Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

Deixar o mundo melhor do que o encontramos


01/03/2016 13:25:08


Eu fui, como muitos milhões de jovens em todo o mundo, escuteira durante muitos anos aqui em Portugal. Escrevo com ‘u’, porque aqui a gente tem uma distinção entre o escutismo católico – com ‘u’ – e o escotismo não católico – com ‘o’. No entanto, ambos se regem pela mesma ideia fundadora de Robert Baden-Powell, aquele senhor inglês que um dia levou uns meninos para acampar porque achou que lhes faria bem. Por que estou falando disso? Porque esses dias tenho recordado muito do que aprendi com esse movimento, que na verdade no deixa coisas para toda a vida – por isso a gente tem por hábito dizer “Escoteiro uma vez, escoteiro para sempre”. Porque o que fica dos ensinamentos não se esgota quando, por algum motivo, deixamos de usar aquela farda que todo o mundo gosta de zoar :) Quem olha de fora tem, geralmente, um monte de preconceito: gente usando farda, indo acampar com pessoas que não se conhecem, tendo atividade ao ar livre, adulto cuidado voluntariamente de criança, pagar para passar dias dormindo no chão… tudo coisas que vão sendo cada vez mais estranhas à medida que o tempo passando e o mundo pede mais consumismo, tecnologia e tempo sozinho. Mas a verdade é que eu acho que são realmente as bases que o escotismo ensina que estão faltando no mundo – a gente pode deixar a farda de fora, tá? :) Vocês sabem quais são? Uso aqui a dos escuteiros católicos, mas a dos escoteiros é praticamente a mesma. 1º - A honra do escuta inspira confiança. 2º - O escuta é leal. 3º - O escuta é útil e pratica diariamente uma boa ação. 4º - O escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros escutas. 5º - O escuta é delicado e respeitador. 6º - O escuta protege as plantas e os animais. 7º - O escuta é obediente. 8º - O escuta tem sempre boa disposição de espírito. 9º - O escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio. 10º - O escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas ações. No fundo é só isso. Leis pelas quais milhões de jovens, desde os 6 anos, aprendem a se reger e que não me parece que possam ofender alguém. A ideia é, no final, “deixar o mundo melhor do que o encontrámos”. Não era isso que devíamos todos estar fazendo? Então por que nos parece tão estranho que um movimento o apregoe, e porque zoamos nós das pessoas que no fundo, só tentam viver segundo princípios que deviam ser de todos? Cada vez mais acredito que é isso que nos tem faltado. E estou com muita vontade de enviar isso a todos os governantes portugueses: é que acho que eles esquecem que a missão deles é, efetivamente, deixar o país melhor do que o encontraram… Fonte: Blogs Sambando em Lisboa

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