Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

No Dia Mundial da Conscientização do Autismo, conheça histórias inspiradoras de integração no Movimento Escoteiro brasileiro

2 de abril de 2018


Se considerarmos os grupos escoteiros e o Movimento Escoteiro em si como ‘microcosmos’ da sociedade geral, é natural que encontremos a variedade de pessoas, backgrounds, histórias e contextos encontrados nos diferentes cantos do país. Neste dia 02 de abril, marcado mundialmente pela Conscientização do Autismo – ou TEA (Transtorno do Espectro Autista), reunimos ações concretas de grupos escoteiros brasileiros em prol da integração de autistas nas atividades desenvolvidas no dia a dia.

No Mato Grosso do Sul, o exemplo é da Chefe Maria Dorothea. Formada em Pedagogia e Psicologia, Thea – como é conhecida – sempre trabalhou com educação especial, tendo iniciado no setor de psiquiatria da Santa Casa Beneficente de Campo Grande (atuando com adolescentes), e depois atuou na Apae. Encantada com a neurologia, buscou conhecimento nessa área trabalhando com outros profissionais especialistas, deixando o mercado de trabalho com o nascimento de sua filha Camila, portadora de autismo. A família de Camila buscou locais para que a filha pudesse se desenvolver sendo incluída socialmente, e encontro no movimento Escoteiro uma alternativa viável. No Grupo Escoteiro Yasser (38°/MS), tanto Thea quanto o marido puderam envolver a filha nas atividades, com a condição de que o casal também se envolvesse com as atividades. Como Thea enxergou no Método Escoteiro um caminho possível, a família toda acabou participando do Grupo.

Outra história inspiradora acontece no Grupo Escoteiro do Mar Capitão Comandante Hassel (62°/SC). O clã pioneiro Barca Colon desenvolve o trabalho de integrar Andrew e Lucas – ambos com autismo, em graus diferentes. Andrew, com 20 anos, é considerado estar num grau severo do transtorno, mas teve suporte do grupo para desenvolver comunicação e sociabilidade, e o programa adaptado para que a progressão fosse adequada às necessidades do jovem. Assim como Lucas, que tem a Síndrome de Asperger – uma categoria de Transtorno do Neurodesenvolvimento, que afeita a forma de percepção do mundo e de interação social -, que levou o grupo a refletir sobre as dificuldades na comunicação, e a entender as dificuldades do escoteiro. Ambos os casos geraram no grupo a noção de socialização e respeito às limitações, bem como de adaptação de programa, atividades e de aplicação do Método Escoteiro.

Em ambos os casos, o desafio dos grupos esbarrou na capacitação dos chefes e escoteiros em lidar com o espectro autista. Desde 2015, como um desdobramento de uma prioridade do Comitê Mundial Escoteiro definido na Conferência Mundial Escoteira da Eslovênia (2014), a Região Escoteira do Rio Grande do Sul desenvolve um módulo no âmbito da Política de Acessibilidade, por meio de uma Equipe Regional focada no tema – A Equipe Regional de Inclusão e Acessibilidade foi oficializada na Gestão 2016-2019. Em janeiro de 2017, a ER publicou uma apostila utilizada em módulo de ensino e capacitação para inclusão e acessibilidade, trazendo uma gama grande de transtornos e síndromes – abordando, também, o TEA. Com o documento, a Região Escoteira se estabeleceu como referência e vanguarda no trabalho por inclusão em grupos escoteiros.

Neste Dia Mundial da Conscientização do Autismo, convidamos para conhecer as ações realizadas por Escoteiros em todo o país em prol não somente de portadores do autismo, mas de inclusão e acessibilidade de maneira geral.

Apostila do Cursante Curso Técnico Inclusão e Acessibilidade

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