Impacto Positivo no Envolvimento Juvenil

19 julho 2020

Falar de jovem é falar de esperança, isso porque ele possui, até mesmo inconscientemente, uma energia que contagia, uma coragem que é capaz de vencer medos, um sentimento de inconformismo e uma sede de conhecimento e de mudança a fim de tornar o mundo um lugar melhor. Como consequência desse conjunto de sentimentos, de emoções e de habilidades, surgiram grandes redes pelo mundo criadas por jovens e para jovens com o intuito de resolver diversas problemáticas sociais, econômicas e culturais. Ao longo do tempo eles foram criando seus espaços de fala, suas redes, suas formas de trabalho e conquistando, aos poucos, credibilidade diante da sociedade como um todo. 

A partir do momento em que os jovens começaram a ter experiências adquiridas nesses espaços ー através do compartilhamento de ideias, conhecimentos, sonhos e acreditando uns nos outros ー os movimentos jovens foram tomando forma e começaram a atuar nas comunidades em seu entorno gerando impactos positivos. Seus discursos passaram a ter embasamentos não só teóricos, mas práticos também. Para suprir a lacuna de experiência entre eles e os adultos, buscaram estratégias, como conexão, tecnologia, criatividade, agilidade etc, aprimorando seus serviços e produtos. 

Aos poucos a juventude começou a atuar de maneira mais efetiva dentro da sociedade, desafiando a ocupar cargos políticos no primeiro setor; atuando como empreendedores, criando o próprio negócio no segundo setor; e também sendo voluntários no terceiro setor. E, assim, cada vez mais envolvidos em projetos sociais, reconhecendo a importância dessa experiência. É válido lembrar que esses exemplos não fazem parte de uma simulação e sim da atuação de jovens de forma efetiva. 

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Hoje, no Brasil, segundo as últimas pesquisas, cerca de um quarto da população é jovem, ou seja, possui de 15 a 29 anos de idade. Logo, a juventude brasileira abraça desde estudantes do ensino médio até profissionais formados e estudantes de pós graduação, sendo, portanto, uma parcela significativa que impacta diretamente a economia e as estruturas da sociedade, consumindo e prestando serviços. No entanto, a realidade é que população jovem enfrenta muitas barreiras e sofre ainda mais com as desigualdades existentes, o que reflete a necessidade de efetivação de políticas públicas que garantam ao jovem lazer, educação e condições para serem capacitados e inseridos no mercado de trabalho. 

Em busca de soluções, temos como exemplo de protagonismo juvenil e representação dentro do cenário brasileiro o Conselho Nacional da Juventude – CONJUVE, o qual é composto por jovens e representantes de organizações juvenis com a finalidade de captar as demandas que a juventude possui. Nesse sentido, a representação do movimento dentro de instâncias políticas demonstra a importância, a força e a organização dos jovens no que tange seus direitos e objetivos, principalmente aqueles que são geradores de impactos positivos para toda a comunidade. 

Por isso, desde o ramo lobinho – com as rocas de conselho os incentivando a pensarem criticamente sobre situações que ocorreram dentro da alcateia e, a partir disso, planejar o que querem fazer – até o ramo pioneiro – quando o jovem extrapola as fronteiras do grupo escoteiro e passa a servir a sociedade atuando com projetos de impacto principalmente em comunidades mais vulneráveis – esses valores são difundidos pelo movimento a fim de formar jovens engajados e, como importante consequência disso, gerar impactos positivos que atinjam, à luz de suas ações, o maior número de pessoas possível.

Tudo isso será debatido na Semana Nacional de Envolvimento Juvenil. Não perca essa oportunidade, confira o Boletim 1 em bit.ly/snejboletim1 e faça sua inscrição! Eventuais dúvidas sobre a participação na Semana Nacional de Envolvimento Juvenil podem ser encaminhadas diretamente no e-mail [email protected]

Texto: Raquel Miranda

Foto: Renata Noggi

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