre. “Os fogos de conselhos nos acampamentos sempre foram uma das partes mais marcantes para mim, tanto por estarmos todos reunidos quando por termos o céu – estrelas, planetas, galáxias, nebulosas, aglomerados – conosco. Quando eu era pequena e meu pai (que já era escoteiro antes de mim) me ensinou a identificar o Cruzeiro do Sul no céu, e em todos os fogos de conselho eu ficava procurando por essa constelação”, conta a jovem de 17 anos, que hoje mora em Fortaleza-CE para estudar. “Certamente esses momentos me influenciaram muito na decisão de fazer o que faço hoje e na escolha do curso de graduação que farei – Eng. Mecânica Aeroespacial”, finaliza.

A paixão pelas matérias ligadas aos astros e também a dedicação aos estudos fez Katarine ser convidada para representar o Brasil na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, que acontecerá em setembro, no Paraguai. E os certificados de olimpíadas estudantis ilustram outra personagem, a cearense Catarina Oliveira, de apenas 16 anos. Integrante do M.E. desde os 12, a jovem foi medalhista de bronze na 20° Olimpíada Internacional de Linguística, ocorrida em Praga, República Tcheca. “O detalhe do Escotismo de aprender fazendo me incentivou a adquirir muitas habilidades que eu nunca pensaria em ter. Até em matérias da escola (e extracurriculares, de olimpíadas científicas) me ajudou, como o exemplo da biologia: nunca gostei dessa ciência, mas o que eu aprendi com o Escotismo sobre primeiros socorros me facilitava absorção do conteúdo”, comenta. “Eu realmente não consigo imaginar minha vida sem o Movimento, mesmo já sendo feliz antes dele. E aconselho a todos os jovens que experimentem e depois levem mais e mais jovens e famílias a conhecer”, conclui.

Os Escoteiros do Brasil parabenizam todos os estudantes, e desejam que continue a paixão por estudar e conquistar resultados!

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