Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

Uma das principais formadoras do Brasil, Chefe Francis é homenageada em Mês da Mulher

16 de março de 2018


O Movimento Escoteiro no Brasil cresceu consideravelmente na última década, tendo dobrado o contingente entre 2007 e 2017. Mais do que números, é destacável a eficiência e competência do trabalho desenvolvido pelos Escoteiros em toda a extensão territorial do país. E isso, claro, está creditado ao empenho de pessoas dedicadas intensamente ao projeto educacional do Escotismo. No embalo do Mês da Mulher, lembramos a marcante história de uma destas pessoas: Francisca Souza Carrer, conhecida por muitos como Chefe Francis, foi uma das grandes formadoras do Movimento, e é lembrada por muitos pelo carinho e dedicação.

Chefe Francis nasceu no Rio de Janeiro, mas se estabeleceu na Baixada Santista. Residente de Praia Grande, ingressou no Movimento em 1978, e teve a trajetória marcada pela dedicação e apreço pelas atividades. Formada na área da saúde, era mestre em enfermagem, e sempre atuava como voluntária nas enfermarias de eventos regionais e nacionais. Ficou também conhecida pela competência como formadora de adultos, sendo responsável pela realização de cursos tanto no Distrito da Baixada Santista quanto em outras regiões do Brasil. Foi Diretora de Cursos Básicos, de Polo e de Área, tendo passado pelos grupos Do Ar São Vicente (234°/SP), Tude Bastos (187°/SP) e Templários do Cardoso (333°/SP).

As pessoas próximas relatam que Chefe Francis era uma mãe extremamente carinhosa, e uma avó muito grudada nos netos. Marcou sua trajetória pelo enorme carinho pela região norte do país, porque sempre estava por lá. Francis arcava sempre com as próprias viagens, principalmente para o Pará, para realizar curso aos futuros voluntários. Era bastante comum estender a estadia por lá, pra continuar orientando os Grupos Escoteiros da região. Não tinha pressa nenhuma de voltar. Embora hoje seja bastante comum os cursos e eventos no norte, Francis foi uma das primeiras a se dedicar à região, sendo considerada uma das grandes responsáveis pela expansão do Movimento Escoteiro nos estados do norte do país.

Por vezes é lembrada pela simplicidade. Viajava de barco e canoa, e dormia sem luxo algum nos locais dos cursos. Em uma ocasião, visitou uma tribo na região norte, e após a refeição oferecida aos moldes e costumes locais, foi convidada para passar a noite. Sem reclamar ou ver problema, repousou no local. Apontam Francis como uma pessoa extremamente disposta a ajudar, e a participar das coisas – não deixava de ir a nenhuma assembleia nacional, e embora bastante rigorosa e crítica, trabalhava muito. De caráter auxiliador, passava todo o conhecimento que tinha, demonstrando ensinar com toda a vontade. Não era daquelas pessoas que guardava informação pra si.

Um fato marcante aconteceu durante uma viagem para Roraima-RR. A amizade que as pessoas tinham por ela tornava o tratamento com Francis extremamente gentil, como se fosse uma grande amiga de todos. A forma como ela era recepcionada em qualquer lugar que ia, não importa onde fosse, era algo encantador. Chefe Francis tinha no Escotismo um motivo de vida, tendo ajudado a fundar muitos grupos, sempre vivendo tudo de forma muito intensa. Francis faleceu no final de 2017, em Praia Grande/SP, aos 72 anos. Deixou na memória dos mais próximos a imagem de uma mulher guerreira, de muito valor, e que muito lutou e fez pelo Movimento Escoteiro.

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